terça-feira, maio 24, 2016

Que sirva de exemplo para Jeremoabo

Justiça obriga Estado e União a fornecer medicamento de alto custo a paciente em Paulo Afonso

Por Luiz Brito DRT/BA 3.913 - www.bobcharles.com.br
Reprodução
Dr. João Paulo Pirôpo de Abreu
Dr. João Paulo Pirôpo de Abreu

O Juiz Federal da subseção judiciária de Paulo Afonso Dr. João Paulo Pirôpo, garantiu o fornecimento de medicamento Etanercepte 50 mg - usado no tratamento da patologia chamada de espondilite anquilosante e artrite reumatoide ao paciente S. J. X. A decisão que garantiu o fornecimento do medicamento na publicação da edição de 06/05/2016, consta do Diário da Justiça Eletrônico, estabelecendo que o Estado da Bahia e a União devem cumprir a determinação no prazo de 5 dias.

Entenda o caso: O paciente através do escritório Luiz Neto Advogados associados, ajuizou a ação na Justiça Federal por não ter condições financeiras de arcar com o tratamento. Para o tratamento da patologia, o Requerente faz uso do medicamento Etanercepte 50 mg, que age nos processos inflamatórios.

Ocorre que, o tratamento tem alto custo, pois uma caixa com 04 (quatro) ampolas, custa R$ 6.035,52 (seis mil, trinta e cinco reais e cinquenta e dois centavos). Sendo que o Autor faz uso de uma ampola por semana. O autor é aposentado, recebe apenas o necessário para sua subsistência e de seus familiares, bem como ainda compra outros medicamentos necessários para seu tratamento.

Devido ao alto valor do tratamento, o Autor solicitou no dia 15/05/2015 o medicamento junto ao Sistema Único de Saúde. No entanto, já se passaram mais de 10 (dez) meses e até o presente momento o Requerente não recebeu sequer resposta dos órgãos responsáveis. É importante frisar que, o Autor é pessoa idosa, e o Estatuto do Idoso estabelece que os idosos, com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, gozam dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.

De acordo com a Dra. Janaise Campos advogada do Escritório Luiz Neto Advogados associados, “não se trata de um fato extraordinário que possa resultar em dispêndio de elevados custos pelo Poder Público, mas de um tratamento que deveria estar sendo realizado corriqueiramente pelo ente demandado”.

Para a advogada, o Estado tem o dever de fornecer a substância ao paciente, em cumprimento a dois artigos da Constituição Federal: artigos 196 (saúde é direito de todos e dever do Estado) e artigo 200 (Competência do SUS no controle e fiscalização de medicamentos e substâncias de interesse para a saúde). Por isso, o SUS deve fornecer integral atendimento à saúde de qualquer cidadão.

De acordo com o juiz, esses pré-requisitos são autorizadores da concessão da antecipação da tutela pretendida pelo autor da ação. A partir de análise dos documentos juntados, o magistrado considerou que é responsabilidade solidária da União, Estados e municípios prover a garantia da saúde dos cidadãos.
Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.... Frase de Rui Barbosa.

Nota da redação deste Blog  - Que a matéria acima, sirva de orientação de bússola ao povo carente de Jeremoabo.
Não é favor, mas dever obrigação da prefeita fornecer medicamento a quem não tem condições de comprar, não interessando o preço. 
Quantas pessoas não já faleceram a mingua por falta de medicamentos?
O cidadão diante do receituário médico se dirige a farmácia da prefeitura, caso lá não exista o medicamento que o médico passou, se dirige ao Secretário de Saúde para que ele providencie a compra em qualquer farmácia, caso o Secretário de Saúde se recuse a fornecer o medicamento, o cidadão entra com uma representação perante o Ministério Público ou mesmo entra com uma Ação no Juizado Especial, que a situação será resolvida.
Lembre-se fornecer medicamentos a quem necessita não é esmola nem tão pouco favor de prefeitos, mas é uma obrigação assegurada pela nossa Constituição.
Aliás em Jeremoabo já aconteceu caso semelhante.
Quando Iolanda era Secretária de Saúde, o cidadão José de Estevo, necessitava de vários medicamentos de uso inadiável e  preço elevado, como na farmácia da prefeitura não havia, sugeri que o mesmo procurasse a secretária e expusesse a situação, a mesma achando o preço elevado falou que a prefeitura estava sem recursos para arcar com aquela despesa. Diante da negativa, sugeri que o mesmo procurasse o Ministério Público em Jeremoabo, o caso foi resolvido a contento.
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A ENORME DIFERENÇA ENTRE UM GOVERNO GOLPISTA E UM GOVERNO DEMOCRÁTICO

Celso LungarettiemNáufrago da Utopia -
*Não sabe de quem riem? Então, só podem estar rindo de você...* *T*omemos como parâmetros o atual governo paulista, tão cheio de si, tão fanfarrão e corrupto, e o recém-encostado governo de Dilma, que, segundo dizem, sofreu um golpe de estado. O neoliberal governo de São Paulo, golpista como qualquer coisa que não pertença ao PT, corta 78% de investimentos em Educação, considerado aí somente o Ensino Técnico. Antes disso, o governo Dilma, democrático, corta R$ 7 bilhões da Educação em nível federal, obediente que sempre foi ao sistema financeiro, com o Ministério da Fazenda entregu... mais »

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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