terça-feira, maio 31, 2016

Filho mais novo de Lula recebeu propinas que chegaram perto de R$ 10 milhões

Luís Cláudio é mais um “fenômeno” empresarial na família Lula
Deu no Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAo se tornar corrupto e enriquecer ilicitamente, Lula deu o mau exemplo à família e seu Luís Cláudio agora está todo enrolado na Operação Zelotes. Lula permitiu que o filho caçula, “assessorado” pelo empresário José Carlos Bumlai, acabasse se transformando em falso “consultor de empresas”, ao seguir a trilha de petistas famosos e enriquecidos ilicitamente, como José Dirceu, Antonio Palocci, Erenice Guerra, Fernando Pimentel e Delúbio Soares. Recentemente, até o ex-ministro Guido Mantega montou uma consultoria, mas está difícil arranjar clientes. (C.N.)

Sérgio Machado, provavelmente o delator mais transparente do mundo

Reprodução do blog professorrafaelporcari.com
Pedro do Coutto

A sorte de Temer é que ninguém quer a Dilma de volta, senão ele já teria caído

Dilma Rousseff está isolada e seus  assessores tentam animá-la
Carlos Newton

As legiões do Lula, derrotado na última batalha

Charge do Jota A., reprodução do Portal O Dia
Carlos Chagas 

Estudo pioneiro reúne a genealogia dos titulares do Império no Vale do Café

A Fazenda Paraizo é uma das relíquias da era dos barões do café
José Carlos Werneck 


Piada do Ano: Artistas e estudantes acham que conseguirão derrubar Temer

Palácio Capanema, no Rio, está ocupado por artistas e estudantes
Deu em O Tempo

Advogado anuncia que o doleiro Yossef deverá deixar a prisão em novembro

Charge do Paixão, reprodução da Gazeta do Povo
Bela Megale
Folha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO advogado de Youssef é duplamente superlativo – espertíssimo e caríssimo. Está anunciando a libertação do cliente para forçar uma barra, sem antes se acertar com o juiz Moro. O fato é que Youssef não responde a apenas um processo, mas a vários. É muito pouco provável que seja solto em novembro. Até lá, já deverá ter sofrido outra condenação. E o advogado ficará cada vez mais rico. Ser advogado de corrupto é a melhor profissão do mundo, muito mais rentável do que a mais antiga profissão. (C.N.)

Pedido de demissão do ministro livrou Temer de ser alvo de impeachment

Dirigentes e servidores da extinga CGU estão revoltados com Temer
Jorge Béja
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No jornalismo, antigamente chamávamos de “suelto” esses pequenos artigos mencionados por Jorge Béja, que é incontestavelmente um dos maiores juristas brasileiros. Tudo o que ele escreve, até mesmo uma pequena nota, é sempre de grande importância. Devo até desculpas a Béja, porque outro dia ele escreveu um artigo e eu, ao fazer a revisão, notei que o programa do computador assinara erro numa mesóclise por ele introduzida no texto, e na pressa eu atendi ao computador e tentei corrigir o texto do verbo. Depois, ao reler no dia seguinte, percebi que o computador errara, porque não entende que o idioma é dinâmico e vive em constante evolução. Como sempre, Béja estava certo, e o computador e eu estávamos errados. E com a elegância de sempre, Béja fingiu que não percebeu a nossa mancada. (C.N.)

Ministro da Transparência se demite e livra Temer de uma situação perigosa

A forte reação dos servidores fez Silveira jogar a toalha
Leandro Colon
Folha

Ministro da Segurança Institucional monitora movimentos sociais de esquerda

Sérgio  ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
Etchegoyen se preocupa com a radicalização do MST e aliados
Marco Antônio Martins

Ministros de tribunais superiores não deveriam receber privilégios salariais

Charge de Sinovaldo, reprodução do Jornal NH
João Amaury Belem

Ação do PDT no Supremo e dois projetos de lei tentam destruir o que foi construído

Charge do Mário, reprodução do site Diário da Mídia
Jorge Béja  


De 52 ações de delação premiada, apenas 13 foram feitas com réus presos

Charge do Ique (reprodução de ique.com.br)
Renato Onofre e Cleide Carvalho
O Globo

Ministro da Defesa revela como os militares monitoram os movimentos sociais

Jungmann é um ministro que tem a confiança dos militares
Luiz Maklouf Carvalho
Estadão
















Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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