quarta-feira, março 23, 2016

Impeachment e prisão de Lula ameaçam “incendiar o Brasil”


Líder do MTST diz que “não haverá um dia de paz no Brasil”
Valmar Hupsel Filho
Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Criado à imagem e semelhança do MST de João Pedro Stédile, o MTST é um braço do PCdoB que atua nas grandes cidades, fazendo ocupações de imóveis. As bravatas de Boulos, que demagogicamente ganhou de presente uma coluna na Folha de S. Paulo, são uma ameaça concreta à democracia. Se o PT der força a esse irresponsável, a coisa vai ficar feia e as Forças Armadas terão de intervir, porque existem e são pagas para esse tipo de missão, seja interna ou externa. Como dizia Ibrahim Sued, olho vivo, porque cavalo não desce escada.


Delcídio explodiu Dilma, o governo Lula e a candidatura Aécio


Charge do Jota A., reprodução do Portal O Dia
Pedro do Coutto

Pelos crimes cometidos, Lula pode pegar muitos anos de cadeia


Charge do Marco Aurélio, reprodução da Zero Hora
Carlos Newton

Collor e Dilma: um triste final


Reprodução do site Kibeloco
Carlos Chagas 

Teori manda que juiz Moro envie investigação de Lula para STF

Renan Ramalho
Do G1, em Brasília
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta notícia está meio esquisita. O que parece ter acontecido é que o ministro Teori Zavascki mandou o juiz Moro fazer o que já tinha feito, ou seja, enviar ao Supremo as transcrições das gravações, que têm mesmo de voltar a tramitar sob segredo de justiça no STF por envolverem políticos e autoridades com foro privilegiado, como a própria presidente Dilma Rousseff. Tecnicamente, Zavascki não poderia requisitar as investigações sobre Lula, porque ele não tem foro privilegiado, sua nomeação ao ministério está sobrestada, como se diz juridicamente, não tem valor. O prazo de 10 dias que Teori Zavascki deu a Moro para prestar informações talvez tenha sido até desnecessário, pois me parece que o juiz federal já enviou as explicações sobre os grampos, quando tomou a iniciativa de encaminhar ao Supremo as transcrições das gravações, que foram obtidas na forma da lei, com a devida autorização judicial. Vai ser interessante esse embate entre Moro e Zavascki, com mais emoção do que o famoso duelo no OK Corral. Amanhã, voltaremos ao palpitante assunto, que está conseguindo eriçar os cabelos de Zavascki. (C.N.) 

Confirmada a delação, a Odebrecht vai liquidar Lula e Dilma


Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Carlos Newton
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Conforme anunciamos com absoluta exclusividade, a delação premiada de Marcelo Odebrecht vai destruir o que resta de Lula, de Dilma Rousseff e do PT. Tudo o que escrevemos aqui na Tribuna da Internet, agora está comprovado que era rigorosamente verdadeiro. (C.N.)

Governo acusa Moro e pede que Lula seja julgado no Supremo

http://www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Dilma-Lula-STF.jpg.pagespeed.ce.Y4J0JsclUQ.jpg
Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Isadora Peron
Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A estratégia do governo é impetrar múltiplos recursos, para ver se alguns deles dá resultado. Qualquer estudante de Direito sabe que o juiz Moro só enviou as gravações ao Supremo porque são envolvidas ou citadas pessoas com foro privilegiado. Isso não significa, de forma alguma, que as investigações sobre Lula tenham de ser feitas naquele tribunal. A tese dos “juristas” do Planalto é infantil e ardilosa. (C.N.)








  \ Direto ao Ponto

Carlos Graieb e Augusto Nunes comentam no Sem Edição a 26ª fase da Lava Jato e o comício no Planalto: Não vai ter golpe nem renúncia. Vai ter impeachment


Editorial do Estadão: ‘Torpe e indigno’

Publicado no Estadão
Qual é o verdadeiro Lula? Aquele que, sem saber que estava sendo ouvido, afirma que o STF e o STJ estão “totalmente acovardados”; cobra gratidão do procurador-geral da República pelo fato de ter sido nomeado pelo governo petista; classifica de “palhaçada” a denúncia de que é alvo por parte do Ministério Público; manda policiais e procuradores enfiar em lugar impublicável as investigações que o envolvem; ou aquele que, em “carta aberta” obviamente escrita por gente alfabetizada, tenta corrigir o devastador efeito negativo da divulgação de suas conversas telefônicas legitimamente gravadas e divulgadas – não “vazadas” – pela Operação Lava Jato?

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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