quinta-feira, março 24, 2016

Contra FHC, “jurista” de Dilma defendeu uso de grampo ilegal…

Bandeira de Mello abre a boca para defender o que é indefensável
Felipe Moura Brasil
Veja
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEnviado pelo comentarista Moacir Pimentel, o oportuno artigo mostra quem é o vexaminoso contorcionista jurídico Celso Bandeira de Mello, um dos advogados que defendem Lula, Dilma & Cia. Agora, os ministros do Supremo vão decidir o que está valendo – o posicionamento do “jurista” de ontem ou o de hoje, sem poder adivinhar qual será o de amanhã. (C.N.)

Novo pedido de impeachment incluirá delação de Delcídio

http://fotospublicas.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2016/02/VC_Presidente-OAB-Claudio-Pacheco-Lamachia-comenta-declaracoes-do-senador-Delcidio-do-Amaral_22022016001.jpg
Claudio Lamachia, da OAB, apresenta o pedido na segunda-feira
Gustavo Aguiar e Daniel Carvalho
Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO impeachment é julgamento político, não se trata de processo meramente judicial. Algumas provas podem até não valer, como a delação de Delcídio, mas os parlamentares acabam levando em consideração. Esta é a grande diferença. (C.N.)


Ministra do STF diz que impeachment não é golpe e que Lava Jato respeita leis

Luciana Nunes Leal

Cármen Lúcia afirma que o afastamento de Dilma não é ilegal se o processo respeitar a Constituição



José Roberto de Toledo


Uma mão suja a outra

A superplanilha da Odebrecht com nomes, valores e apelidos associados a duas centenas de políticos brasileiros de sabores sortidos está com a Lava Jato há um mês. Sergio Moro só a divulgou na terça, após PSDB e PMDB articularem um grande acordo pós-Dilma, mas antes de senadores governistas represent..

Ao pensar em recorrer ao STF, Dilma admite sofrer impeachment

Charge do Jota A., reprodução do Portal O Dia
Pedro do Coutto

Ao atacar e ameaçar o juiz Moro, Zavascki desrespeitou esta nação

Zavascki, com a ligeira impressão de que exagerou na dose
Carlos Newton 

Marina Silva afia a espada

Charge do Paixão, reprodução da Gazeta do Povo
Carlos Chagas 

Itamaraty pune diplomata que enviou circulares sobre “golpe”

Isabel Fleck
Folha

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Há tanta notícia para publicar aqui na Tribuna da Internet que havíamos decidido desconhecer este assunto, que não tem importância, é apenas curioso. Mas resolvemos postar esta reportagem da Folha, como homenagem aos diplomatas que estão no exterior e leem diariamente nosso blog, em busca de informações independentes e livres. O pessoal do Itamaraty é uma categoria profissional altamente bem informada. Eles levaram na gozação estes comunicados do ensandecido ministro, cuja carreira acabou de acabar. Hoje, a Tribuna da Internet está sendo lida em 49 países, não é nenhuma façanha, nosso recorde é bem maior. Nos Estados Unidos, sempre a maior praça no exterior, até o momento em que escrevemos esta nota, às 22h45m, já tivemos 1.949 leitores. Vamos fechar esta quarta-feira, véspera de feriado, com mais de 2 mil acessos diretos no exterior. Nada mal, não é mesmo? (C.N.)

Atenção: ainda não se pode considerar inevitável o impeachment

Charge do Pelicano, reprodução da Charge Online
Francisco Bendl

Moro muda o jogo e passa a consultar direto o Supremo

Atacado por Zavascki e Marco Aurélio, Moro segue em frente
Leandro Colon, Aguirre Talento, Gabriel Mascarenhas e Márcio Falcão
Folha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAtacado implacavelmente no Supremo pelos ministros Teori Zavascki e Marco Aurélio Mello, o juiz federal Sérgio Moro prossegue de forma inabalável sua caça aos corruptos. Levou um duro golpe, mas assimilou bem e está indo em frente, com apoio incondicional da grande maioria dos brasileiros, conforme as pesquisas indicam. (C.N.)

Ministério Público exige que Marcelo Odebrecht conte tudo…

Marcelo Odebrecht aguarda que sua delação seja aceita
Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt
Estadão

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA nota está se referindo apenas ao presidente Marcelo Odebrecht, que se relacionava direto com o alto escalão da República. A presidente Dilma Rousseff inclusive fez pressão para libertá-lo, segundo o minucioso depoimento do senador Delcídio Amaral. Quanto a Odebrecht, a delação premiada já começou, através da secretária do “Departamento de Propinas” e do presidente de uma das subsidiárias, que estão fazendo revelações sensacionais. Em tradução simultânea, esta nota oficial revela apenas que, para aceitar a delação premiada específica de Marcelo Odebrecht, o Ministério Público Federal exige que ele realmente conte tudo o que ele sabe sobre Lula, Dilma e outros destaques da política. (C.N.) 

Liberou geral: Odebrecht subornava mais de 200 políticos

Charge do Genildo, reprodução da Charge Online
Fernando Rodrigues, André Shalders e Mateus Netzel
Do site UOL











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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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