segunda-feira, dezembro 14, 2015

Aprefeita de Jeremoabo não tem segurança nos seus atos, e se subjuga ao atraso cultural

                                                
                              Foto divulgação
O motivo do  atraso de Jeremoabo,  é que os profissionais da politicagem,  tudo que fazem,  não tem o povo como ponto principal, mas meia dúzia de votos.
Não há justificativa, por mais boa vontade que tenha, a prefeita de Jeremoabo,  com uma equipe de inúmeros assessores, esbanjando dinheiro, não tenha efetuado um planejamento, um estudo detalhado do fechamento da Goela da Ema, e quais as alternativa para suprir as necessidades de quem por alí trafegava.
Quando pensávamos que o "calçadão" ali já era realidade, me deparo com o Decreto 038/2015 determinando o fechamento da Goela da Ema, cujo nome certo deveria ser "corredor da morte", durante o período de 071215 à 06012016.
Isso se chama fazer as coisas sem segurança, temendo perder votos.
É o dinheiro do povo sendo jogado fora pela covardia e incompetência.
Vamos aguardar o dia 07012016 para observarmos se a prefeita irá desmanchar o que já deu certo.
Tal atitude me faz lembrar os pés de algarobas  que existiam em frente e ao lado da Igreja Matriz, cujo benefício era tirar a visão da própria igreja, por em risco a segurança da população, servir de garagem para caminhões, caçambas, etc, e abrigo para traficantes e viciados em drogas.
Todo gestor tinha vontade de derrubar aquelas árvores, mas nenhum tinha coragem de enfrentar o padre, pois o mesmo não aceitava.
Com poucos meses que estive na Secretaria do Meio Ambiente, procurei meu amigo Bosco, possuidor de um motosserra, onde indaguei ao mesmo se toparia por abaixo aquelas árvores.
Como o mesmo aceitou corajosamente, combinamos que iniciasse o serviço às 04:30 horas, para ao amanhecer do dia o serviço haver sido terminado.
Umas  duas pessoas  falaram que aquilo era tradição, mas a realidade é que a Igreja ficou e permanece com um visual muito melhor.
É devido a covardia, e  falta de tino administrativo, que o progresso de Jeremoabo anda a passos de preguiça.



DECRETO 038/2015.
“Fecha a Rua Abdon Afonso em toda a sua extensão pelo período de 07/12/2015 a 06/01/2016.”
A CHEFE DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL DE JEREMOABO, ESTADO DA BAHIA, ANABEL DE SÁ LIMA CARVALHO, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei Orgânica do Município em seu artigo 103, I, “i” e
CONSIDERANDO a chegada das festividades de fim de ano;
CONSIDERANDO a necessidade de ornamentar a cidade para a comemoração de Natal e Reveillon;
CONSIDERANDO a tomada de decisão pelo fechamento da Rua Abdon Afonso (Goela da Ema) pelo período de 07/12/2015 a 06/01/2016 para funcionar como uma passarela ornamentada durante a comemoração das festividades de fim de ano;
CONSIDERANDO que a Rua Abdon Afonso (Goela da Ema) é a principal via de fluxo de ônibus de transporte intermunicipal e interestadual nesta cidade e
CONSIDERANDO a necessidade de organizar o fluxo de veículos pesados durante o período de fechamento da referida via pública,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica fechada, em toda a sua extensão, pelo período de 07/12/2015 a 06/01/2016, a Rua Abdon Afonso (Goela da Ema):
Art. 2º. Durante o período de 07/12/2015 a 06/01/2016 está terminantemente proibida a circulação de qualquer meio de transporte automotor ou de tração animal em toda a extensão da Rua Abdon Afonso (Goela da Ema).
Art. 3º. Fica determinado que os ônibus de transporte intermunicipal e interestadual deverão circular, dentro da cidade de Jeremoabo/BA, unicamente pelas Avenidas “Contorno” e “Recife”.
Art. 4º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º. Ficam revogadas as disposições em contrário.
Gabinete da Prefeita, em 07 de Dezembro de 2015.
Anabel de Sá Lima Carvalho
Prefeita de Jeremoabo


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

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