quarta-feira, novembro 18, 2015

Vereador Manoelito da Silva Gomes propõe redução nos subsíduos de vereadores e Presidente da Câmara. Para a felicidade do povo de Jeremoabo, seria bom se os vereadores dessa localidade também seguissem esse exemplo

Vereador Manoelito da Silva Gomes propõe redução nos subsíduos de vereadores e Presidente da Câmara

O Vereador Manoelito da Silva Gomes(DEM), apresentou na sessão ordinária do dia 3 de novembro passado, o Projeto de  Lei(16/2015), que dispunha sobre fixação dos subsídios dos agentes do Município de Ribeirão Bonito.

Nesse projeto, Manezinho como é conhecido, sugeria a redução dos salários do Prefeito, vice-prefeito, vereadores e Presidente da Câmara. Após a apresentação do referido projeto, Manezinho e demais membros do Legislativo tiveram a informação da secretaria da Câmara que existia uma Emenda Modificativa ao Regimento Interno que diz que a prerrogativa para discorrer sobre os subsídios de Prefeito e Vice-Prefeito é, somente, da mesa Diretora da Câmara, portanto só ela poderá alterar e modificar o que está em vigor. Naquele momento o projeto foi retirado.

O Departamento Jurídico da Câmara, em nome do advogado Ademar Ronquim Filho, avaliando o caso, apresentou um parecer onde cita que, excluindo-se os subsídios de Prefeito e Vice-Prefeito, matéria de responsabilidade da mesa diretora, qualquer vereador poderá apresentar projeto que contemple  subsídios de vereadores e Presidente da Câmara. Dessa forma, não houve necessidade de reapresentação do projeto, portanto está válido o Projeto apresentado pelo vereador Manezinho.

Atualmente o subsídio de vereador em Ribeirão Bonito é de R$ 2.148,00 e do Presidente da Câmara de R$ 3.278,00. No projeto apresentado por Manezinho, os novos valores seriam:  vereadores passariam a receber R$ 1.200,00 e o Presidente da Câmara R$ 1.500,00. Com esse projeto aprovado, o Município economizaria mais de R$ 100 mil mensais.

Manezinho apresentou a justificativa para a redução nos subsídios devido ao cenário nacional de queda de arrecadação das Prefeituras, bem como o custo de vida no Município de Ribeirão Bonito, tendo em vista que a maioria da população recebe apenas 1 salário mínimo. Segue na justificativa dizendo que que o Executivo e o Legislativo têm de dar o exemplo, reduzindo os seus subsídios, e, com essa economia, possa estes valores ser direcionados a benefícios para a população local, a qual é predominantemente carente.

O Projeto seguiu a formalidade natural, sendo encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que tem como Presidente o vereador Dimas Tadeu(PT) Lima e os membros: vereadores José Sebastião Baldan(PMDB) e Pedro Maia Almeida (PSDB) .

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação, por sua vez pediu vistas ao projeto e com isso, acabou ganhando um prazo maior para apresentação do parecer final que deverá ocorrer até a próxima quinta-feira que antecede a primeira sessão ordinária do mês de dezembro, portanto, dia 3 de dezembro. A votação do projeto 16/2015 será na sessão do dia 8 de dezembro.



Comenta-se que  o Presidente da Câmara Marcelo Lollato deverá seguir na mesma linha do vereador Manoelito apresentado  projeto de redução de subsídios de Prefeito e Vice-Prefeito, o Blog não confirmou com o chefe do Legislativo essa posição.

Pelo que se sabe, nos bastidores há resistência em aprovar tal projeto, mas mesmo assim, Manoelito está confiante na aprovação.

O Blog do Ronco vai ouvir entidades da cidade e a população para saber a opinião sobre o assunto.

                               AMARRIBO Brasil

Depoimento do Presidente da Amarribo, Leo Galdino Torresan
O projeto do vereador Manezinho que prevê a redução de salários de Prefeito e Vereadores de Ribeirão Bonito está alinhado com a realidade do país bem como alinhado com o que a sociedade brasileira espera da classe politica.

Com a crise financeira que se instalou no país, com a  diminuição da atividade econômica,  aumento do desemprego, inflação em alta, queda do salário médio do trabalhador, aumento da inadimplência  no pagamento de taxas e tributos por falta de recursos  para as famílias, sofrem também as Prefeituras  que sentem a queda na arrecadação e diminuição dos repasses das verbas governamentais .

Com menos dinheiro para as Prefeituras, é necessário  rever os gastos  para dar prioridades a manutenção dos  serviços essenciais  prestados pelo município. Não significa que a redução de custo proposta pelo vereador Manezinho vá resolver o problema do Município mas é um exemplo que mostra a direção a ser seguida em todas as áreas.

Esperamos que a  proposta  de redução dos salários do Prefeito e vereadores não seja encarada como apenas  demagógica  pelos demais vereadores e que todos apoiem esta iniciativa do vereador Manezinho.

Nota da redação deste Blog - Observem a disparidade  entre os subsídios(vencimentos, salários)dos vereadores de Jeremoabo e os vereadores do Município de Ribeirão Bonito.
Enquanto os vereadores de Ribeirão Bonito, recebem como vencimentos mensais   R$ 2.148,00, os  vencimentos  dos vereadores de Jeremoabo são  R$ 6.012,70.Como se observa nesta matéria acima, mesmo ganhando R$ 2.148.00, 1/3(um terço) de quanto ganha mensalmente um vereador de Jeremoabo, o edil de Ribeira Bonito, devido as dificuldades que o país enfrenta, achou muito e, está pedindo para cortar pela metade, passando para R$ 1.200,00.

E os de Jeremoabo? Os de Jeremoabo heinnnnnnn!!!.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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