sábado, novembro 21, 2015

CGU aponta que 61 municípios da Bahia têm transparência zero

por Alexandre Galvão
CGU aponta que 61 municípios da Bahia têm transparência zero
ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão | Foto: Abr
Dos 417 municípios da Bahia, 61 não têm nenhum tipo de transparência pública - de acordo com as normas da Lei de Acesso à Informação (LAI). O levantamento foi feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como base a Escala Brasil Transparente (EBT) - A EBT é um indicador que tem o objetivo de avaliar o grau de cumprimento de dispositivos da Lei de Acesso à Informação (LAI). Suas versões 1.0 e 2.0 concentram-se na transparência passiva, sendo essa vertente escolhida pela ausência de métricas de avaliação que contemplem essa nova obrigação advinda da LAI. O dado foi apresentado nesta sexta-feira (20). Entre as cidades com transparência zero estão Cruz das Almas, Dias d'Ávila e Guanambi. Confira aqui a lista completa


Cúpula do Conselho de Ética estuda pedir afastamento de Cunha no STF

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil


Judiciário: Desembargadores negros reclamam da desproporção de afrodescendentes

por Bruno Luiz
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Belo não nasceu com a bunda pra lua, nasceu com ela dentro dele', elogia Ju Moraes

por Aymée Francine / Ailma Teixeira / Renata Pizane
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Apresentação dos dados da CGU | Foto: Elza Fiuza /Agência Brasil
  

PPS entrará com ação no STF por afastamento de Cunha da presidência da Câmara

por Daiene Cardoso | Estadão Conteúdo
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
 

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Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
 

Cynthia Resende é eleita corregedora das comarcas do interior da Bahia

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Foto: Divulgação
 
 

TJ-BA elege Osvaldo Almeida como novo corregedor-geral da Justiça

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‘Tendo boa vontade não tem dificuldade’, diz nova presidente do TJ-BA sobre crise

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Foto: Jefferson Peixoto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias




Brasil será o único com recessão entre os maiores PIBs globais

por Fernando Nakagawa | Estadão Conteúdo
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Foto: Reprodução / Seara News


PF: Collor gastou mais de R$ 3 mi em cartão de crédito, mas renda não é compatível

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Foto: Agência Senado
 
 
 

Mara Gabrilli: ‘Vi a ética se esvaindo naquela hora’, diz deputada que constrangeu Cunha

Mara Gabrilli pediu que ele se levantasse da cadeira da presidência


 Integrante da chapa que elegeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi a voz que silenciou o plenário anteontem ao encará-lo, e pedir que se levantasse da cadeira porque não tinha mais condições de presidir a Câmara. Leia mais
Por POR MARIA LIMA/Foto: Divulgação - 21/11/2015 - 08:38:59
 

Sangue Impuro: PF procura cavaleiro profissional alvo da Operação

Investigação conjunta com a Receita revela sonegação de R$ 160 milhões na importação fraudulenta de cavalos de raça usados no hipismo


A Polícia Federal prendeu dois despachantes aduaneiros nesta quinta-feira, 19, em Santos, durante a Operação Sangue Impuro, deflagrada para combater fraude na importação de cavalos de raça usados para a prática de hipismo Leia mais
Estadão conteúdo/Foto: Receita Federal - 20/11/2015 - 08:35:53



No DF: Manifestantes têm 48 horas para deixar acampamentos na Esplanada

Nesta quarta (17), uma briga entre manifestantes e integrantes da Marcha Nacional das Mulheres Negras 2015 terminou com duas pessoas detidas

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiram dar 48 horas, a partir da noite desta quinta-feira (19), para que os manifestantes que estão instalados no gramado do Congresso Nacional há mais de um mês deixem o local.  Leia mais
Por Mariana Haubert - coluna Poder/uol - 19/11/2015 - 21:34:59 
 
 
 

GDF: Nota oficial

O governo de Brasília alerta para o risco iminente de conflitos de graves consequências


O governo de Brasília permitiu a permanência dos manifestantes na Esplanada dos Ministérios em respeito à liberdade de expressão e de manifestação.  Leia mais
Subchefia de Relações com a Imprensa - 19/11/2015 - 16:38:26 
 
 

Segurado do INSS já pode consultar
o valor da segunda parcela do 13º

A segunda parcela será paga com o benefício mensal a partir de terça-feira e terá o desconto do Imposto de Renda

 

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Dia ‘D’ para acampamentos anti-Dilma no Congresso

Tenda da CUT já desocupada: apreensão de drogas no local
Em vídeo, grupos acampados há semanas nos arredores do Parlamento divergem sobre ordem de desocupação: grupos como MBL prometem “resistência pacífica”, mas há quem fale em reação armada. Prazo para saída termina no início da noite de hoje, mas haverá tolerância de horário
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Veto ao “contrabando”: ministro reforçou decisão da corte sobre enxertos de redação nas medidas

Barroso anula ‘jabutis’ de MP sobre contratações

Ministro do STF, Luís Roberto Barroso se antecipa a eventual sanção presidencial e reforça impedimento a “contrabandos legislativos”, dispositivos sem relação com conteúdo original de medidas provisórias. Matéria concedeu regime simplificado de contratação no sistema prisional

 

 

 

 

 

 

 




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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