terça-feira, maio 27, 2014

Quando será que o povo de Jeremoabo irá se livrar dos poderosos chefões ou babalorixás ?




Economia

Prefeitura e Câmara vão pagar metade do 13º salário

http://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=7568



Quando leio uma matéria como esta acima, observo o quanto o (des)governo “anafel” considera  o povo de Jeremoabo  diminuído e inferior aos demais:

Em Jeremoabo muitos servidores da Prefeitura ainda não receberam a parcela do 13º a que tem direito, décimo terceiro esse concernente ainda ao (des)governo “tista de deda” juntamente com Pedrinho.
É bom que os servidores da prefeitura aproveitem as novenas do São João,  comecem a orar pedindo que o mesmo conceda o milagre de fazer com que “anafel” pague o décimo terceiro salário nem que seja no final do ano, porque agora em junho é quase impossível.
“Vale lembrar também que Jeremoabo tem um legado histórico pouco propício ao florescimento da democracia, pois não podemos esquecer do patrimonialismo colonial, a escravidão, o latifúndio, o mandonismo local, sob as formas do coronelismo, do caciquismo e do caudilhismo e manifestações correlatas na cultura de submissão, clientelismo e dependência dos estratos inferiores para com os superiores. Também, sobretudo ao longo do século XX.”
Os direitos civis e políticos dão às pessoas a oportunidade de chamar a atenção eficazmente para necessidades gerais e exigir a ação pública apropriada. A resposta do governo ao sofrimento intenso do povo frequentemente depende da pressão exercida sobre esse governo, e é nisso que o exercício dos direitos políticos (votar, criticar, protestar, etc.) pode realmente fazer diferença.
A cidadania poderá ser traçada por liberdades mais afirmativas se colaborar sempre que possível com os outros intervenientes políticos, incluindo os Estados e os agentes do sector privado” (FALK,1999, p. 301).
Até nossos dias em Jeremoabo a população vive a falta de saneamento básico, educação, moradia, distribuição de rendas, oportunidades do primeiro emprego, escolas técnicas que forma o indivíduo, apto para o ingresso ao mercado de trabalho, é uma desigualdade perversas e maligna.
Enfim, é preciso que haja união de todos nós cidadãos brasileiros em prol de uma consciência política, com a convicção que poderemos ter uma sociedade mais justa, verdadeiramente democrática, com a maior diversidade possível, e, com protagonistas da nossa história (Maria José Edington Coutinho dos Reis ).
A Oligarquia permanece firme em Jeremoabo se alimentando  da miséria, dos bolsões de pobreza  que são os terrenos férteis onde vicejam os caciques e coronéis.



PLENÁRIA DO PT EM BRUMADO FOI FRACA


pt brumado
BRUMADO: Depois do fiasco de Vitória da Conquista, onde a plenária do PT foi decepcionante devido ao número reduzido de público, o fracasso se repetiu em Brumado, neste domingo (25), onde o governador Jaques Wagner não compareceu e a sua ausência levou a alguns questionamentos quanto à postura do governo em relação à cidade. “Será que as muitas cobranças afastaram o governador da nossa cidade? De certo por estar devendo e não estar em reeleição, ele deve ter perdido o caminho para Brumado”, ironizou um militante presente à Plenária.
No evento, que contou com a participação de grupos políticos rivais, o que faltou mesmo foi a participação popular, levando os membros da chapa governista à irritação. Rui Costa não soube responder aos questionamentos da imprensa em assuntos do interesse da região, como a reativação da Defensoria Pública no município, enquanto Otto Alencar, candidato ao senado, passou a insultar os candidatos da oposição, chamando-os de “cavalos paraguaios”, numa alusão aos resultados da pesquisa do Ibope, que serão divulgados nesta terça.
Pelo jeito, ele já sabe quem larga na frente…
Por Davi Ferraz

Considerando que constantemente está havendo maracutaias na contratação de Bandas para os Festejos Juninos em Jeremoabo, sugiro aos Grupos da Prefeitura Paralela, Jeremoabo Quer Mudanças e Jeremoabo Progressistas efetuem ul levantamento  semelhante ao de Itapetinga e que transcreveremos abaixo, para saber de quanto foi  troco:

VEM AÍ “SÃO JOÃO DA CONSTRUÇÃO”

são-joão2
Demonstrando total desprezo às leis e sem nenhuma noção do perigo, o prefeito de Itapetinga, José Carlos Moura vai estourar R$ 814.200.00 com a contratação de artistas decadentes para a festa de São João no município, através da empresa Ideal Construções e Serviços Ltda – Me, cuja atividade principal é o comércio de material de construção, como figura da sua razão social.
A ‘desconhecida’ empresa, sabe-se lá de onde, foi criada em setembro de 2012, mas mesmo assim já está com ‘exclusividade’ de vários artistas, como foi publicado no diário oficial do município. Segundo a prefeitura, a empresa tem carta de exclusividade com as atrações, Arriba a Saia, Acarajé com Camarão, Gaviões do Forró, Michel Teló, Netinho do Forró, Targino Gondim e Serginho di Goiás e foi contratada sem licitação, como recomenda a lei.
itapetinga









Consultando alguns produtores de eventos da região, foi realizada uma cotação das atrações, nos seguintes valores:
Arriba a Saia: R$ 20 mil
Michel Telo: R$ 190 mil
Gaviões do Forró: R$ 20 mil
Netinho do Forró: R$ 30 mil
Targino Gondim: R$ 50 mil
Acarajé com Camarão: R$ 15 mil
Serginho di Goiás: R$ 15 mil
Valor total: R$ 340 mil – ‘Troco”: R$ 474 mil
A prefeitura também vai realizar o São Pedro no distrito de Bandeira e o São João no distrito de Palmares, mas as atrações são inexpressivas e baratas. Vale lembrar que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), tem se posicionado contra contratação de empresa com esses moldes. O correto é realizar contratos individuais com cada banda.
Na contratação não estão incluídos palco, sonorização, toldos, decoração, publicidade, hospedagem e transporte dos artistas, dentre outras, que ficarão a cargo de outras empresas ‘desconhecidas’, por valores astronômicos.
Circula na cidade a informação de que o ‘troco’ será entregue em tijolos, telhas, cimento e muita areia grossa de Conquista…
Seria bom que o Ministério Público desse uma conferida nessa maracutaia.
Por Davi Ferraz (Com informações do Diga Diga)

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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