quarta-feira, setembro 23, 2009

Brasil pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Honduras

Redação CORREIO Fotos: AFP
O Brasil pediu nesta terça-feira (22) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da questão de Honduras. O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, retornou na noite de segunda-feira (21) ao país e está abrigado na embaixada brasileira na capital Tegucigalpa.
Policiais enfrentaram simpatizantes de Zelaya diante da Embaixada brasileira
Desde a madrugada, houve confrontos entre simpatizantes de Zelaya e a polícia diante do prédio da representação do Brasil. O governo hondurenho negou a informação que circulou durante todo o dia de que duas pessoas haviam sido mortas nos enfrentamentos.
O chanceler brasileiro Celso Amorim, que está em Nova York participando da Assembleia Geral da ONU, acompanhou a situação em Tegucigalpa e fez o pedido de uma reunião emergencial do Conselho de Segurança. Amorim justificou a solicitação dizendo que está preocupado 'com a segurança do presidente Zelaya e com a segurança e integridade física das instalações da embaixada (brasileira) e funcionários'.
O presidente deposto de Honduras voltou ao país e se abrigou no prédio do Brasil
O governo de facto instalado em Honduras, sob o comando de Roberto Michelleti, exigiu que o Brasil entregasse Zelaya. No meio da tarde, o governo hondurenho cortou a luz, a água e os telefones da Embaixada brasileira. Com o aumento da tensão, Amorim declarou que o Brasil não toleraria qualquer violação ao prédio brasileiro em Tegucigalpa - a Embaixada é considerada território do Brasil.
Micheletti, no entanto, negou qualquer possibilidade de invasão da Embaixada. 'Digo publicamente ao presidente Lula da Silva: vamos respeitar sua sede, porque essa é terra do Brasil e vamos respeitar, se eles responderem a nossos pedidos', declarou Micheletti à imprensa.
Manifestantes enfrentaram a polícia nas ruas de Tegucigalpa
TensãoO Encarregado de Negócios da Embaixada brasileira em Honduras disse à TV Globo que a situação, no momento, é calma em relação a como estava: 'Na parte da manhã, a polícia lançou bombas de gás lacrimogênio aqui na rua onde se encontrava quantidade de manifestantes, e isso causou um certo alvoroço, tanto na rua quanto na embaixada,' disse ele.
Os funcionários da embaixada estão sendo dispensados. 'A Embaixada está praticamente fechada. Hoje é toque de recolher o dia todo, não tem comércio, não tem bancos. A situação está ainda tensa,' disse o diplomata.

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Fonte: Correio da Bahia

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