quinta-feira, maio 28, 2009

Sete togas e um destino

Klécio Santos


O universo político de Brasília se concentra hoje a noite para acompanhar o julgamento do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira. Dos governadores encrencados no TSE, Luiz Henrique é disparado o mais relevante no cenário nacional. Há um empenho gigantesco para salvá-lo, principalmente na tríplice aliança que sustenta seu governo: PMDB, DEM e PSDB. O curioso é que o PT não torce pela cassação de Luiz Henrique. Tudo porque assumiria o cargo Esperidião Amin (PP), segundo colocado na eleição de 2006. E aí o PT deixaria de ser oposição, perdendo a substância de seu discurso para a eleição do ano que vem. O pavor antes instalado na Casa DAgronômica, porém, parece ter se dissipado. O placar anterior, de 3 a 0 pela cassação, foi anulado. Há um sentimento no governo de que a defesa havia sido negligente. Com a inclusão do vice Leonel Pavan no processo, o trabalho foi todo refeito. Apesar de tudo, há uma inevitável tensão no ar. Os advogados de Luiz Henrique temem os votos de três ministros: Marcelo Ribeiro, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Os dois últimos são considerados os mais severos do tribunal. E Ribeiro sinalizava votar pela cassação do catarinense quando o julgamento anterior foi interrompido. No julgamento de Jackson Lago, do Maranhão porém, ele votou pela absolvição, o que não deixa de ser um alento para Luiz Henrique.

Fonte: Diário Catarinense (SC)

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