Carros chineses impulsionam queda de preços e acirram disputa no mercado automotivo brasileiro
Por Redação
19/07/2026 às 13:02
Foto: Iracema Chequer/Arquivo/Divulgação
Fábrica da BYD em Camaçari
A importação de veículos chineses praticamente dobrou no Brasil no primeiro semestre de 2026, alcançando 140,8 mil emplacamentos, contra 71 mil no mesmo período do ano anterior, segundo a Anfavea. O avanço das marcas chinesas, especialmente nos segmentos de carros elétricos e híbridos, levou montadoras tradicionais a reduzir preços, ampliar descontos e oferecer bônus na troca de veículos usados para manter a competitividade. A reportagem é do jornal O Globo.
O movimento provocou um efeito em cadeia no mercado de seminovos e usados. Com os preços dos carros novos em queda, revendedoras passaram a vender veículos abaixo da Tabela Fipe para reduzir estoques, enquanto consumidores encontram melhores oportunidades de compra. Por outro lado, lojistas relatam redução nas vendas, margens de lucro menores e dificuldades provocadas pelos juros elevados, que limitam o acesso ao crédito.
O crescimento das fabricantes chinesas, como BYD e GWM, também intensificou a disputa entre montadoras e o governo. Enquanto a Anfavea defende maior proteção à indústria nacional, empresas chinesas ampliam investimentos no Brasil e conquistam incentivos para importação e produção de veículos eletrificados. Apesar da pressão competitiva, a entidade projeta que o mercado brasileiro ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos em 2026, o melhor desempenho desde 2014.
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