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'Brasil vai virar um pária internacional', diz Lewandowski depois de decisão dos EUA sobre PCC e PC

 

'Brasil vai virar um pária internacional', diz Lewandowski depois de decisão dos EUA sobre PCC e PC

Por Mônica Bergamo, Folhapress

29/05/2026 às 14:53

Foto: Flávio Bolsonaro no Instagram/Arquivo

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Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca dois dias antes do anúncio de Washington sobre PCC e CV

O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou à coluna que "o Brasil vai virar um pária internacional" por causa da decisão dos EUA de designar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

"O país que abriga organizações terroristas assusta os investidores estrangeiros. O custo de investir dinheiro no Brasil vai aumentar", afirma.

O ex-ministro diz que isso vai ocorrer porque as empresas vão ter que redobrar os cuidados para colocar dinheiro no Brasil.

"Elas estarão sujeitas, não a sanções econômicas, administrativas, fiscais ou tributárias —mas a sanções criminais caso se relacionem, ainda que indiretamente, e sem intenção, com uma dessas organizações. Isso é muito grave, não é uma sanção como outras", diz ele.

"Essa designação vai aumentar os custos das empresas com seguros, compliance e medidas administrativas, pois os cuidados terão que ser redobrados", segue o ex-ministro.

Ele relembra que países que sofreram a mesma acusação, como Líbia, Irã e Iraque, passaram sempre por uma dura situação econômica.

Hoje na iniciativa privada e prestando consultoria jurídica para diferentes companhias, ele diz que "é preciso que o empresariado compreenda o mal que está sendo feito ao país do ponto de vista econômico".

O Departamento de Estado dos EUA divulgou a decisão de definir o PCC e o CV como organizações terroristas na noite de quinta (28), um dia depois de o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, se reunirem com o presidente Donald Trump e com outros integrantes da cúpula do governo norte-americano.

Em nota, o governo Lula afirma que os integrantes da família Bolsonaro são "falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros".

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