quinta-feira, setembro 21, 2017

Porque o Blogdedemontalvao incomoda tanto.os politicopatas e corruptopatas



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Após começarem a atacar o Blogdedemontalvão, parei, refleti e fui procurar descobrir onde " eu errei"???
O "interino" encurralado, derrotado pelos vereadores da oposição, devido as denuncias gravíssimas já chegadas ao conhecimento do Ministério Público, através do seu programa de rádio, deve haver ordenado ao seu âncora, para tentar desviar atenção dos eleitores, com mentiras, omissões, invenção ou com " o raio que o parta.
Enquanto isso a opinião pública  " espera e espera" as explicações que o governo "interino" de Jeremoabo, talvez nunca vai dar sobre os imbróglios do dinheiro desviado com o pagamento irregular e criminoso dos carros pipas que nunca apareceram nem tão pouco lavaram nada, a não ser o dinheiro que o gato comeu, e, de outras dezenas de mal uso do dinheiro público, principalmente com diárias, combustíveis e licitações, sem  quaisquer explicações lógica que convença quem quer que seja.

Diante dessa preliminar, leiam e entendam qual a razão de iniciarem a investir contra o Blogdedemontalvao, que não é candidato a nada, nem em Jeremoabo reside mais.



Por que o triunfo dos blogs incomoda tanto?

Nesta semana a Operação Turing despertou uma verdadeira inquisição contra blogueiros no Maranhão. “Corruptos, vagabundos, incompetentes, chantagistas”, os adjetivos foram os mais ásperos possíveis. E a romaria da destruição do ofício seguiu forme em sua tarefa de provar para toda a sociedade que ser blogueiro é uma atividade “marginal”.
A verdade é que a profissão de blogueiro, como qualquer outra, possui seus vencedores, seus vencidos, seus desvirtuados e seus exemplos. Contudo, a exposição na internet direcionou os holofotes da opinião pública. Blogueiros, em menor escala que políticos e policiais, são uma espécie de paradigma dos palpiteiros de plantão.
O sucesso midiático dos blogs de notícias é evidente. Enquanto alguns jornais impressos sofrem para vender alguns milhares de jornais por dia, alguns atingem dezenas de milhares de acessos em poucas horas. Enquanto a televisão sofre para encontrar espaço em suas programações, o espaço na internet é infinito. Essa é a mais pura e irrestrita verdade.
Alguns blogs chegam a atingir em um míseros dia o mesmo público que impressos demoram um mês para alcançar, e quando alcançam.
E há um agravante ainda MUITO maior nessa comparação: ao contrário dos demais meios de comunicação, necessitados de grandes estruturas para funcionar, o blog precisa apenas de uma informação/opinião e um sinal de internet.
E como política é um assunto que sempre dá audiência, blogueiros que tratam de política hoje no Maranhão e no Brasil possuem público fiel, público que interessa aos políticos e interessados em política. Extrapolaram o patamar da consolidação, já são consolidados.
Então, meus caros e caríssimas leitoras, temos uma ferramenta moderna e barata, temos nicho determinado e fiel. Hoje, para ficar apenas no Maranhão, temos milhares de políticos interessados em anunciar suas façanhas.
Existe a demanda, existe a oferta, então nasceu o mercado. E um mercado muito promissor.
A manutenção de um blog é mínima e pode ser feita apenas por uma pessoa. Ora, nada mais normal que os preços da publicidade em blogs sejam infinitamente mais atrativos do que em grandes meios de comunicação. Com uma ressalva: dois clicks e o blogueiro prova para o cliente o tanto de acessos que possui COM EXATIDÃO. Televisões, rádios e jornais não dispõem dessa ferramenta.
Existem blogueiros que acordam às 6h da manhã e ficam até as 11h da noite devorando e investigando todo o tipo de informação que encontram. Pessoas que trabalham muito duro para manter seus ganhos elevados. E a profissão de blogueiro não é diferente de nenhuma outra: quanto mais trabalho, mais acesso, mais parceiros, mais dinheiro. Tudo ganho de forma honesta.
“Ah, Linhares, então blogueiro tem como cliente político?”.
Sim, meus caros. Da mesma forma que o padeiro, o confeiteiro, o taxista, a professora, a faxineira, o homem da tv à cabo, o flanelinha, o pintor, o pedreiro e mais uma infinidade de profissionais que também prestam serviço a políticos.
Só que da mesma forma que possuem seus parceiros, blogueiros possuem seus desafetos. Afinal de contas, a coisa mais comum é ver políticos sendo denunciados e desmascarados em blogs de política.
O que difere os blogueiros é a forma de tratamento consigo mesmos. Da mesma forma que existe o açougue que vende a carne ruim, existe o açougue que vende a carne podre, certo? O mesmo se aplica a blogueiros e a qualquer outra profissão existente.
Blogueiros incomodam porque, neste país, toda e qualquer categoria que vence e/ou substitui outra irá incomodar. E junto desse incômodo sempre virá toda uma onda de generalizações e juízos errôneos.
Para finalizar uma constatação: no Brasil o sucesso de um ofício sempre irá vir acompanhado de uma romaria de ressentidos. Por isso o sucesso dos blogs incomoda tanto e cada uma de suas ovelhas negras sempre será usada para tentar desqualificar todo o rebanho.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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