segunda-feira, setembro 09, 2013

Em Jeremoabo também:" Rei morto, rei posto "






Hoje ao me deparar com uma pérola expelida pelo Procurador Adjunto da Prefeitura Municipal de Jeremoabo, na qual diz: Inegável que os benefícios que a obra em discussão trará à população de Jeremoabo/BA, e também à demandada que não verá mais em seu terreno um verdadeiro brejo de fedentina e acúmulo de insetos causadores de doença.



De imediato retornei ao tempo e lembrei quando Spencer e posteriormente “tista de deda”, eram prefeito, onde para entender a pérola do Procurador Adjunto encontrei os seguintes termos: Rei morto, rei posto”  ou “ Quem puxa o saco puxa tudo, inclusive tapete”.

Antes de terminar de lapidar a pérola da “autoridade” acima citada, vou abrir uma  parêntese, para explicar “rei morto”, pois a do puxa saco não carece de explicar porque já se tornou rotina de alguns empregados do (des)governo “anabel”, principalmente alguns assessores mais ligados.

Na mitologia grega, uma das muitas façanhas do herói Teseu, teria sido a derrota por ele imposta ao rei de Creta em uma batalha  onde no final da qual, todo o povo e a própria rainha esqueceram, de imediato, o amigo derrotado e abraçaram Teseu, colocando-o no trono real.

Deste mito surgiu uma expressão popular – “ rei morto, rei posto” - bastante conhecida e usada costumeiramente para significar a perda de poder político e econômico, quase sempre acompanhada do ostracismo.

 Como o poder político é efêmero há inúmeros exemplos de grupos ou de pessoas que experimentaram o apogeu enquanto detentores de mandatos e o esquecimento quando as benesses fugiram de suas mãos.(Por Terezinha Nunes, especial para o Blog de Jamildo”)

Quando Spencer foi prefeito de Jeremoabo, o tal hoje Procurador Adjunto, estava recém-formado e na dependência de emprego.

Diante dessa situação vexatória, colocou elementos do grupo do Prefeito Spencer para mendigarem um emprego para o hoje procurador, só que o Spencer levou no  “banho Maria” e nunca arranjou nada, pois a prefeitura não era “Santa Casa de Caridade”.

Posteriormente  veio as eleições e o “tista de deda” foi eleito, onde atendendo aos apelos dos seus  “cabras eleitorais”,    arranjou um emprego para o tal Procurador Adjunto.

Como  “quem puxa o saco puxa tudo, inclusive tapete”, o dito Procurador Adjunto do (des)governo “anabel”, desconhecendo que o ex-prefeito  “tista de deda” é também esposo da prefeita “anabel”, puxou de uma só vez o tapete  acusando DESCASO DOS EX-PREFEITOS COM A SAÚDE PÚBLICA.
Pois é... Procurador adjunto da Prefeitura de Jeremoabo, “ Rei morto, rei posto”.
Amanhã você também irá puxar o tapete da “anabel”.

Esse é o único jeito que você está encontrando  para aparecer.

Foto: http://dedemontalvao.blogspot.com.br/

PÉROLA EXPELIDA PELO PROCURADOR ADJUNTO MUNICIPAL DE JEREMOABO, QUE DEVERÁ CONSTAR DO IMPOSSÍVEL ACONTECE:

DESCASO DOS EX-PREFEITOS COM A SAÚDE PÚBLICA

Replicando contestação em ação de desapropriação promovida pelo Município (0001594-45.2013.805.0142), o Procurador Adjunto do Município de Jeremoabo em inusitada afirmação, indicou o descaso dos ex-prefeitos com a saúde pública ao afirmar:
“Inegável que os benefícios que a obra em discussão trará à população de Jeremoabo/BA, e também à demandada que não verá mais em seu terreno um verdadeiro brejo de fedentina e acúmulo de insetos causadores de doença.”







  Em Jeremoabo o custo das obras quando divulgados é de acordo com a gritaria do povo, existe inflação e deflação.


Há meses atrás os sites que divulgam as obras da Prefeituram Municipal de Jeremoabo divulgaram a seguinte foto:




Foto: http://dedemontalvao.blogspot.com.br/

 A prefeita de Jeremoabo está mais perdida do que cego em tiroteio.

PORTARIA Nº 323/2013
“Dispõe sobre a exoneração do Dr. Thales Bravo Marques Rizzo do cargo de Diretor Geral doHospital Municipal de Jeremoabo, lotado na Secretaria Municipal de Saúde”.
A CHEFE DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL DE JEREMOABO, ESTADO DA BAHIA, ANABEL DE SÁ LIMA CARVALHO, no uso de suas atribuições legais, e em conformidade com a Lei Orgânica Municipal,
R E S O L V E:
Art. 1º Exonerar o Dr. Thales Bravo Marques Rizzo, portador do RG nº 1165991039, expedido pela SSP/BA e CPF nº 053.047.434-40, do cargo de Diretor Geral do Hospital Municipal de Jeremoabo, lotado na Secretaria Municipal de Saúde.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor com efeito retroativo a partir de 01 de Julho de 2013.
Art. 4º Ficam revogadas as disposições em contrário.
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE.
GABINETE DA PREFEITA, em 31 de Julho de 2013.
ANABEL DE SÁ LIMA CARVALHO
Prefeita de Jeremoabo


A prefeita “anabel” acostumada com a impunidade, ao se apossar da prefeitura loteou os cargos existentes entre parentes e amigos como se fossem bolsões.
Acontece que o povo de Jeremoabo não é tão idiota e alienado como ela pensa, e começou a anotar e denunciar as irregularidades e trambicagens através das redes sociais.
Resultado, diante dessas denuncias foram efetuadas pesquisas e constatadas que o castelo era de areia .
Como em todas associações sempre existem os insatisfeitos e menos prestigiados, uma das fontes  ou do grupo rompeu e denunciou uma das vias onde   o erário público era sangrado pelo esgoto, estou me referindo a vaca de leite intitulada Hospital Municipal de Jeremoabo.
A improbidade foi denunciada através das redes sociais bem como diretamente ao Ministério Público, fato esse que a população está na expectativa da saber quais as providências adotadas.
A prefeita “anabel” juntamente com o Secretário de  Saúde, notando que a mina estava descoberta, e querendo dar uma de paladina da moralidade, notando que a canoa estava a deriva quis saltar antes que afundasse, para isso sacrificou um dos grupos, no caso o Diretor do Hospital, só que agora é tarde e o estrago já foi feito.
Nós cidadãos que pagamos nossos impostos, não iremos nos conformar com uma simples demissão, queremos de volta todo o dinheiro pago e jogado fora indevidamente,.
Iremos  nos juntar aos associações contra a corrupção, e ingressar com ações na Justiça requerendo a devolução de todo dinheiro jogado fora com o aval e autorização da prefeita juntamente com seus Secretário  de Saúde, e responsabilizar os mesmos criminalmente.
O Brasil está mudando, calar jamais, lugar de corruptos e na cadeia.
Outro caso que está sendo pesquisado e provavelmente será feito auditoria, será a praça cuja foto se encontra abaixo, queremos saber como foi gastos mais de uma milhão de reais.
O povo também não irá se conformar com aquela ultrapassada teoria de “rouba mas faz”.
Foto
Esta foto tem duplo significado, principalmente para os leigos, ou mesmo para maioria da população de Jeremoabo, pois  poucos entendem ou sabem do significado do " TP".
O que todo mundo entendeu de acordo com a propaganda do (des)governo municipal, foi que essa obra divulgada custou R$ 1.009.670,53.
Como o povo não é bobo, nem tão pouco iria engolir esse absurdo, abriu o bocão através de sites, e redes sociais.
Só que na sredes sociais a boca do balão estourou, as discussões atingiu um patamar nunca imaginado pela prefeita e seus assessores.
Abaixo transcreverei alguns comentários do Grupo Jeremoabo do Facebook:
Antonio Marcos Baiano Conceição um milhão só nisso é mentira ,eu trabalho nessa aria não tem como ,a prefeitura sim pode te recebido ,mais não gastou todo ,ai nãokkkkkk é sempre a sim né.
7 de setembro às 14:51 · Curtir · 2

Pedro Son Givaldo Santana e Jeane Menezess não tenho permissão para falar pela Prefeitura e cabe a ela, evidentemente, pronunciar-se. Eu vejo o seguinte: não há ainda comprovação de que foi gasto este milhão mas é preciso verificar-se realmente. Concordo que, se foram gastos esta cifra, é realmente muito dinheiro! Na licitação publicada não tem como verificar o verdadeiro objeto! Cabem então as explicações!


Luiz DA Silva Geeeeeente! se depois de 3 meses da denuncia a prefeitura não se manifestou é porque é verdade. E se vier a se manifestar depois de tanto tempo é porque conseguiu desvincular todas as provas para dizer que não gastou!!! CORRUPÇÃO BRABA! CONCORDAM?
Ontem às 12:49 · Curtir
Luiz DA Silva É VERDADE PEDRO DO SON... mais o preço foi alto e arrastou com ela a detenhoração e criação de mais buracos nas praças da espaduada, duque de caxias e avenida contorno!!! que chegaram para somar aos buracos de sua própria rua e de toda cidade! Se não havia dinheiro pra começar a obra pra que derrubou as arvores destas praças? Que desmando é este? É muita irresponsabilidade ou o freio dos gastos aconteceu com a denuncia do REDONDO DA RODOVIARIA? e ai gente, concordam?
Ontem às 12:54 · Curtir · 1

A Prefeitura caso respeitar o cidadão e mostrar transparência, está na obrigação de informar quais firmas participaram da Tomada de Preços, apresentar as Notas Fiscais, os empenhos e os pagamentos, e não depois o clamor de protesto do povo,  apresentar uma nota de esclarecimento fajuta e sem nexo, querendo dar uma de vítima, e dizendo que fulano ou sicrano querendo desestabilizar um (des)governo que já entro desestabilizado e pelas portas dos fundos, segundo processo em andamento concernente a crime eleitoral, cujo mandto ainda se encontra na pendência de julgamento de recursos.


Olhemos o que diz a nota com a grande DEFLAÇÃO, mas antes
talvez possamos usar a velha filosofia para explicar o fiasco desse (des)governo. Heráclito de Éfeso advertia que jamais podemos entrar no mesmo rio, pois as águas serão diferentes e nós mesmos também já somos outros.

Jeremoabo: Prefeitura emite nota de esclarecimento sobre gastos na obra da Praça Abelardo Santana


Segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jeremoabo os comentários feitos em relação ao valor gasto de 1 milhão de reais na obra da Praça Abelardo Santana são inverídicos

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jeremoabo vem a público informar a toda a comunidade jeremoabense que, os comentários feitos em relação ao valor gasto de 1 milhão de reais na obra da Praça Abelardo Santana são inverídicos, criados meramente com o objetivo de desestabilizar a administração, que vem trabalhando de forma séria e ética nesses apenas oito meses, cuidando da nossa terra, cuidando da nossa gente.

A obra de 1 milhão a que estão se referindo trata-se do canal, obra conveniada que na verdade é de 1.009.670,53 para o revestimento em alvenaria de pedra e argamassa e canalização (CTN.832/13. TP N 01/13), que é fiscalizado pela Caixa Econômica.

Já a obra da Praça Abelardo Santana (Praça da Rodoviária e rotatória) foi construída com recursos próprios do município, cujos investimentos foram de cerca de R$ 120 mil gastos em projetos arquitetônico e de paisagismo, canteiros da Avenida Recife, iluminação, parque, entre outros.

A atual administração reitera o compromisso em trabalhar pelo bem do povo, de forma ética e transparente, valorizando o voto de confiança que foi dado pelos jeremoabenses e repudia qualquer ato contrário ao desenvolvimento da nossa terra, apenas por questões partidárias.
Fonte: http://www.jeremoabonoticias.com.br/2013/09/jeremoabo-prefeitura-emite-nota-de.html 

A pergunta que não quer calar:
Porque só agora,  depois que o povo começou a se manifestar, protestar e se indignar, a prefeita resolver prestar um meio esclarecimento a população?










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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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