sábado, dezembro 01, 2012

Reportagem da Folha só faltou dizer: são amantes




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Rosemary pode explodir Brasília

por Samuel Celestino

Em meio à corrupção endêmica, cidadão ou consumidor? Eis a questão.

Carla Kreefft
A corrupção no governo federal se mostra endêmica. A operação Porto Seguro é reveladora. Um esquema de fora para dentro do governo, com tentáculos em vários órgãos importantes – fundamentais do ponto de vista da cidadania, já que se trata de agências reguladoras -, diluído entre agentes de segundo e terceiro escalões dispostos a receber pouco para fazer muito estrago. É o submundo da corrupção.

 

Relação de Rosemary Noronha com Lula incomodava Marisa, esposa do ex-presidente

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Emails interceptados pela PF mostram que Rosemary foi elo entre Wagner e empresários; Deputado cobra esclarecimentos

por Aparecido Silva
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Investigações da Polícia Federal apontam que Rosem

 

 

José Dirceu defende Lula e diz que FHC não pode criticar o ex-presidente

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A República proclamada por acaso

Carlos Chagas
O saudoso e incomparável Hélio Silva, dos maiores historiadores brasileiros, titulou um de seus múltiplos livros de “A República não viu o amanhecer”. Contou em detalhes, fruto de muita pesquisa, que a República foi proclamada por acaso. As lições daquele episódio não devem ser esquecidas. Vale lembrá-las com outras palavras e um pouquinho de adendos que a gente colhe com o passar do tempo, junto a outros historiadores e, em especial, pela leitura dos jornais da época.

 

Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT

 

stf

Bandeira de Mello: “Não se condenará mais ninguém por pressuposição”

 

Reflexões sobre o sistema de aposentadoria no Brasil

Carlos Frederico Alverga
No serviço público, para fazer jus à aposentadoria, segundo o art. 40 da Constituição, são necessários, para a mulher e o homem, respectivamente, 30 e 35 anos de contribuição. O regime previdenciário do setor público é de caráter contributivo e solidário. Sendo assim, é um regime de repartição, ou seja, as contribuições dos que estão na ativa pagam os benefícios de quem está na inatividade (aposentadorias e pensões).

 

Policarpo, o jornalismo e o crime

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Dr. Rosinha, no blog Viomundo:

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”

É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.


Lula silencioso: "Tudo o que é ruim vira manchete"

por Samuel Celestino

A política do abandono permanente do setor educacional

Isac Mariano
Governo federal, governos estaduais e municipais nada têm feito para melhorar o ensino público de nível fundamental e médio. Ao contrário, continuam desconstruindo o ensino público! Pagam salários cada vez piores aos nobres professores e funcionários que ainda aceitam trabalhar lá.





FHC e os “cupins da democracia”

Por Altamiro Borges
Num evento ontem para os prefeitos recém-eleitos do PSDB, em São Paulo, o grão-tucano FHC voltou a posar de paladino da ética. Ele destilou veneno contra o ex-presidente Lula no seu discurso de 30 minutos. “Uma coisa é o governo, a coisa pública, outra coisa é a família. A confusão entre o seu interesse de família ou seu interesse pessoal com o interesse público leva à corrupção e é o cupim da democracia... Temos que descupinizar essa confusão que está havendo entre o interesse público e o interesse privado”, afirmou.

Santana: Prefeito e vice são cassados pelo TRE-BA

por Aparecido Silva
 Santana: Prefeito e vice são cassados pelo TRE-BA
Foto: Divulgação



Sorteio da Copa das Confederações coloca Brasil em grupo mais difícil

por Lucas Franco
Sorteio da Copa das Confederações coloca Brasil em grupo mais difícil
Foto: Marcelo Pereira / Terra

Está confirmado: a Folha descobre que d. Marisa não participou de nenhuma viagem em que Rose acompanhou Lula ao exterior.

Carlos Newton
Matéria investigativa da Folha de S. Paulo mostra que a influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela mantém com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Detalhe importantíssimo e altamente revelador: segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, a então primeira-dama, d. Marisa Letícia, não participou de nenhuma das 24 viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.



Quatro em cada dez jovens brasileiros dispensam camisinha em relacionamento estável

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Operação Vera Cruz: PF desarticula quadrilha de traficantes de terno e gravata

 

Lula, que não sabia de nada, aproveita a blindagem e avisa que não dará declarações sobre a 'sobrinha' Rose

Carlos Newton
Depois de dizer, mais uma vez, que não sabia de nada e que foi apunhalado pelas costas com a Operação Porto Seguro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não mais falar sobre sua amiga íntima Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo, que em apenas três anos acompanhou em 24 viagens internacionais e o chama de “tio” ou Luiz Inácio.



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Mundo não acabará em 21 de dezembro, afirmam cientistas da Nasa


Pinguelli Rosa: Decisão de Dilma sobre royalties foi salomônica

Sabrina Valle (Estadão)
O diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, considerou “salomônica” a decisão da presidente Dilma sobre royalties, por atender aos porcentuais de distribuição sugeridos pelo Congresso, sem ferir contratos de concessão já firmados.



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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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