terça-feira, dezembro 11, 2012

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Câmara e STF estão a um voto de crise institucional


O decano Celso de Mello encontrou a solução para a impasse na fixação da pena
Celso de Mello deve confirmar cassação de condenados no mensalão e desencadear guerra jurídica com o Legislativo. Marco Maia promete resistir a eventual decisão. Juristas se dividem
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Nos jornais: mensalão pagou despesa pessoal de Lula, diz Valério

J. W. Granjeiro: o engenheiro dos 30 dias e a “sugestopedia”

No Fórum, Alan Trajano: tudo o que você precisa saber sobre CPIs


Mensalão: Cassação de condenados divide STF e eleva tensão com Câmara

 

Foi notícia ruim Jeremoabo está em todas, só que dessa vez que divulga são sites doutras cidades e do mesmo grupo.

Será que com um incompetência explicita como a que estamos presenciando, a Anabel irá iniciar a sua administração doando uma secretaria ao Pedrinho?

Descaso

Muitos prefeitos do interior baiano praticamente já abandonaram a máquina administrativa. Eles evitaram passar informações para seus sucessores e agora estão deixando o lixo tomar conta das cidades. Jeremoabo, Pedro Alexandre e Coronel João Sá, lideram a lista.(Bob Charles)

 

Magistrados e tribunais não conseguem cumprir as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça

Roberto Monteiro Pinho
Foi realizado em novembro de 2011, na cidade de Porto Alegre, o V Encontro Nacional do Judiciário, quando então o presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, na presença de 90 presidentes de tribunais do país, enfatizou que “as metas são para todos os ramos da Justiça”.





TCU desobriga distribuidoras de energia de devolver R$ 7 bilhões aos consumidores

Sabrina Craide (Agência Brasil)
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu hoje que não é sua competência obrigar as distribuidoras de energia elétrica a devolver os valores cobrados a mais na conta de luz entre 2002 e 2009, que somam R$ 7 bilhões. “Não é competência do tribunal regular a relação entre os consumidores e as distribuidoras. Isso é atribuição da Justiça”, explicou o ministro revisor, Raimundo Carreiro.



A contradição e a confusão, na cassação ou preservação dos mandatos parlamentares. Desperdiçaram uma sessão inteira, sem conclusão.

Helio Fernandes
Depois de horas e horas de elocubrações (que palavra), voltaram à indecisão da quinta-feira passada, deixaram tudo para amanhã. E já se sabe que, além da perda ou manutenção dos mandatos, ficou ainda muita coisa em aberto, quando decidirão?

 

Desunidos: Jefferson chama Marcos Valério de 'canalha'

 

Coluna A Tarde: Do Supremo a João

 

'Mensalão': Rui Falcão acusa Valério de 'caluniar' para reduzir pena

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Foto: Divulgação

 

Barbosa acredita que denúncia contra Lula deve ser apurada

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Regras burras não se cumprem

Carlos Chagas
A vida é cheia de regras, muitas delas necessárias, outras nem tanto. Mas também existem as regras burras. Uma delas acaba de ser aprovada na Câmara dos Deputados, esperando-se que durma por muitos anos nas gavetas do Senado ou, melhor ainda, venha a ser rejeitada.



Pode-se dizer que Dilma Rousseff tinha domínio do fato sobre o caso Rose e a Operação Porto Seguro?

Carlos Newton


Prime Offer apresenta a ceia de natal mais cara do mundo

Prime Offer apresenta a ceia de natal mais cara do mundo
Foto: Divulgação
Um peru envolto em folhas de ouro 50 quilates, uma garrafa de champanhe que antecede a Primeira Guerra Mundial e ovas de peixes raros são apenas uma parte da ceia natalina que está sendo descrita como o jantar de Natal mais caro do mundo e que você pode conferir no Prime Offer.

‘Medicina Legal’: Prefeituras de Encruzilhada, Barra do Choça, Condeúba e Itarantim serão investigadas

por David Mendes
‘Medicina Legal’: Prefeituras de Encruzilhada, Barra do Choça, Condeúba e Itarantim serão investigadas
Delegado da PF que cuida da operação tomou posse nesta segunda |BlogdoAnderson

Valério diz que pagou despesas pessoais de Lula, segundo jornal


Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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