quarta-feira, setembro 21, 2011

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Ciranda da miséria

Carlos Chagas


É desanimador. Novo ministro diz que emprego do genro não é nepotismo, porque ele foi nomeado por outro deputado.

Carlos Newton

Scarlett, nua, de novo

Scarlett, nua, de novo

Uma terceira foto íntima da atriz americana surge na web; desta vez não se trata de um autorretrato, a imagem foi registrada por uma outra pessoa.

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Nos jornais: Genro de Gastão tem cargo na Câmara


Combater a corrupção é atuar pessoal e conjuntamente.

Leonardo Florêncio Pereira



Dilma lá, Lula cá

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Enquanto Dilma era homenageada em Nova York, ex-presidente Lula recebia título de Doutor Honoris Causa na Bahia; antes de ser presidente da República, tinha apenas um diploma, de torneiro mecânico pelo Senai

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O crime do Ketchup

O crime do Ketchup

Homem recebeu mil reais para matar mulher, mas fez acordo com vítima e acabou forjando sua morte usando ketchup como sangue; ele foi encontrado pela mandante aos beijos com a vítima e a mandante denunciou o homem por roubo

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Obrigado, povo brasileiro!

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A pedido do técnico Ricardo Gomes, texto divulgado hoje por sua esposa e seus filhos reconhece apoio recebido durante internação

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A Bahia e o horário de Verão

A Bahia e o horário de Verão

Parte do empresariado baiano defende volta da medida; eles alegam, entre outras coisas, que o horário tem impacto no sistema bancário

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Partilha das riquezas da Líbia é iniciada antes mesmo de terminar a guerra civil.

Carlos Newton


Tributar ricos nos EUA é luta de classes.

Antonio Negrão de Sá

A volta do que já foi

A volta do que já foi

Joaquim Roriz desiste da ideia de mudar domicílio eleitoral para a cidade de Luziânia, permanece em Brasília e quer voltar a governar o Distrito Federal em 2014

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É ou não é piada de salão?

É ou não é piada de salão?

Tem dinheiro para a Copa, mas não tem para a Educação! O questionamento foi grito de guerra de estudantes que protestaram na Reitoria da Ufba durante visita de Lula a Salvador; ex-presidente recebeu condecoração de doutor honoris causa; confira vídeos

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Mundo

Dilma e Obama lançam 'Parceria Governo Aberto'

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Programa copresidido pelos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos prevê maior transparência para os dados dos 46 países envolvidos; Brasil irá sediar encontro do grupo em 2010

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por aumento do preço da consulta

Médicos ameaçam paralisação


Menos de 20% das cidades municipalizaram o trânsito

Prefeituras alegam não ter recursos financeiros para assumir o controle da fiscalização do tráfego de veículos, conforme determina a lei


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Médicos de planos de saúde param atendimento por 24h

Todos os planos serão afetados, com exceção da Unimed. Os atendimentos de urgência e emergência, porém, devem ser mantidos. Na foto, servidores protestam em frente à prefeitura: insatisfação com as mudanças no sistema de atendimento


Deputados lançam frente em defesa do voto aberto na Câmara

Movimento cresceu depois da absolvição de Jaqueline Roriz, flagrada recebendo dinheiro do mensalão do DEM. Emenda Constitucional precisa de 308 votos para ser aprovada, mas frente tem apenas 205 parlamentares

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385 mil assinaturas para criar PSD são suspeitas, diz procuradora eleitoral

Segundo Sandra Cureau, só 220 mil assinaturas para criação do partido tiveram autenticidade comprovada. Legenda precisa de registro e políticos filiados até 7 de outubro para disputar eleição em 2012

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Médicos de planos de saúde fazem greve. Como são mal pagos, não atendem adequadamente aos clientes. Esta é a Medicina no Brasil de hoje.

Carlos Newton


Rascunho automático

Pedro do Coutto


Assembléia Legislativa do Paraná aprovou supersalários inteiramente fora da lei para servidores aposentados. Aonde vamos parar?

Carlos Newton


Se a Constituição fosse cumprida pelos governos federal e estaduais, os serviços públicos de saúde iriam melhorar acentuadamente.

Carlos Newton


Tribunal paulista tem salários de mais de R$ 50 mil

Exceção aberta a um certo "abono de permanência" permite que haja no TJ de São Paulo magistrados que ganham bem acima do teto constitucional

Ao todo, 22% dos 2.347 juízes e demais magistrados ganham mais que o teto. A brecha legal encontrada para exceder o teto é a existência de um bônus por permanecerem sem se aposentar

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Com a decisão de Luís Fux, João Capiberibe será o primeiro senador antes barrado pela ficha limpa a tomar posse - José Cruz/Senado

STF determina posse de João Capiberibe

Ministro Luiz Fux mantém decisão anterior ao analisar recurso apresentado pelo senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que pretendia ficar no cargo


Greve dos Correios completa seis dias e já começa a gerar queixas

Atraso na entrega de produtos comercializados via internet é mais um reflexo da paralisação


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de Jaques Wagner


Lula anuncia apoio a Pelegrino em 2012

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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