sexta-feira, setembro 09, 2011

DESCONVITE ....

Organizadas exclusivamente pela internet, as manifestações mostram que a opinião pública enfim reage contra a corrupção.

Carlos Newton



Paraná-Online -




Motorista que bebe não tem intenção de matar, decide STF


Com 27 partidos registrados e mais 19 em formação, a política brasileira virou uma bagunça, onde há de tudo, menos ideologia.

Carlos Newton


O rombo dos Transportes

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Análise de 17 processos de licitações e contratos do ministério dos transportes, no valor total de r$ 5,1 bilhões, identificou 66 irregularidades

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Eles merecem ganhar mais pelo que fazem ao País?

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Aumento do Judiciário irá custar R$ 7,7 bilhões aos cofres públicos; presidente Dilma tentou não incluir o reajuste de 14,7% no próximo orçamento, mas juízes do Supremo (foto) ameaçaram com mandado de segurança; é pagar ou pagar

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Pesquisa mostra que brasileiros usam a internet para se informar sobre política


Pesquisa do Instituto Ibope, divulgada nesta quinta-feira, mostra que a internet se transforma, rapidamente, no maior veículo de comunicação do país, depois da TV, na área política. Em 2000 eram...
2011-09-08 10:58:22 / Leia mais


Litoral Norte: TJ derruba “taxa de turismo sustentável”

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Com decisão, Justiça anula lei de 2009 que cobrava R$ 5 dos hóspedes de hotéis do município; representante do trade turístico comemora

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Mulheres que bebem moderadamente envelhecem melhor


Mulheres que tomam bebidas alcoólicas de maneira moderada todas as noites tendem a envelhecer com mais saúde, segundo uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard. O estudo, publicado...
2011-09-08 12:58:57 / Leia mais

Jornalista é jornalista, bandido é bandido

Jornalista é jornalista, bandido é bandido

Em artigo de estreia para o Bahia 247, o professor Jorge Melo, especialista em Segurança Pública, questiona excessos de alguns setores da mídia; parodiando o lendário assaltante Lúcio Flavio Lírio, ele alerta que 'Jornalista é jornalista, bandido é bandido. Não devem se misturar, igual água e azeite'

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Jornada de Cinema contempla filmes novos e antigos

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Jornada Internacional de Cinema na Bahia inicia nesta sexta (9), com exibição de "O Veneno Está na Mesa" (confira trailer); também na programação, a mostra 30 Anos sem Glauber inclui projeção de cópia restaurada de O Leão de Sete Cabeças (foto)

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Quem derrubou as torres em Nova Iorque ?


Dez anos depois, as dúvidas começam a tomar corpo, mas quem teria completado os atentados dos islamitas e com que objetivo ? No 11 de setembro de 2001, ainda na...
2011-09-08 13:04:58 / Leia mais




Morto em julho de 2007, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães, que faria neste domingo 84 anos, permanece vivo na memória de quem o amou ou odiou e no subconsciente do povo da Bahia



Segurado com ação da revisão pelo teto pode ter grana de atrasados antes

Quem ganhou ação de revisão pelo teto e tem até R$ 32.700 a receber pode ter a grana antes de quem vai ganhar no posto








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Comunicar transferência do veículo evita prejuízo ao condutor

Estimativa dá conta de que apenas 10% dos proprietários comunicam a venda ao Detran



Governador sanciona lei de privatização dos cartórios



Bahia vai ter a
1ª fábrica do
Boticário no NE




Vem aí telefonia móvel
para baixa renda

POLÍTICA
Clima esquenta com
Alan Sanches e Geddel


Suas excelências, os condenados

Cega e lenta: até que tenha seus efeitos práticos, condenações de deputados como Asdrúbal Bentes levam vários meses, até anos - Gervásio Baptista/STF

Em tese, a condenação pelo STF, como a que ocorreu na quinta-feira (8) com Asdrubal Bentes, deveria implicar a perda do mandato de deputado federal. Na prática, porém, isso não é nada automático. Que o diga Natan Donadon, condenado há quase um ano

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Márcia Denser: reflexões sobre a morte

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Jornais: corrupção nos Transportes desviou R$ 682 mi, diz CGU


Depois de liberar o tráfico de drogas e a ação das milícias, Cabral quer legalizar o jogo. Fica faltando apenas a prostituição. Mas ele chega lá.

Carlos Newton


Jango, a conspiração do silêncio

Carlos Chagas


Gaspari acende uma bola de cristal para a sucessão de 2012 nos EUA

Pedro do Coutto


O professor do PT

Sebastião Nery



Política salarial para os servidores públicos já

O que diz o regimento interno da Câmara sobre perda de mandato

Finalmente, vamos conhecer o acórdão do desembargador Sérgio Schwaitzer, que acolheu em parte agravo da União contra indenização calculada pelo juiz da 12ª Vara Federal, no processo movido há 32 anos pela Tribuna.

Carlos Newton


Supremo vai julgar (e rejeitar) o impeachment do ministro Gilmar Mendes.

Carlos Newton



Em 2009, Helio Fernandes já denunciava o pacto entre o governador Cabral e os traficantes na farsa das UPPs, que só agora vem à tona.

Carlos Newton


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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