Carlos Chagas�
�
Enquanto o senador Aécio Neves aumentou o diapasão das criticas ao governo Dilma Rousseff, sentados a seu lado os oito governadores do PSDB fizeram que não ouviam e, em especial, não concordavam. Foi em Belo Horizonte, sábado. Trata-se de mais um capítulo da novela tucana intitulada “Os Irmãos Bobagem”. Não poderia ser diferente e aconteceria com qualquer partido de oposição. Os governadores precisam do palácio do Planalto. Estariam de ante-mão condenados ao fracasso administrativo e político caso endossassem o discurso do ex-governador. Até o anfitrião, Antônio Anastásia, saltou de banda, para não falar de Geraldo Alckmin, de São Paulo, mais interessado em cortar as asas de Aécio Neves do que em comprar briga com Dilma Rousseff. �
�
Cada um dos oito estados representados por seus chefes de executivo vem começando a desenvolver projetos que dependem do governo federal. Como ficariam diante da presidente da República, na hipótese de concordarem, por exemplo, com a condenação do novo ministério a ser criado, das micro e pequenas empresas? No máximo, aplaudiram os ataques ao PT e à tentativa dos companheiros de servir-se do país.
�
Quem ficou de fora e até gostou do impasse foi José Serra. Não sendo governador, nem compareceu à capital mineira. Agrada-o ver Aécio Neves e Geraldo Alckmin numa saia justa. �
�
NEGÓCIO DA CHINA�
�
Na virada do século XIX para o século XX ganhou o mundo a expressão “negócio da China”, significando a possibilidade de as potências européias e seus respectivos industriais ganharem dinheiro fácil em qualquer atividade desenvolvida naquele país. A pobreza, a imensa população abandonada e a desestruturação do poder público chinês favoreciam ingleses, franceses, alemães e até, de tabela, americanos e japoneses.�
�
Cem anos depois, ainda existem “negócios da China”, só que feitos por eles, devolvendo com lucro a exploração antes sofrida por parte do mundo ocidental. Os chineses dão as cartas, além de dólares, conduzindo os negócios internacionais de acordo com seus interesses, mas favorecendo parceiros de toda espécie.
�
Sexta-feira Dilma Rousseff viaja para a China, disposta a obter do governo de Pequim muito mais do que recebeu de Barack Obama, em sua recente passagem pelo Brasil. Desde o começo do ano passado que os chineses fornecem recursos para a Petrobrás investir no pré-sal, exigindo que a dívida venha a ser paga em petróleo, quando começar a produção. São os maiores importadores da soja brasileira, preparando-se para investir no plantio e comercialização em nosso próprio território. Em vez de erigir barreiras, abrem avenidas.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em destaque
As principais notícias de hoje — Agenda do Poder
As principais notícias de hoje — Agenda do Poder As principais notícias do Brasil e do mundo, direto na sua caixa de entrada. terça-feira,...
Mais visitadas
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Bilhões em convênios Levantamento do portal Fiscaliza Minas, que busca dados diretamente na base do governo, revela que no período de 14 m...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Hoje foi dia de Renan Santos no JN, BRASEW. Se você nunca parou para escutá-lo, vou resumir: ele propõe ...
-
Pedro Heitor Barros Geraldo A gestão da "Justiça de Proximidade" na França: A análise da política pública judiciária View PDF ▸ ...
-
por Fernando Duarte Foto: Assessoria Governo de Transição O PSL de Jair Bolsonaro é um partido como outro qualquer, ainda qu...
-
Manchetes do Dia Por Redação 30/08/2026 às 06:45 Foto: Divulgação Jornais - A Tarde: Famílias lutam em defesa de pessoas com deficiência ...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Parece eleição para presidente da República, mas o povo já está fechando conchavos para a eleição das pr...
-
A Corrupção entre o ser e o dever ser (co-authored) Davide Barile 2016, Argumentos - Revista de Filosofia 27 visualizações Ver PDF ▸ S...