segunda-feira, abril 27, 2009

OAB relembra os 25 anos da emenda das diretas-já

Renata Camargo
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) relembrou neste domingo (26) os 25 anos da rejeição da emenda constitucional que instituiria o voto direto para presidente da República em um período em que o Brasil era dominado pela ditadura. Por uma margem de 22 votos, a emenda do deputado Dante de Oliveira, conhecida como emenda da diretas-já, foi recusada no Congresso.
“Foi um dos dias mais tristes da minha vida. Estava na praça Cardoso, em Aracaju, onde havia sido realizado o comício das diretas-já e, ao lado de amigos, acompanhei pela televisão voto a voto dos parlamentares no Congresso Nacional em Brasília. Ao final da votação ficamos arrasados com o resultado. Foi um chororô geral”, disse o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, relembrando aquela madrugada do dia 26 de abril de 1984.
Meses depois, a pressão da sociedade civil faria com que as diretas-já se consolidassem. A campanha para que a escolha do líder da nação fosse feita pelo povo começou em janeiro daquele ano e reuniu cerca de 60 mil pessoas em um comício em Curitiba. Após o golpe militar de 1964, os brasileiros viviam cada dia mais sobre a repressão da ditadura, o que levou tempos depois à concretização da maior mobilização popular já vista na história do Brasil.
Britto relembra que a campanha pelas diretas teve apoio da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Na época, se destacaram no apoio às diretas-já os políticos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Mário Covas, Teotônio Vilela, Leonel Brizola e Miguel Arraes.
Fonte: Congressoemfoco

Em destaque

PF indicia suplente de Davi Alcolumbre após investigação sobre fraudes milionárias no Dnit

Publicado em 22 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Breno foi flagrado deixando agência de banco Patrik ...

Mais visitadas