quarta-feira, abril 30, 2025

Lupi pediu à AGU liberação de procurador investigado pela PF

 Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT)30 de abril de 2025 | 17:39

Lupi pediu à AGU liberação de procurador investigado pela PF

bahia

O ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), pediu para a AGU (Advocacia-Geral da União) liberar Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho para o cargo de procurador-chefe do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em agosto de 2023.

A informação foi publicada pelo UOL e confirmada pela Folha.

O procurador é investigado pela PF (Polícia Federal) e pela CGU (Controladoria-Geral da União) na operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em benefícios pagos pelo INSS.

“A indicação do procurador federal Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho para o cargo de procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS se deu a pedido do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que atendeu a solicitação do então presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto”, explicou, em nota, a AGU.

Procurado, o Ministério da Previdência não respondeu.

O ofício com o pedido foi enviado em 28 de agosto de 2023 e a indicação para o cargo foi deferida quase um mês depois, em 21 de setembro de 2023.

Na época, a escolha dos chefes de áreas jurídicas de cada órgão não cabiam à AGU. Ao órgão cabia só autorizar a nomeação caso ela seguisse as normas legais. Desde então, a legislação mudou e cabe à AGU a escolha para o cargo.

O relatório da PF sobre a operação aponta que Oliveira Filho e pessoas ligadas a ele receberam R$ 11,9 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, empresário investigado por intermediar as relações entre o INSS e as associações que teriam cometido as fraudes.

Oliveira Filho também é citado na investigação por ter dado um parecer favorável ao desconto em mais de 34 mil benefícios em favor da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), meses após a Procuradoria do INSS se manifestar contra o mesmo pedido da entidade.

Após a operação, Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, deixou o comando da autarquia. Em nota, a sua defesa disse que “reafirma a sua inocência e declara que no curso da investigação será comprovada a manifesta ausência de qualquer participação nos ilícitos investigados”.

A PF estima que apreendeu cerca de R$ 41 milhões em bens e dinheiro na operação Sem Desconto. De acordo com o órgão, a lista inclui 61 veículos terrestres, avaliados em cerca de R$ 34,5 milhões, e 141 joias ou semijoias, estimadas em R$ 727 mil.

Lucas Marchesini, Folhapress

PF revela alguns dos dirigentes do INSS que se envolveram no grande golpe

Publicado em 30 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Gabinete da Conciliação realiza audiência para pagamento de R$ 750 milhões  sobre revisão de benefícios por incapacidade

Virgilio Oliveira Filho era procurador

Renato Alves
O Tempo

Ex-diretores do INSS e pessoas relacionadas a eles receberam mais de R$ 17 milhões em transferências de indivíduos apontados como intermediários das associações que faziam descontos ilegais nos contracheques de aposentados e pensionistas.

Esta é apenas uma das informações que constam em relatório da Polícia Federal (PF) que convenceu a Justiça a expedir mandados de buscas, apreensão e prisão para a Operação Sem Desconto, desencadeada na semana passada.

DEMISSÃO – A Operação Sem Desconto levou à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros integrantes da cúpula do órgão, que foram afastados das funções por ordem judicial. Desde então, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, balança no cargo.

Parte do segredo de Justiça da investigação foi derrubado nesta segunda-feira (28). Com isso, foram tornados públicos provas levantadas pelos investigadores e dados que dimensionam os prejuízos causados pelo esquema criminoso.

Sabe-se agora quem são os demais dirigentes do INSS sob investigação e algumas das acusações da PF. Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS:  empresas ligadas a ele e à esposa receberam mais de R$ 11 milhões de “intermediárias”. A mulher ganhou um Porsche Taycan, avaliado em R$ 500 mil. A PF ainda aponta que Virgílio “teve um incremento patrimonial de R$ 18.330.145,18 advindo da ‘farra do INSS’”.

OUTROS ENVOLVIDOS – Alexandre Guimarães, foi diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS no governo Bolsonaro e deixou o cargo no início do governo Lula: teria recebido R$ 313 mil por meio de uma empresa própria.

André Paulo Félix Fideli, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS: Pessoas e empresas relacionadas a ele receberam R$ 5,1 milhões. Um dos beneficiados no esquema foi Eric Fidelis, filho de André Fidelis, segundo a PF.

A PF apreendeu ao menos R$ 41 milhões em bens e valores durante a operação Sem Desconto. Foram apreendidos ainda: R$ 1,734 milhão, entre reais e moedas estrangeiras; 61 veículos, avaliados em R$ 34,5 milhões; 141 joias, que tiveram o valor estimado em R$ 727 mil. Agentes também recolheram máquinas, equipamentos e obras de arte.

Careca do INSS”: quem é o lobista acusado de movimentar R$ 53 mi e pagar  servidores

Camilo Antunes é o “Careca do INSS”

SUPERLOBISTA – Grande parte do volume de dinheiro entre as entidades investigadas e os servidores do INSS foi intermediado pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, de acordo com a PF, que se dirige a ele como “Careca do INSS”.

No relatório apresentado à Justiça, Antunes aparece como sócio de 22 empresas, sendo que 19 foram criadas a partir de 2022 e ao menos quatro estão envolvidas e são usadas no esquema criminoso.

À Justiça, a PF diz que o “Careca do INSS”, movimentou R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e de empresas relacionadas às associações. Deste total, R$ 48,1 milhões diretamente de entidades associativas e R$ 5,4 milhões de intermediárias ligadas a essas entidades, como consta no relatório da investigação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
 – O “Careca do INSS” representava uma alta autoridade da República, porque recebia uma comissão de 27,5% sobre cada valor descontado de aposentados pelas associações para as quais atuou, de acordo com a PF. Uma comissão deste valor só é destinada a poderoso chefão, digamos assim. Se o careca fizer delação, a República vai estremecer. (C.N.)

Governo e Centrão adotam o ‘faz de conta’, enquanto a liderança de Lula definha

Publicado em 30 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Governo avalia que racha sobre gastos impacta popularidade de Lula... # charge #cartum #cartoon #humor #política #humorpolitico #desenho #art  #caricatura #caricature #jornal #opovo #jornalismo #illustration  #ilustração #editorialcartoon #politicalart ...

Charge do Clayton (Jornal  O Povo)

Roseann Kennedy e Iander Porcella
Estadão

O caso inédito de um deputado que recusou o convite para assumir um ministério, mesmo após ser anunciado de forma pública para o cargo, expôs a falta de liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um “faz de conta” na relação entre o governo e o Centrão. Na avaliação de consultores, isso ocorre pela perda de força do Executivo, por conta do maior poder que os parlamentares têm hoje sobre o Orçamento.

Apesar da simbologia dos jantares de Lula com os principais líderes partidários do Congresso, muitos deputados e senadores apenas fingem apoiar o governo petista, que, por sua vez, finge acreditar porque depende do Parlamento para ter um mínimo de governabilidade.

NOMES TÉCNICOS – Na visão do consultor político e diretor executivo da Action RelGov, João Henrique Hummel, o governo poderia aproveitar a ideia de Alcolumbre para pedir que outros partidos também indiquem nomes técnicos e, dessa forma, concretizar a reforma ministerial.

“Uma vez que, do ponto de vista político, já não é mais tão interessante ocupar espaço em ministérios, talvez o perfil mais técnico venha a ganhar espaço, e isso não deixa de ter formato positivo”, afirmou à Coluna, na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Jean Castro.

A decisão do líder do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), de permanecer na Câmara reforça a avaliação de que é mais vantajoso para um deputado ter o controle de sua bancada do que ir para um ministério.

PERDE ESPAÇO – “Hoje em dia, a depender de para qual pasta ministerial você está indo e abrindo mão da liderança, você perde mais espaço político do que ganha”, explicou Castro.

Nos governos anteriores de Lula, o Executivo tinha mais poder sobre a alocação do Orçamento. Hoje, para negociar recursos, os lobistas preferem bater à porta de gabinetes de parlamentares do que nos ministérios.

O crescimento das emendas impositivas (indicadas pelo Congresso e de pagamento obrigatório pelo governo) deixou o Congresso mais independente.

NÍVEL DE FRAQUEZA – Para Hummel, a manutenção do ministério com União, mesmo após o caso ter sido considerado um vexame para o governo, demonstra a dependência que o Executivo tem do Legislativo para garantir governabilidade.

Na visão do consultor, com esse nível de fraqueza, o governo Lula só conseguirá aprovar daqui para frente projetos que tenham amplo consenso.

“Se o governo não mudar a postura e olhar a pauta que a maioria do Congresso deseja, ele não vai fazer nada, porque ele não tem voto”, alerta.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A que ponto chegamos… Hoje, o Brasil tem um governo que não governa, um Legislativo que não legisla e um Judiciário que faz o que bem entende. Em tradução simultânea, estamos no reino da esculhambação(C.N.)


Depois do êxito de Francisco, espera-se que seja escolhido outro “grande Papa”

Publicado em 30 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres | Pontifícias  Obras Missionárias

Francisco foi um papa de verdade, voltado para os excluídos

Janio de Freitas
Poder360

O Vaticano percorreu a história e vive os tempos contemporâneos sem ser visto como parte – que de fato é – das instituições internacionais voltadas para a (des)organização política mundial. Suas movimentações são revestidas de sentido ou de aparência religiosa, e assim transfiguram, na falta das formalidades e demais caracterizações da política, as influências político-ideológicas do papado.

Para que seja assim, porém, não é necessária tal intenção. A inquietante eleição do sucessor do Papa Francisco coincide com a celebração, em 8 e 9 de maio, dos 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial no Ocidente.

FEROCIDADE HUMANA – Para lembrar o que foi esse conflito, é suficiente citá-lo como motivador da mais horrenda criação da ferocidade humana –a bomba atômica/nuclear. O Vaticano de Pio 11 esteve no encadeamento de fatores sinistros que levaram à 2ª Guerra.

Mussolini foi duro adversário de Pio 11 até firmarem o Tratado de Latrão, em 1929. O poder italiano cedia a área compreendida entre os antigos muros da Cidade do Vaticano, mais a Praça de São Pedro fora deles, para a criação do soberano Estado do Vaticano. A este motivo Pio 11 juntava outro para o seu apoio a Mussolini: ambos execravam o comunismo e o judaísmo.

Terminada a guerra, entre as discussões estava a posição de Pio XI e de seu sucessor, o cardeal Pacelli, ante Mussolini e o fascismo, Hitler e o nazismo.

HOLOCAUSTO – O cardeal Pacelli ainda é objeto de alguma discussão, por envolver comprometimento com o Holocausto, muito pesado para o Vaticano. O papa Pio XII não resistiu às evidências a que dera clareza deliberada. Como, ao ouvir que o cardeal Montini era antifascista, demiti-lo de alto cargo na hierarquia católica.

Em 1963, Montini se tornava Papa Paulo VI. Fortíssima na Itália, poderosa em todo o Ocidente, sobretudo na Europa, a resistência da Igreja Católica ao fascismo teria mudado o curso do fascismo, do nazismo e da propensão para a guerra.

Hitler teve mais do que grande admiração por Mussolini, nunca silenciada. Tomou-o como exemplo do condutor de massas. E copiou para o nazismo, com adaptações grandiosas, além da teatralidade pessoal, a organização do movimento fascista.

MUSSOLINI E HITLER – É comum a ideia de que Mussolini se inspirou em Hitler, mas até pela ordem no tempo é o inverso. Pio XI e a hierarquia vaticana por ele nomeada favoreceram a ambos, quando tinham a oportunidade de dificultar a ascensão de um ao enfrentar a ascensão do outro.

Pacelli representou a hierarquia da Igreja na Alemanha por 12 anos, a maior parte sob o nazismo. Como Pio XII, de 1939 a 1958, dissimulado, antipático, assustador mesmo, manteve a hostilidade católica aos judeus, fomentou as perseguições direitistas, agiu em apoio a ditaduras como a de Franco na Espanha, a de Salazar em Portugal, a de Getúlio e muitas outras.

O temido Pio XII fez política dia a dia, a pior política. Idoso, o novo eleito, cardeal Roncalli, deveria ser apenas um tampão enquanto os hierarcas apaziguariam a inconciliação dos extremados de Pio VI com os cansados do medievalismo. Roncalli estarreceu o mundo, e mudou-o.

SURGE JOÃO XXIII – Com o concílio Vaticano II, João XXIII conseguiu o impensável: a aceitação mútua de todas as religiões, com ação conjunta contra as injustiças sociais, os autoritarismos e os confrontos entre regimes ou países. Era o Ecumenismo, e nunca mais haveria o mundo que sobrevivera por milênios.  As causas sociais entraram na agenda comum, e não mais como ideias ilegais.

A morte de João XXIII, em 1963, com quase cinco anos de papado, causou comoção global que só agora se vê outra vez. O Papa João Paulo, promessa de continuidade, morreu dias depois de eleito, morte seguida de suspeitas ainda inapagadas.

O eleito cardeal Montini, todos sabiam desde os tempos de Pio Pio VI, não faria regressões. Em certa medida, enganaram-se.  A “Igreja progressista” e seus movimentos, sequência lógica do Ecumenismo de alma humanitária, foram contidos, uns, outros reprimidos por Paulo VI.

JOÃO PAULO II – A Igreja perdeu muito, não só em fiéis, mas em padres e bispos. E não se recuperou. A dinastia italiana foi rompida pelo papa polonês João Paulo II. Hoje, o diríamos papa populista.

Buscou multidões em todos os continentes e, obtidas, encantou em especial as camadas sociais do alto. Vivera sob o comunismo na Polônia e, como papa, atuou muito para derrubá-lo. Reduziu os temas sócio- econômicos ao mais superficial, apenas para constar, pretendendo substituí-los por maior religiosidade.

Uma ação conservadora, com esse propósito mesmo. E nele bem-sucedida, sem melhor efeito na longa oportunidade de 1978 a 2005.

RENÚNCIA DO PAPA – O próprio Ratzinger cansou-se do seu papado como Bento XVI. Renunciou em 2013. Também ultraconservador, não encontrou nem o que dizer – um modo político, sem dúvida, de servir ao imobilismo. Mas excessivo, e criou uma alternativa supostamente neutra: um latino-americano, desconhecido, de trato fácil:

Papa Francisco, mais claro, impossível. “O papa da pobreza”. “O papa da imigração”. “O papa da natureza”. “O papa da igualdade”. “O papa dos refugiados”.

As citações, sempre dotadas de sentido político, podem ir longe. “Um grande papa” concentra-as todas. Seu legado de reformista religioso, humanista e político exige tempo para uma visão retrospectiva capaz de apreciá-lo, tão múltiplo, tão diverso. Um grande papa.

Jeremoabo Mais Verde: A Nova Era da Arborização Começa com o Prefeito Tista de Deda

 





Jeremoabo Mais Verde: A Nova Era da Arborização Começa com o Prefeito Tista de Deda

Jeremoabo está vivendo um novo tempo. Após um período de abandono ambiental, onde árvores foram derrubadas injustificadamente e a natureza perdeu espaço para o concreto, a gestão do prefeito Tista de Deda, em parceria com o secretário de Meio Ambiente, Alípio Lima de Oliveira, resgata o compromisso com a vida, a sustentabilidade e o futuro. O projeto “Arborizar Jeremoabo” já está em pleno andamento e promete transformar a paisagem urbana e rural do município.

No passado, a ex-prefeita Anabel de Sá Lima Carvalho iniciou um processo importante de arborização da cidade. Porém, essa iniciativa foi brutalmente interrompida durante a gestão anterior, conhecida por muitos como a gestão do “prefeito demolidor”, que não apenas ignorou os benefícios ambientais, mas literalmente assassinou árvores que embelezavam e protegiam Jeremoabo.

Agora, com a sensibilidade e responsabilidade da nova administração, a esperança renasce junto com cada muda plantada. O viveiro de mudas localizado no povoado de Água Branca foi reativado graças à parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, a Secretaria de Agricultura e a associação local. O resultado? Mais de 3 mil mudas produzidas só em 2025.

Desde a última segunda-feira, a equipe iniciou a arborização de praças públicas, e nesta semana já começou a distribuição de mudas nas escolas, envolvendo crianças e jovens na construção de uma consciência ambiental sólida desde cedo.

Para a próxima semana, o município receberá mudas em estágio avançado de desenvolvimento, que serão disponibilizadas à população por meio do projeto “Adote sua Árvore”. Uma iniciativa que incentiva o cuidado e o pertencimento coletivo em relação ao verde da cidade.

Além disso, a Secretaria de Meio Ambiente já mapeou todas as praças da sede do município e dará início ao mapeamento das praças da zona rural, incluindo a criação de um banco de dados das árvores e espécies existentes nas vias públicas de Jeremoabo. Esse trabalho técnico e minucioso garante que o planejamento da arborização seja eficiente, duradouro e ecologicamente equilibrado.

A gestão Tista de Deda mostra, com ações concretas, que é possível cuidar da cidade respeitando a natureza. O verde está voltando, as sombras estão sendo restauradas, os pássaros estão encontrando abrigo novamente. Jeremoabo caminha para ser um exemplo de sustentabilidade no semiárido baiano.

Porque plantar uma árvore hoje é semear vida para o amanhã.

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“Fábrica de Chefs 2025”: Vitória vive dia histórico sob o comando do Chef Hugo Grassi e vira Mapa da Gastronomia Nacional


Vitória jamais será a mesma após o último 28 de abril. A terceira edição do “Fábrica de Chefs 2025”, realizada no grandioso Espaço Patrick Ribeiro, consagrou-se, sem exageros, como um dos capítulos mais vibrantes e inspiradores da gastronomia nacional em 2025. O evento reuniu mais de 1500 pessoas e a produção do “Fábrica de Chefs 2025” foi um espetáculo à parte, elogiada não apenas pelo público, mas também pelos próprios chefs e convidados, que destacaram a qualidade impecável, a receptividade calorosa e a grandiosidade da estrutura, fatores que, segundo eles, tornam o evento único. 

A produção ficou a cargo de Charles Souza, sócio proprietário do evento, referência na criação de eventos de experiência e impacto, que conduziu brilhantemente os profissionais do setor, entusiastas e amantes da boa mesa – em uma celebração singular à culinária contemporânea, marcada por aromas, sabores e muito aprendizado. E, no centro deste espetáculo, estavam eles: Henrique Fogaça, chef internacionalmente conhecido e proprietário de restaurantes icônicos como o Sal Gastronomia. Geovane Carneiro, Léo Abreu, Lucas Corazza, Valéria Gonçalves, Dário Costa, Cadu Evangelisti e o fundador do evento “Fábrica de Chefs” o renomado Chef Hugo Grassi.

Desde sua chegada, Fogaça mostrou o porquê de ser referência nacional. Elegante e descontraído, o chef não apenas compartilhou sua trajetória repleta de conquistas, desafios e superações – ele também revelou bastidores inéditos de seus restaurantes e dividiu sua visão sobre os desafios atuais do setor, da equipe ao cliente final. 

Ao longo do evento, ficou claro que mais do que receitas, o “Fábrica de Chefs” ofereceu ao público uma verdadeira imersão no universo da gestão de restaurantes. Discutiu a importância do trabalho em equipe, do respeito à cultura regional e do olhar atento à inovação. Ressaltou, ainda, um aspecto decisivo para o sucesso: a resiliência diante das dificuldades. Uma verdadeira Roda de Conversas entre grandes amigos que também olham para saúde mental de uma forma diferenciada.

Cada chef teve seu momento de maestria, onde pode entregar o seu melhor, e lógico, pratos elaboradíssimos que a cada apresentação se tornavam mágicos. O público saiu transformado. Muitos comentaram a sensação de terem estado em algo muito além de uma palestra. O “Fábrica de Chefs” proporcionou troca de experiências entre os presentes, networking e motivação real para quem busca espaço em um mercado cada vez mais competitivo.Para Charles Souza, sócio proprietário do evento “O Fábrica de Chefs é mais que um evento, é um marco para a gastronomia capixaba e nacional. Produzir algo desse nível, que emociona até os grandes chefs, é um privilégio e uma responsabilidade que carrego com muito orgulho.”

Não é exagero dizer que, após este 28 de abril, Vitória conquistou definitivamente seu espaço no mapa dos grandes eventos gastronômicos brasileiros. O “Fábrica de Chefs 2025” foi um divisor de águas — e não apenas pela presença de grandes Chefs, mas por ter reunido talentos, ideias e experiências num ambiente pulsante de criatividade e hospitalidade.


Para o Chef Hugo Grassi; “Ver o Fábrica de Chefs crescer e se tornar um grande evento da gastronomia nacional é a realização de um sonho. É uma honra imensa receber em Vitória chefs tão renomados em um projeto criado a tão pouco tempo, mas com muita qualidade e responsabilidade na entrega.”

O evento reafirmou: a gastronomia é mais que técnica — é sensibilidade, gestão e, acima de tudo, conexão humana. Aos que estiveram presentes, ficou o convite a transformar inspiração em ação. E para quem perdeu, uma certeza: em Vitória, a cozinha nunca mais será a mesma.

Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeita

Gilmar e Nunes fazem armação para tirar Collor definitivamente da cadeia


Vídeo: Gilmar Mendes sugere que Nunes Marques é “covarde” por não  reconhecer habeas corpus de Lula – Jornal da Chapada

Gilmar e Nunes rapidamente encontraram uma solução

Wálter Maierovitch
do UOL

O STF (Supremo Tribunal Federal) já criou musculatura suficiente para exibir. Assim, passou a ser temido e tornou-se o mais forte poder do Estado nacional. Tem até Xandão, como capitão do Supremo no time repressor. Gato escaldado, o presidente Lula submeteu-se e se tornou íntimo de alguns supremos ministros.

Prepara até churrasco para eles, certamente sem tubaína, bebida oferecida pelo ex-presidente Bolsonaro para dizer como os seus supremos escolhidos, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, deveriam votar no STF.

LULA SUBMISSO – Para se ter ideia, o submisso Lula até atendeu dois ministros, Gilmar Mendes e Alexandre Moraes, na escolha do procurador-geral da República.

Os novos presidentes da Câmara e do Senado abandonaram a competência exclusiva de legislar e, com receio do STF, elaboraram uma fórmula legal para reduzir sanções excessivas impostas à raia miúda, usada no 8 de janeiro como massa de manobra do golpismo engendrado e para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas, a fórmula legal, de ‘lege ferenda’ (da lei futura) possui, felizmente, salvaguardas sociais para evitar anistia ao golpista Jair Bolsonaro.

Num resumo do resumo, a garantia constitucional da igualdade entre poderes, cada um independente e autônomo, sem perda da harmonia, não existe mais.

GIGANTE RABELAIS – O STF, perante os demais, virou o gigante Pantagruel, tomado como exemplo o nome de um dos gigantes da obra de François Rabelais, elaborada por esse escritor francês no século 16.

O nosso constitucional sistema de freios e contrapesos, o conhecido “checks and balances”, de mútuo controle, enferrujou. As lições dos antigos juristas perderam atualidade e isto quando ensinavam tratar-se o STF de poder desarmado: sem armas e sem exército, até sem modelo de gendarmeria cantonal suíça, solução dada quando os papas abdicaram dos seus exércitos.

Desarmado, alertavam os pranteados juristas, mas forte pela força ético-moral das suas decisões, sempre constitucionais, consoante a melhor técnica jurídica. Porém, não é isso que se vê,

EXEMPLO DE COLLOR – A condenação do ex-presidente Collor de Mello, por corrupção e lavagem de dinheiro, não será alterada quanto à sua culpabilidade, responsabilização criminal.

Mas nem o superpoder do STF livrou-se do velho vício de proteger os potentes e ex-poderosos. Collor, um “ladrão de carteirinha”, como se diz no popular, não conseguiu a almejada absolvição. As provas não permitiam, apesar dos contorcionismos do ministro Gilmar Mendes, a sustentar ser caso de absolvição.

O ministro Moraes, tecnicamente, acertou em cheio ao não admitir o processamento, por protelatório, dos embargos infringentes. Esse recurso, com base nos votos vencidos, admitiria a reabertura da discussão sobre a absolvição. Cuidava-se, entretanto, de repetição de argumentos já apreciados, à saciedade.

CASO DE AZEREDO – No passado, o antigo prefeito e governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo usou, por vários anos, recursos protelatórios para não ir para a cadeia. Quando a opinião pública protestou, o STF deu um basta e Azeredo foi encarcerado.

Pós-Azeredo surgiu uma nova rota de fuga do cárcere. De repente — e para espanto geral e da imprensa pela “bola nas costas” —, passou-se a saber do estado de saúde grave de certos condenados. Alguns quase terminais.

Paulo Maluf, com atestados médicos, arrancou uma decisão considerada humana. Foi cumprir pena em casa, no lar doce lar, na sua mansão. Com isso, teve sobrevida e ainda está entre nós.

JUIZ LALAU – O juiz trabalhista apelidado de Lalau, que entrou para o Judiciário sem concurso público, também apresentou-se com o “pé na cova”. Lalau foi para casa, onde viveu, em sistema de prisão albergue domiciliar humanitário, muitos anos.

Os seus vizinhos gostaram da solução da prisão domiciliar para Lalau: uma viatura policial ficava na rua, em frente à casa do juiz. Para os vizinhos, isso afastava os ladrões, muito ativos naquele bairro de ricos.

Pelo acenado pelo ministro Moraes, o moribundo Collor pode sair da cadeia. Moraes determinou a juntada de atestados médicos a comprovar o grave, e até então desconhecido, estado de saúde de Collor. Enfim, Collor, que tentou absolvição e até redução de penas para a prescrição da ação com relação ao crime de corrupção passiva (embolsou R$ 20 milhões), parece estar a caminho do lar doce lar, com vista privilegiada para o mar.

JURISPRUDÊNCIA – Theotônio Negrão, notável advogado, jurista de respeito e autor do primeiro código de processo civil anotado com doutrina e, em especial, jurisprudência dos tribunais, sempre dizia: “Tem sempre uma jurisprudência para satisfazer o gosto da parte processual”. Para rábulas, uma jurisprudência sempre ao gosto do freguês.

A mostrar isso, o ministro Kassio Nunes Marques, no seu voto pela aceitação do recurso de embargos de Collor e determinação de imediata soltura, citou uma rara e contraditória jurisprudência.

Pela canhestra jurisprudência escolhida por Kassio, o julgador que absolveu o réu pode, se prevalecer a decisão colegiada de condenação, dosar a pena do condenado.

CONTRADIÇÃO TOTAL – Em palavras simples, aquele que não responsabiliza o acusado e vota pela absolvição, fica encarregado de impor a pena.

Trata-se de caso típico de contradição “in re ipsa”. A absolvição não gera punição. Como condenar um considerado inocente no voto? A resposta: com artes do mitológico ladrão Procusto e leguleios jurídicos estapafúrdios.

A propósito, o Código Penal distingue o tipo, a definição legal do crime, da pena. E o referido Código Penal estabelece, ao criminoso responsabilizado, sanções, em preceito complementar.

CRIME SERÁ PRESCRITO – O ministro Gilmar Mendes, que também absolveu Collor e ficou vencido, entendeu poder dosar as penas daquele, para ele, inocente.

Por evidente, escolhe-se a pena mínima. No caso Collor de Mello, pena geradora de prescrição da ação penal, mais tecnicamente, da prescrição da pretensão de punir do Estado-nação.

Num pano rápido. No Supremo, ministros mostram, com a musculatura adquirida, que podem tudo. Aí nascem entendimentos que até Deus duvida.


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