sexta-feira, maio 08, 2026

EDITORIAL: A Lei do Retorno na Política de Jeremoabo – Quem tem Telhado de Vidro não Atira Pedra

 

                                     Foto Divulgação


Por José Montalvão


Diante dos recentes e turbulentos fatos que movimentam os bastidores de Jeremoabo, torna-se quase impossível não acreditar na implacável lei do retorno. O cenário atual serve como uma reflexão profunda para aqueles que, movidos pela politicagem, escolheram o caminho da acusação sem provas em vez do debate de ideias.

A Retórica do Ataque vs. A Realidade dos Fatos

Durante muito tempo, assistimos a opositores de Tista de Deda e Anabel utilizarem termos pesados, como "ímprobos" e outros adjetivos infundados, na tentativa de iludir os cidadãos menos esclarecidos ou alimentar o fanatismo político. É bem verdade que, no Brasil, quase todos os grandes agentes políticos — de prefeitos a governadores — enfrentam acusações e precisam prestar contas à Justiça.

No entanto, há uma diferença fundamental entre ser acusado e ser condenado:

  • Tista e Anabel enfrentaram o devido processo legal e, em diversas ocasiões, saíram ilesos de acusações que não se sustentaram.

  • Até a presente data, ambos mantêm um histórico de preservação de seus mandatos: nunca tiveram seus diplomas cassados nem seus registros cancelados pela Justiça Eleitoral.

  • O exercício da gestão pública exige prestação de contas constante, mas a idoneidade de um político é provada pela manutenção de seus direitos políticos e de seus registros.


A Lição da Fraude na Cota de Gênero

O que Jeremoabo testemunha hoje, especificamente no caso da fraude em cota de gênero que abala o Legislativo, é uma lição pedagógica da história. Aqueles que se apressaram em atirar pedras no telhado alheio agora veem seus próprios telhados de vidro estilhaçados pela força da lei.

A tentativa de manchar reputações alheias sem provas convincentes parece ter voltado como um bumerangue jurídico. A fraude eleitoral reconhecida pelas instâncias superiores não é uma "acusação política", mas um fato jurídico comprovado que resulta em punições severas, como a anulação de registros e a perda de mandatos.


Conclusão: A Justiça como Árbitro Final

A política é passageira, mas os precedentes que ela cria são duradouros. A lei do retorno não falha porque a verdade, ainda que tardia, costuma se impor através do rigor do Poder Judiciário.

Para quem baseou sua trajetória no ataque pessoal e no "apedrejamento" de adversários, o momento é de silêncio e aprendizado. Jeremoabo precisa de líderes que respeitem a lei e que entendam que o julgamento final não vem do grito da oposição, mas da caneta da Justiça.


Blog de Dede Montalvão: Analisando o presente com o peso da história e o respeito às instituições.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

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