segunda-feira, abril 06, 2026

Galípolo impôs sigilo aos documentos do banco Master e colocou BC sob suspeitas

Publicado em 6 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

BC blinda documentos do caso Master e impõe sigilo de oito anos

Galípolo, do Banco Central, deveria estar sob investigação

Jonatas Martins,
CNN Brasil

O BC (Banco Central) classificou como secretos os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, impondo sigilo de oito anos sob os processos. A informação consta em resposta a um pedido feito pela CNN via LAI (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com o Banco Central, a divulgação imediata dos documentos do caso Master iria contra o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.

TUDO EM SIGILO – A classificação do sigilo foi indicada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025. Sendo assim, os arquivos sobre a interrupção das atividades do Banco Master devem permanecer secretos até novembro de 2033.

A autarquia federal também fundamentou, juridicamente, a aplicação do segredo com o argumento de que os documentos podem comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.

No final de março deste ano, conforme apuração da CNN, o Tribunal de Contas da União questionou o BC. O ministro Jhonatan de Jesus, relator das investigações no TCU sobre a conduta do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master, acionou a autoridade monetária sobre a eventual retirada de sigilo das documentações anexadas ao processo.

LIMITES DO SIGILO – No despacho, assinado em 24 de março, o ministro Jhonatan solicitou que o BC indique especificamente quais peças ou trechos do processo precisam permanecer sob restrição de acesso ou se todos os documentos podem ser liberados publicamente.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. A decisão foi motivada por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou a autoridade monetária em nota na época.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O sigilo compromete diretamente Gabriel Galípolo. Na reunião com jornalistas, antes do Natal, ele se jactou de ter sido pressionado para proteger o Master, acrescentando que tinha documentado todas as pressões. Até hoje ele não informou o autor das pressões, mas todo mundo sabe de quem ele está falando. Ao que parece, o país não tem mais homens públicos, apenar um bando de aproveitadores, e Galípolo deveria estar sendo investigado. (C.N.)


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