Recentemente, publiquei neste espaço uma reflexão dura sobre a omissão de parte da população de Jeremoabo diante da perturbação do sossego. Naquela ocasião, afirmei que o silêncio dos prejudicados alimenta a impunidade. Hoje, porém, recebi um relato que eleva o nível da nossa indignação a um patamar insustentável.
Infelizmente, os fatos nos levam a uma conclusão amarga: em Jeremoabo, parecem existir duas castas. Uma que vive acima da lei, fazendo o que bem entende sem ser incomodada, e outra que vive abaixo da lei, desamparada e obrigada a suportar o insuportável dentro de suas próprias casas.
1. O Relato do Absurdo: Quando a Calçada vira "Motel Ambulante"
O depoimento que chegou a este Blog, vindo de um cidadão de bem, pai de família e contribuinte, é revoltante. Ele descreve como a frente de sua residência foi transformada em um cenário de completa imoralidade. Em suas palavras, o desespero de quem não sabe mais a quem recorrer:
"Hoje, às 5 da manhã, me deparei com cenas de libertinagem explícita encostadas no muro da minha casa. Já é a terceira vez que isso acontece. Na última quarta-feira, minha esposa e minha filha foram surpreendidas por um indivíduo praticando atos obscenos à luz do dia."
O cidadão ainda aponta que a ocupação desordenada de espaços públicos — calçadas, meio da rua e até áreas destinadas à caminhada — por estabelecimentos e eventos sem fiscalização, cria o ambiente perfeito para esse tipo de disparate. Como aceitar que o espaço da família seja violado dessa forma?
2. A Ineficiência que Gera a "Infernagem"
Como ficar calado diante de tamanha degradação? Onde está o poder de polícia? Onde está a fiscalização de posturas do município que permite que o espaço público seja privatizado por interesses particulares, deixando o morador refém da sujeira e da imoralidade?
Quando as autoridades permanecem inertes e os canais oficiais de denúncia não dão resposta, o cidadão sente-se tentado a desistir. É o que chamo de "infernagem": um estado de caos onde o direito ao sossego, à segurança e à moralidade pública são jogados na lata do lixo.
3. A Quem Apelar?
O sentimento de revolta é tão grande que, ironicamente, somos levados a sugerir que, para resolver tamanha falta de respeito, só reste ao cidadão "apelar para a mãe do bispo". É uma expressão de descrença, sim, mas é, acima de tudo, um grito de alerta.
Não podemos admitir que Jeremoabo se transforme em uma cidade sem dono, onde o barulho, a ocupação ilegal das ruas e o atentado violento ao pudor se tornem o cotidiano das famílias. Se o povo é "frouxo" por não denunciar formalmente, a autoridade é "cúmplice" por não agir diante do que acontece debaixo do seu nariz.
Conclusão: Respeito é o Mínimo
Fica aqui o nosso repúdio. A liberdade de um termina onde começa o muro da casa do outro. Se as forças de segurança não derem um basta nessa situação, Jeremoabo continuará sendo vista como a terra onde o "quem pode mais" chora menos, e o cidadão de bem continua pagando o preço da omissão geral.
Exigimos providências imediatas. A decência pública não pode ser negociada.
Blog de Dede Montalvão: Em defesa da família, do sossego público e da ordem em nossa Jeremoabo.
José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)
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