domingo, julho 23, 2017

O "terremoto" das diárias acontecido em 2007, voltou acontecer na prefeitura municipal de Jeremoabo agora em 2017, dez anos depois.



Resultado de imagem para foto farra das diarias na prefeitura


 

PARECER PRÉVIO Nº  879/08



Opina pela rejeição, porque irregulares, das contas da  Prefeitura Municipal de JEREMOABO, relativas ao exercício de 2007.

           
O TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no artigo 75, da Constituição Federal, art. 91, inciso I, da Constituição Estadual e art. 1º, inciso I da Lei Complementar nº 06/91, e levando em consideração, ainda, as colocações seguintes:

O presente processo refere-se à prestação de contas da Prefeitura Municipal de JEREMOABO, exercício financeiro de 2007, que somente foi postada nos Correios e Telégrafos em 18/07/2008, portanto, fora do prazo legal, com informação de que a documentação foi enviada à Câmara para fins de disponibilidade pública, nos termos do art. 95, § 2º, da Constituição Estadual, c/c o art. 54, Parágrafo Único, da Lei Complementar nº 06/91.
                                           ( . . .)

·         Ausência de licitação em casos legalmente exigíveis com serviços de engenharia, no valor de R$ 17.166,00; fragmentação de despesa com fuga ao procedimento com locação de veículos (R$ 56.315,00), aquisição de combustíveis (R$ 40.325,00), medicamentos (R$ 74.139,44), material de construção (R$ 68.150,50), peças para veículos (R$ R$ 53.346,48) e serviços gráficos (R$ 15.580,00), totalizando R$ 331.756,42; descumprimento de formalidades da Lei nº 8.666/93 no processamento de licitações (fls. 432 a 442).

·         Pagamentos de R$ 122.000,00 em diárias ao Prefeito, de janeiro a dezembro, equivalentes a R$ 10.166,66 por mês, valor superior aos seus subsídios mensais de R$ 10.000,00. Foi solicitado à IRCE o Diploma Legal que instituiu essa vantagem pecuniária, sendo enviada a Lei Municipal nº 203/95, de 10 de abril de 1995, somente regulamentada em 03 de janeiro de 2005, pelo Decreto nº 774, da mesma data, que dentre outras normatizações ali prescritas define no seu art. 4º que “as diárias a que se refere (sic) a Lei nº 203/95 terão valor correspondente a 10% dos vencimentos do servidor, agente público ou político”.

É de fácil constatação que o valor atribuído ao Chefe do Executivo, de R$ 1.000,00 a diária, equivalente a 10% de seus subsídios mensais, através de ato de sua própria autoria,   extrapola em muito os limites da razoabilidade, economicidade, moralidade e impessoalidade, sendo inclusive bastante superior ao fixado para o Governador deste Estado, e sua auto-concessão, de forma invariável, habitual e rotineira, nos moldes em que foi feita, sem atendimento dos requisitos prescritos na lei que lhes disciplina, caracteriza induvidosamente prática ilegal de remuneração indireta, motivo porque fica o montante de R$ 122.000,00 imputado ao Gestor destas contas, para fins de ressarcimento ao Erário, consoante será determinado ao final deste pronunciamento, e cuja reincidência poderá ensejar o comprometimento do mérito de suas contas.

·         Gastos de R$ 171.079,00 com concessão de diárias a outros servidores e agentes políticos, observando-se numa análise por amostragem que  vários dele, a exemplo de João Rodrigues de Andrade, José Ricardo Vieira Souza, Rita de Cássia Carvalho Almeida e Adriana Carvalho Almeida e Antonio Graciliano da Gama, dentre outros, perceberam também de forma habitual e rotineira, durante todo o exercício, valores consideráveis do citado benefício, ora por uma determinada Secretaria ou Departamento, de outras vezes por outro Órgão municipal, inclusive através de recursos do Fundo Municipal de Saúde.

     Como se disse acima, o Decreto com que se pretendeu regulamentar a Lei instituidora do benefício não definiu valores exatos para os servidores, o que praticamente inviabiliza as ações de controle externo, que não tem condições de avaliar a conformidade dos gastos com a diretriz legal.

    Por esses motivos,  determina-se ao Gestor a imediata sustação   desses pagamentos, sob pena de glosa e imputação dos débitos, posto que flagrantemente infringentes dos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, somente podendo se realizar despesas dessa natureza com moderação e probidade, dentro dos critérios estabelecidos na lei, quando imprescindíveis para serviços fora da sede do Município e de reconhecido interesse público, devendo a CCE proceder, por essas razões, a lavratura de Termo de Ocorrência para apuração e fixação de responsabilidades.


    Adverte-se o Gestor para adotar imediatas providência no sentido de adequar a legislação municipal pertinente à espécie aos padrões econômicos do Município e com critérios definidos de requisitos para sua concessão e valores, em atendimento aos princípios consagrados na Constituição Federal.


Nota da redação deste Blog - Em Jeremoabo está acontecendo um fenômeno que só acontece de dez em dez anos, intitulado a " FARRAS DAS DIÁRIAS.
A primeira vez que aconteceu esse fenômeno na Prefeitura Municipal de Jeremoabo, os vereadores que hoje estão na situação, mas que naquele tempo era oposição, fizeram o maior barulho, denunciaram ao TCM-BA, publicaram em diversos sites da região, usaram o serviço de rádio para denunciar, foi o maior Deus nos acuda.
O resultado foi que o TCM-BA rejeitou as contas, e fez o gestor daquela época, devolver todo o dinheiro recebido.
Passaram-se dez anos, os que atiraram pedras, hoje tornaram-se vidraças, e estão praticando ilícitos piores do que os por eles denunciados.
 " A lei do retorno é o bate volta da vida...
Ela se manifesta no bem que você faz, no mal que você pratica ou na justiça com as próprias mãos que muitos fazem por vanglórias, lavada de alma ou exposição alheia. "

Façam um comparativo em cima de proporção, entre as diárias recebidas pelo ex-prefeito Spencer e as diárias recebidas pelo " interino".

Prefeitura de Jeremoabo: Uma farra em apenas cinco meses de gestão


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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