sábado, julho 22, 2017

O povo de Jeremoabo sempre foi e continua sendo pacífico, não aceita violência.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo



"Numa sociedade verdadeiramente civilizada é perfeitamente normal se pedir prestação de contas dos políticos. De todos os níveis. Infelizmente, no nosso país, esse tipo de conduta ,do cidadão ainda é fruta braba, Não se avalia! Não se monitora, Não se pede prestação de contas aos políticos, principalmente aos detentores de mandatos eletivos. Fica-se apenas cochichando nas esquinas. Uma sociedade que se omite das suas funções de monitorar a classe política é uma sociedade omissa, covarde e morfina. E deve monitorar tanto a situação como a oposição. Isso faz parte dos seus direitos inerentes à cidadania.
Este jornal desde o seu primeiro número, com independência e sem se vincular a grupo político de qualquer tipo, vem cobrando dos políticos. Estamos, pois, fazendo a nossa parte, não nós omitimos, Não nos acovardamos, Não deixamos de exercer o nosso papel na sociedade. Lembramos à sociedade que ela precisa sair de cima do muro da omissão, que precisa exigir prestação de contas dos políticos, que precisa contribuir com a Democracia. Não basta lamentar baixinho, é preciso botar a boca no trombone. É preciso ser realmente uma sociedade de verdade. Urgente". 
Concluída a leitura, fiquei a meditar. A sociedade precisa, de fato, exigir prestação de contas aos políticos? Exigir sim. Nós cidadãos, temos o dever/direito de exigir prestação de contas e de fiscalizar políticos e instituições, sem preconceito ou denuncismo. Mas o que fazer com as contas? Então, surgem as dúvidas e dúvidas atrozes. E, então, me pergunto: os eleitores saberiam o que fazer com as contas? Fariam o quê? Como? E  porquê? Teriam, por acaso, parâmetros para avaliar a prestação de contas por ventura apresentadas? As informações postadas nos Portais de Transparência das Contas Governamentais não atenderiam?  São dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

Teríamosaessas dúvidas respostas adequadas? Consultando antigas anotações e velhos alfarrábios em busca de respostas, a única que me ocorre é dizer: SIM. Sem dúvidas, SIM. Afinal, não existem problemas insolúveis, e daqui a alguns dias, o Povo vai voltar às urnas, e terá a chance de proporcional um raro exemplo de democracia e civilidade. A política tem solução.Nada é impossível de mudar, só depende de nós.
E estou me propondo, a partir de agora, apresentar uma ideia e sugestão extremamente simples: a implantação e consolidação de nova base de representação política assentada no que denomino de Democracia Direta e Plena, para que todos os poderes emanem do Povo e em seu nome seja exercido. Democracia direta e plena, onde o Povo não perca o seu voto depois do ato de votar, devolvendo o Poder Legislativo ao Povo, que é do Povo, para o Povo.
Afirmar que o eleitor não pede prestação de contas aos políticos não é novidade. Nenhuma novidade. O Povo nunca exigiu prestação de contas aos políticos, pelo menos no Brasil, não. A verdade é que o eleitor, depois de passada as eleições, deixa de se interessar pela política, deixa de se interessar pelos políticos. Não olha os políticos com os mesmos olhos de antes e nem mesmo se preocupa com os rumos da política e da economia nacional, portanto, não teria olhos nem ouvidos para as contas públicas da Nação, Estados e Municípios. Em verdade, o eleitor, depois de cada eleição, sofre uma espécie de apagão político, socioeconômicos, informativo e cultural.
No campo da responsabilidade, o eleitor brasileiro não deixa de ser o grande responsável pelo quadro político que repudia e que taxa como corruptor e corrupto. O eleitor se torna cúmplice dos políticos na violação dos seus próprios interesses, embora não se aproveite da corrupção praticada. O Eleitor, ao eleger pessoas sem os mínimos requisitos de ética e moralidade; sem examinar o seus antecedentes e sem atentar em prospectar as suas propostas e projetos pessoais e políticos futuros, permite que a degradação política se estabeleça ou permaneça presente e atuante. 
Penso que para compor o quadro de parlamentares no Congresso Nacional, Câmaras Legislativas, Assembleias Estaduais, Presidência da República e alguns outros cargos públicos de relevância, o povo só deveria escolher pessoas altamente competentes e comprometidas com o bem-estar social. Pessoas dotadas de engenho e arte do mais alto gabarito, gestores especializados e competentes. Escolher pessoas sem a observância de tais atributos, penso que seja muito difícil ou quase impossível levarema caboa nobre missão que lhe é atribuída, seja como homem público; seja como gestor da rés pública; seja como defensor legal da Democracia, e do Povo.
Repito: O povo, enquanto eleitor torna-secúmplice de todo o desatino político que condena, pois não faz e não aprende a fazer uso da consciência política no exercício do seu direito de votar. Não se preocupa com o voto e vota em qualquer um que lhe apareça à frente ou que lhe ofereça algum tipo de benefício. Parcela significativa do eleitorado acredita piamente em promessas vãs, e em muitíssimos casos, vota em candidatos que não conhece pessoalmente, ou que somente viu pela televisão. Basta o candidato aparecer na televisão para ser um homem bom, candidato honesto e trabalhador, ou seja, uma boa parcela do eleitorado vota pela televisão.
O eleitor é, em primeira e última instância, o ser responsável direto pelo DNA perfil humano dos políticos eleitos, pois vota por votar, vota sem consciência do valor e do poder do voto. Essa é una das razões pela qual não temos bons políticos, estadistas, políticos que conduzam a política com seriedade e levem a sério os afazeres políticos. Políticos que possam garantir o desenvolvimento e a representação de uma Democracia robusta, através da qual a sociedade brasileira, rumo ao bem-estar econômico e social, tenha as suas necessidades e os seus anseios atendidos, 
A conclusão pessoal a que chego, é no sentido de considerar como absolutamente correta a visão do Jornal e em concordar com a afirmação de que é perfeitamente normal pedir prestação de contas aos políticos. Não discordo do editor, e reafirmo que "os políticos precisam prestar contas ao Povo".  Deputados Federais e Senadores, Deputados Estaduais, Vereadores, Prefeitos, Governadores, Presidente da República, não são deuses; não estão acima das leis e do direito; e não se justifica que não tenham a obrigação de prestar contas ao Povo. Mas, precisamos avançar e evoluir. A sociedade precisa fazer a sua parte: fiscalizar e exigir prestação de contas aos políticos. 
Por que a necessidade de fiscalizar? - O nosso Povo, infeliz e desgraçadamente, não tem por hábito fiscalizar o trabalho que realizam os Parlamentares. O Poder Público ficou arcaico e se tornou um ambiente propício para a pratica da corrupção. O Congresso, o Senado, a Câmara Federal, as Câmaras Estaduais e as Câmaras Legislativas não tem mais ambiente moral e ético para promoverem a apuração das irregularidades de seus membros. Ademais, os parlamentares não podem e não devem ser os agentes fiscalizadores dos seus próprios atos legislativos. Assim, me parece e quero crer que as instituições políticas estão a mercê do desmando, e o povo, que o único penalizado, precisa fiscalizar para não ter que arcar sozinho com as contas públicas.
O eleito parlamentar, ao tomar posse no mandato, deixa de enxergar a realidade do seu círculo e cotidiano vivencial, e passa a imprimir ao significado político um caráter diferente de tudo aquilo que o Eleitor reclama –parece que perde a visão política da sociedade e da realidade – embora seja da sua responsabilidade e da sua função, procurar entender a realidade e, entendendo-a, alterá-la para o bem de todos.
Por outro lado, ou são frouxas ou não existem regras estabelecidas para manter a ordem e a moralidade (a Lei Anticorrupção - Lei nº 12.845/2013, vigente desde 29/01/2014 - ainda não foi regulamentada pelo Congresso), a gastança desordenada com o dinheiro público é nas três esferas dos Poderes da República, os Tribunais de Contas estão abarrotados de processo e o ato de fiscalizar se mostra ineficazes e, ainda, faltam ações e políticas públicas capazes de garantir o funcionamento harmonioso da máquina estatal e de manter a ordem moral e ética nos ditames da legalidade pública.
A minha grande satisfação é saber que nem todos os políticos são corruptos e omissos com a pátria, e que nem todo eleitor é covarde e relapso. Mas precisamos velar pela moralidade, pela ética, pela transparência nas contas públicas e Governamentais, e, particularmente, fiscalizar os políticos. Para que o Brasil se transforme numa nação desenvolvida econômica e socialmente justa, precisamos de políticos e de eleitores de alto nível, em todos os sentidos possíveis e imagináveis. 
A minha grande satisfação é saber que, em pelo menos 30 cidades brasileirasa cada ano fica roubar dinheiro público. É que os moradores desses municípios se uniram e formaram um verdadeiro exército de caça-corruptos. Os alvos: prefeitos, vereadores e servidores públicos que tiram proveito do cargo em benefício próprio. As armas: leis, mobilização e transparência. Pela Constituição Federal, todo cidadão tem o direito de saber onde e como está sendo gasto seu dinheiro. 
É um desafio para a sociedade acompanhar o trabalho dos políticos, Mas precisamos avançar e temos muito que avançar. Precisamos fiscalizar, precisamos exigir dos eleitos, o compromisso de trabalhar em prol da sociedade como um todo. O compromisso do Político e Político com P maiúsculo, é com o ser humano, é com a sociedade, é com o Eleitor. É o que penso.
Postagem: www.unidosporbrasilia.com.br - 04/06/2014 LGR

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas