sábado, maio 27, 2017

Sob o império do medo vigora a lei do silêncio

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Analisando o pedido de Reconsideração - PRESTAÇÃO ANUAL DE CONTAS Processo TCM nº 02140e16,- estou começando a descobrir e entender o motivo dos prefeitos de Jeremoabo exporem-se a todas consequências, inclusive desrespeitando  a Constituição, a Justiça e a todos cidadãos jeremoabenses, para não efetuarem o competente concurso público em benefício da admissão de todos naquele órgão.

Mas antes quero frisar que desde o tempo em que "tista de deda" foi prefeito', antes mesmo de Spencer,  firmou com o Ministério Público Estadual, diversos  Termos de Ajuste de Conduta concernente a contratação de pessoal sem concurso público, e nenhum foi cumprido ou respeitado.

Para que o leitor entenda melhor transcreverei apenas dois itens do relatório do TCM, para demonstrar a covardia, a irresponsabilidade e perversidade que gestores municipais em Jeremoabo praticam contra servidores e o próprio povo.

Primeiro item.
 Observem o que falou o TCM-BA.
Nesse ponto, o ilustre Cons. Paolo Marconi concordou inteiramente com o Ministério Público, para o qual: “Esta Procuradoria de Contas partilha do entendimento de que o percentual a ser observado pelos Municípios, em relação à despesa com pessoal, é o de 54% da Receita Corrente Líquida, em estrita observância do art. 20, III, alínea “b”, da Lei de Responsabilidade Fiscal. No caso em tela, o recurso não apresentou nenhum argumento ou documento capaz de reduzir o total de gastos com pessoal”.

Examinada a despesa total com pessoal, observa-se que a Prefeitura encerrou o exercício de 2015 com aplicação nos 3 quadrimestres desse exercício os percentuais de 60,57%, 60,70% e 58,80% da Receita Corrente Líquida. ( desconsidera o estabelecido no art. 20 da Lei Complementar nº 101/00).

Conforme grifado acima,  os senhores poderão observar que a prefeita, além de desrespeitar a Constituição em não realizar concurso público, ainda extrapolou o percentual determinado por Lei para ser gasto com pessoal.
Traduzindo, gastou mais do que devia e podia.

Segundo ítem.
Aqui senhores leitores, desculpem-me a termo vulgar, mas aqui está toda esculhambação.

A ex-secretária de Administração juntamente com o Procurador Municipal, em conluio com a ex-prefeita, usaram  do cargo que ocupava e ainda ocupa, para de forma ilícita,  em proveito próprio usufruírem do mesmo, causando supostos prejuízos ao erário público.
Observem o que relatou a IRCE órgão do TCM em Paulo Afonso, responsável pela fiscalização da Prefeitura Municipal de Jeremoabo: 

Sobre a realização de despesas inadequadas com a finalidade pública, o MPEC opinou nos seguintes termos: “[...] a IRCE indica que houve despesa “referente ao pagamento de matrícula no curso de pós graduação em direito de estado” da Secretária de Administração, “assim como pagamento de diária conforme pp. 2384, no valor de R$1.000,00, à cidade de AracajuSE, para participar dos módulos de pós-graduação”, situação idêntica teria se dado com o procurador jurídico do Município, Alexandro Oliveira Cardoso – o que seria detectável ainda nos pp nº 1638, 2185 e 2216. Embora faltem maiores informações a respeito, a despesa parece inadequada às finalidades públicas e aos princípios da Administração, devendo ser realizada auditoria pelo corpo técnico do TCM/BA em relação a estes gastos, com vistas à verificação de prejuízo ao erário e futura possível imputação de débito.”2 (grifos adicionados) .

Diante de todas essas irregularidades e malversação com o dinheiro público, chegamos a conclusão que os gestores municipais de Jeremoabo, fogem de concurso público como o cão foge da cruz, para impor o medo aos servidores não concursados, que podem ser demitidos de acordo com a vontade do "ditador prefeito".

Pergunto aos senhores: é justo um motorista de ambulância, ônibus, um atendente de enfermagem ou lá o que seja, se expor em ambiente insalubre,  viajar dia e noite e quando recebe é uma dia que muito mal permite se hospedar e alimentar condignamente, quando os protegidos dos donos da prefeitura de forma ilegal, em viagem particular recebem diárias de R$ 1.000,00 (mil reais).
Se não fosse o medo, e se os servidores da prefeitura fossem desonestos, todos com nível superior concluído, mesmo contrariando os bons costumes e as leis do país, ingressariam com requerimento reivindicando diárias e reembolso de matrícula para comparecem a curso de pós graduação mesmo sendo  alheios ao interesse da administração municipal.
Acorde povo de Jeremoabo, vocês estão sendo enganados e seu dinheiro jogado fora através do lamaçal da corrupção e improbidade.


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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