terça-feira, março 13, 2012

Todo cuidado com a Amazônia é pouco: ONU vai criar organismo mundial para o meio ambiente, com poderes punitivos

Carlos Newton



Estadão ataca piso dos professores


A farra dos cargos comissionados



TRF da 1ª região - Aposentado aprovado em concurso consegue desaposentação. (Clique aqui)



Entrevista

Ontem, na Folha de S.Paulo, o respeitado professor Modesto Carvalhosa foi entrevistado. Veja como foi. (Clique aqui)



Pegaram o crucifixo para Cristo

Jurista de escol, Ovídio Rocha Barros Sandoval critica duramente a decisão do Conselho Superior da Magistratura do RS de retirar os crucifixos dos prédios da Justiça gaúcha. O ilustre advogado relembra outras baldadas tentativas semelhantes e assevera que o que chamamos de "Estado laico não é sinônimo de Estado ateu ou agnóstico, mas sim de um Estado que adota a liberdade de todas as crenças religiosas e garante sua prática, como também respeita, como não poderia deixar de respeitar, os valores cristãos que deram base à formação da Nação brasileira". (Clique aqui)



A considerável oposição a Dilma

Carlos Chagas


Derrota de Dilma lembra a de Jânio quando indicou Ermírio de Moraes

Pedro do Coutto


Derrota de Dilma lembra a de Jânio quando indicou Ermírio de Moraes

Pedro do Coutto



Demóstenes Torres, sua casa caiu, ”moralista”! ”O sistema político brasileiro é uma lástima.”

Por Wemerson Oliveira dos Santos,

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) conversaram por telefone 298 vezes entre fevereiro e agosto de 2011,como mostram as transcrições feitas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo. O empresário da jogatina e o senador trocaram, em média,1,4 ligação por dia no período. Falavam-se diariamente, até mais de uma vez por dia. Ao Correio, Demóstenes deu uma justificativa de cunho sentimental para a proximidade ao empresário — ou “professor”, conforme expressão usada pelo parlamentar para se referir ao contraventor: “A mulher do meu suplente (Wilder Pedro de Morais) o deixou e passou a viver com Cachoeira. Eu e minha mulher tivemos de resolver esse problema. Por isso houve tantas ligações e encontros”. Demóstenes ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos, com fogão e geladeira, avaliada em US$ 27 mil (R$ 46,7 mil, pela cotação do dólar de sexta-feira). A constatação do presente aparece numa fala de Cachoeira, dizendo ao senador que enviaria a cozinha. “Minha mulher é advogada e boa cozinheira. Nos casamos em 13 de julho do ano passado, e a mulher de Cachoeira nos prometeu um bom presente”, justifica o senador. O prefeito de Águas Lindas foi agraciado com uma viagem a Las Vegas, nos Estados Unidos, conforme as transcrições feitas pela PF. Geraldo Messias confirmou ao Correio que fez a viagem, em maio de 2011, com a mulher, e disse que o hotel foi pago pelo bicheiro. “Ele não pagou a viagem, mas deu para nós a estadia. O hotel é de uma pessoa ligada a ele.” A matéria completa você lê na edição impressa do Correio Braziliense deste domingo (4/2).




Geisy Arruda na SPFW (Alexandre Rezende - 19.jan.12/Folhapress)

indenização

Justiça manda Uniban pagar R$ 40 mil a Geisy Arruda


Mais um deputado anuncia fim de contrato ligado a neto de Sarney


Advogado usa rede social para combinar apresentação de cliente



Juizado amplia atrasados desde pedido de revisão no posto do INSS

Com decisão da última instância dos juizados, mais segurados devem conseguir aumentar a bolada paga nos atrasados

Duvidas do IR 2012


Disputa entre oposição e governistas trava Ficha Limpa na BA


Corregedor quer dados de contratos com neto de Sarney



Senadores multiplicaram cargos comissionados


Decisão judicial beneficia também aprovados em Reda

Candidatos que participaram de seleções temporárias conquistam direito de contratação




Psol pede investigação sobre relação de Cachoeira com deputados

Ideli propõe rodízio de líderes para conter rebelião


Classe média não terá como comprar imóvel em área nobre

O mercado imobiliário vem passando por grandes transformações em consequência do alto preço dos terrenos e a manutenção de restrições para o adensamento das grandes cidades. Pressionadas pelo aumento dos custos e pelas maiores exigências da legislação, as construtoras tiveram de optar por dois caminhos nos últimos anos: ou construir imóveis grandes em cidades ou bairros mais periféricos ou optar pelo lançamento de pequenos apartamentos nas regiões mais nobres das metrópoles. Confira mais detalhes na Coluna BN Imóveis.



Nos jornais: senadores multiplicam cargos e despesas em mais 150%

O lado obscuro da Lei Ficha Limpa

Jornais: senadores empregam fantasmas e parlamentares cassados


Jader Barbalho chegou a renunciar para não ser cassado, mas o prazo de inelegibilidade já se extinguiu - José Cruz/ABr

Dez casos de políticos que escapam da ficha limpa

Alguns até foram condenados pela Justiça, mas não se enquadram nos critérios de inelegibilidades definidos pela lei


Caso Rogério Andrade: Para Gaban, reprovação de pedido de cassação é ‘esdrúxula’

por Evilásio Júnior

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Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias



Médico líder de quadrilha acusada de fraudar vestibulares é preso na Bahia



Conselheiro de Comissão de Ética da Presidência pede investigação contra Pimentel

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Ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel


Falha em sistema impede emissão de CNH em todo o país

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PT e PMDB: amigos, muuuuuuuy amigos

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Dilma vai à guerra contra caciques do PMDB e aposta na divisão do partido ao substituir Romero Jucá (à dir.) por Eduardo Braga na liderança do governo à revelia de Renan Calheiros

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Julgamento do mensalão, já!

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Ministro do STF, Gilmar Mendes, diz que mensalão precisa ser julgado ainda neste semestre; "No próximo semestre já temos a aposentadoria do ministro Peluzo e depois do ministro Britto", disse o ministro

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Sai o baiano, entra o gaúcho

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Demitido por Dilma Rousseff, ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence (PT-BA), deixa o cargo amanhã e deseja 'sucesso' ao novo, Pepe Vargas (PT-RS)

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CNJ abre investigação de desvios de funções em tribunais

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Corregedora Eliana Calmon quer saber quantos e quem são os servidores que estão "emprestados" ao Executivo e ao Legislativo e se transferências prejudicam o andamento da justiça



Vinte anos sem a Dulce dos pobres

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No dia 13 de março de 1992 morreu Irmã Dulce; ela foi beatifica em maio de 2011; processo de canonização continua



DEM nacional quer apoio de Imbassahy a ACM Neto para se aliar a Serra em São Paulo

por David Mendes

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Presidente estadual do DEM diz que acerto será feito na Bahia |Foto: Max Haack



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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