sexta-feira, março 09, 2012

Após denúncia do Correio Braziliense, Receita Federal vai investigar sonegação dos senadores

Carlos Newton


Otto responde comentário de Samuel Celestino

O vice-governador Otto Alencar, que comanda o PSD na Bahia, não consegue perceber, perfeitamente, a crítica jornalística em suas diversas formas. Daí porque não conseguiu assimilar o comentário publicado na edição desta quinta-feira (8) do jornal A Tarde, pelo jornalista Samuel Celeestino, e encaminhou uma resposta ao texto. Que não seja por isso. Na sua íntegra, o que encaminha segue publicado. Como pede. Clique aqui para ler.



Estão chutando o nosso traseiro

Carlos Chagas



Nunca houve uma voracidade política como a do PMDB

Pedro do Coutto



A novela chega aos capítulos finais: Ricardo Teixeira se afasta da CBF por 'problemas de saúde'

Carlos Newton




Bombeiros-heróis, que salvaram milhares de vidas, podem perder o emprego (e os salários).



Caminhoneiros ameaçam fazer novos protestos em outras cidades do Brasil



Dilma recorre a Temer para pacificar base e retomar diálogo com o PMDB



Ignácio de Loyola Brandão

Não levo meus netos para ver esse futebol

Ignácio de Loyola Brandão

Eduardo Maluf

Gustavo Kuerten imortalizado

Eduardo Maluf



Em caso de separação, casa de programa federal será da mulher



STF absolve deputado acusado de uso indevido de recursos públicos









qualificação gratuita

Prefeitura oferece 60 vagas

Fotos do dia

Graciella Carvalho pode virar panicat Mulheres protestam no Dia Internacional da Mulher na região da praça da Sé, no centro Sinaleira de guindaste na obra do Fielzão posa para foto na arquibancada leste
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Aposentadoria por invalidez sai mais fácil nos juizados

Juízes avaliam renda, escolaridade, e idade para dar o benefício mesmo se o segurado tem incapacidade parcial




General é acusado de trocar lente por novo contrato

Em conversa gravada, gerente do Centro Brasileiro de Visão diz que lente foi um presente para o general Enzo Peri - Antonio Cruz/ABr

Segundo a denúncia, que chegou a parar no Ministério Público, o comandante do Exército, Enzo Peri, ganhou de presente caras lentes de contato de R$ 3 mil de uma empresa que presta serviços à Força

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Com média de três processos por município, Alagoas ganha força-tarefa para julgar casos de improbidade

Carlos Madeiro

Do UOL, em Maceió

Conhecido pelos escândalos políticos, o Estado de Alagoas terá um força-tarefa para analisar ações de improbidade administrativa que tramitam no judiciário envolvendo gestores públicos. Segundo o TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas), existem 343 processos em trâmite, o que dá uma média superior a três processos para cada um dos 102 municípios alagoanos.

Para analisar os casos, foi criado um grupo composto por cinco juízes que vão atuar como auxiliares nos processos que tramitam nas Varas da Fazenda Pública da capital e nas Varas do interior. Os nomes do magistrados escolhidos foram publicados em portaria no Diário Oficial da Justiça desta quinta-feira (8), que oficializou a criação da força-tarefa. Os magistrados contam com a ajuda de técnicos fazendários da Receita Federal e da Secretaria da Fazenda.

“É um número gigantesco de processos. Se pudéssemos somar os recursos desviados que estão nessa ações, chegaríamos a uma cifra astronômica, que tiraria Alagoas da pobreza em que está”, afirmou o coordenador em Alagoas do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), advogado Adriano Argolo.

Somente as duas maiores ações que tramitam na Justiça acusam gestores e empresas por desvios na ordem de R$ 500 milhões. A primeira é referente à Operação Taturana, desencadeada pela Polícia Federal, em 2007, que investigou ex e atuais deputados em um esquema de desvio da Assembleia Legislativa na ordem de R$ 300 milhões. Já a denúncia do MP (Ministério Público Estadual) contra a chamada “máfia do lixo” acusa o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), e mais 15 pessoas, por um suposto esquema fraudulento de R$ 200 milhões, desviados dos recursos da coleta do lixo urbano da capital alagoana.

No último domingo, o UOL
revelou que as duas empresas acusadas de participação no suposto esquema em Maceió, e que ainda sequer foram citadas no processo enviado à Justiça em novembro de 2010, venceram a licitação e vão coletar o lixo nos próximos cinco anos em Maceió. Para isso, vão receber R$ 493 milhões.

“Ficamos de mãos atadas, pois não posso impedir [a contratação]. Legalmente, nem rés no processo essas empresas são ainda. Isso é grave e é o malefício que a impunidade causa. Se houvesse o julgamento e fossem absolvidas, ninguém estaria falando nada. Mas esse estado de dúvida é ainda pior. Se elas fossem condenadas, como pedimos, não estariam sendo recontratadas”, disse o promotor Marcus Rômulo, autor da ação de improbidade administrativa.

A atuação do grupo

Os juízes escolhidos pelo TJ-AL foram selecionados pela atuação na área fazendária e por serem responsáveis por varas com poucos processos pendentes. Assim, a ideia é que os magistrados se dediquem às causas que envolvam desvio de recursos. Para isso, eles terão sala própria.

Segundo o presidente do tribunal, Sebastião Costa Filho, a criação o grupo foi recomendado pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Eliana Calmon, que teria criticado a demora na apreciação de ações contra gestores. Ele explica que a falta de técnicos que analisem contas públicas é um dos calos do judiciário local, que terá agora apoio de instituições fazendárias. “Escolhemos magistrados com larga experiência em processos administrativos e que vão contribuir para o julgamento célere destas ações. Eles também terão apoio de especialistas de órgãos como a Receita Federal e Secretaria da Fazenda, por exemplo, para melhor embasar suas decisões”, disse.

Costa Filho explicou que, apesar do colegiado para analisar as causas, a decisão dos processos respeitará a lei da magistratura e será assinada pelo juiz titular da vara onde tramita. “No futuro, a depender do resultado desse trabalho, poderemos estudar ter uma vara especial para os casos de improbidade”, afirmou.

Decisão elogiada

A criação da força-tarefa foi elogiada pelas entidades representativas e que lutam contra a corrupção em Alagoas. Para o presidente da OAB-AL (Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas), Omar Coelho de Melo, o grupo vem em boa hora, já que as regras eleitorais passam por mudanças com a aprovação da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional e validada, no mês passado, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).


“A situação dos processos em Alagoas, de um modo geral, é de lentidão. A gente vê com muita satisfação a vontade do tribunal em fazer com que os processos andem. São as decisões que vão gerar o ficha limpa. É uma contribuição inestimável que o judiciário local dá, fazendo com que os processos andem, para saber afinal quem é 'ficha limpa'. Hoje, como vamos saber se os processos não são julgados?”, questionou.

O coordenador do MCCE em Alagoas também elogiou a iniciativa, mas fez uma ressalva no que se refere à Lei da Ficha Limpa. “Esperamos que surja efeito prático desse grupo, que é louvável. Você ter um um grupo de juízes trabalhando em diversos processos é melhor que uma vara. Mas é importante o TJ-AL julgar as causas, já em segunda instância, que também se acumulam. As decisões em primeira instância não são alcançadas pela Lei da Ficha Limpa. Por isso é importante o TJ-AL agilizar os seus processos”, afirmou Adriano Argolo.




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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