domingo, março 25, 2012

JEREMOABO E SEU MANDATÁRIO...


De quatro em quatro anos no período eleitoral se fala em mudanças.

Então pergunto: mudar como? Se não existe oposição!

Um dos exemplos é a inegibilidade do “tista de deda”, que hoje se encontra inelegível, porém amanhã poderá conseguir uma liminar, e como da vez anterior ser candidato ” amparado pela lei”...

Caso houvesse uma oposição atuante em Jeremoabo, durante esses quatros anos, os representantes do povo deveriam está cobrando dos tribunais as liminares pendentes de julgamentos, que até o presente momento sustentaram o mandato “tista de deda”.

Sem oposição não existe democracia. A quem se deve em Jeremoabo este comportamento político, que vai na contramão da democracia?

Jeremoabo se abstêm de uma cultura política que através do debate poderia encontrar o amadurecimento das decisões, a falta de conhecimento dos assuntos públicos por parte de vereadores empobrecem a sua participação, herdaram uma cultura de submissão que obedecem sem entender ou por imposição; motivo pelo qual o silêncio, a incompetência política e a falta de combatividade, estão levando à petrificação o mandatário “tista de deda” a perpetuar-se no poder e implantar um autoritarismo que desconhece e sufoca a democracia.

Atualmente o problema maior parece ser a falta de conhecimento dos vereadores nos assuntos discutidos que os levam a ter um comportamento “partidário” fechado, sem importar-se com o bem da sociedade.

“Isto leva- os a cometerem muitos erros na gestão pública, a se omitir nos órgãos legislativos, e a se dedicar a “legislar sobre bobagens”, a manter-se dentro das panelinhas e grupos de aduladores, e o pior de tudo, a formar “quadrilhas” especializadas em tirar todo o proveito pessoal e grupal do erário público. (Temos um dos exemplos: a denuncia de Messias o leão) Esse comportamento autoritário e impositivo está comprometendo todos os espaços de participação que pretendem construir políticas públicas como são as conferências e os conselhos.”

A CÂMARA MUNICIPAL, É FRÁGIL E DE FACHADA, NÃO APRESENTA PROJETOS, NÃO DEFENDE BANDEIRAS, PARECENDO ESTÁ MAIS PREOCUPADA EM MANTER SUAS CABEÇAS SOBRE O PESCOÇO, DO QUE DEFENDER, FISCALIZAR, ATUAR COMO ¨PEDRA NO SAPATO¨ DO GOVERNO, a exemplo estão as contas do (des)governo a ser apreciada ainda neste ano legislativo onde repletas de dolos serão aprovadas pela maioria,(deveriam por uma questão de coerência e dignidade, usar os mesmos métodos e algazarras aplicados na rejeição das contas do gestor anterior) e o povo que “se foda” . Em meio a este triste panorama, não temos o contra discurso, que existe em qualquer democracia. Ao contrário, a omissão e a falta de rumo caracterizam os representantes do povo.

Cabe às organizações populares mudar o cenário público, este autoritarismo, começando pela democratização das mesmas organizações sociais, aprendendo a debater os assuntos públicos, deixando de lado o comportamento de “obediência” e submissão ao capitão mor da capitania hereditária de Jeremoabo, pois “quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

A Justiça já está tentando fazer a parte dela eliminando esses sanguessugas corruptos e os políticos profissionais, agora dependem do povo através do voto, COMO UMA ARMA DE DEFESA, COMO UMA PODEROSA GUILHOTINA QUE CERTAMENTE VAI CORTAR O PESCOÇO DOS QUE SE MOSTRAREM MAL INTENCIONADOS, INÚTEIS, INCOMPETENTES E CORRUPTOS. A DEMOCRACIA TEM O PODER DE NOS LEVAR AO MOMENTO EM QUE O ELEITOR SE FARÁ REPRESENTAR APENAS POR CIDADÃOS PREPARADOS PARA EXERCER O PODER, COM ÉTICA, HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA.

Não querendo ser do contra ou mesmo salvador da pátria, todavia continuo concordando que: “contra fatos não há argumentos”, basta efetuar um levantamentos nos sites dos Tribunais, para encontrar a triste realidade dos humilhantes números de ex-gestores e legisladores em débito com a Justiça por praticarem atos não condizentes com a moralidade da coisa pública.

Encerro perguntando: o que é de se esperar de um prefeito, no caso ‘”tista de deda”,com mais de 100(cem) processos de corrupção na Justiça Estadual e mais alguns na Justiça Federal, orientado por um Procurador CORRUPTO?


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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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