SÃO PAULO - O processo criminal aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os 40 acusados no escândalo do mensalão envolve 5 dos 12 partidos que compõem a base de sustentação do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados. A denúncia enquadra membros do PT, PMDB, PP, PR e PTB.
O partido do presidente Lula é o que tem o maior número de acusados no processo. Figuram entre os réus os deputados José Genoino (SP), João Paulo Cunha (SP) e Paulo Rocha (PA); os ex-deputados João Magno (MG) e Professor Luizinho (SP) e o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu.
Além de outras figuras importantes da legenda, como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira. Com base nas eleições de 2006, o envolvimento dos principais partidos da base com o processo pode afetar a imagem do governo e o andamento do Congresso.
Nas urnas, há quatro anos, a resposta foi clara. Dos 513 integrantes da Câmara dos Deputados, 48,7% perderam seu mandato. No caso dos envolvidos com o mensalão, o resultado foi o mesmo. Dos 14 deputados denunciados pela Procuradoria-Geral da República, pelo desvio de R$ 55 milhões do governo entre 2003 e 2004, só 5 foram reeleitos e têm mandatos hoje.
No PT, Genoino, João Paulo e Paulo Rocha; Pedro Henry no PP-MT e Valdemar Costa Neto no PR-SP. O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), disse acreditar que o recebimento da denúncia por parte do STF não interferirá no andamento do Congresso.
"O partido acabou prejudicado pela vinculação com o escândalo, mas não há problemas maiores envolvendo sua atuação na Câmara", ressalta. "Há outras figuras importantes do Congresso que respondem a ações e nem por isso deixaram de atuar."
O líder do PP na Câmara, Mário Negromonte (BA), faz coro. "A investigação de parlamentares não compromete os trabalhos da Casa, esta é uma nova legislatura e os parlamentares que aqui estão conquistaram nas urnas o mandato, com o apoio do povo", afirmou.
Segundo ele, a participação do PP na base de apoio ao governo está ancorada em questões programáticas. Para Castro, o maior prejuízo para a legenda com o escândalo do mensalão "foi verificado nas urnas". "Sentimos uma queda acentuada nas votações parlamentares após esses escândalos."
Segundo ele, apesar do caso do mensalão ser a "pauta do dia", o escândalo das sanguessugas - de fraudes em compras de ambulâncias com verba de emendas parlamentares - teve maior impacto. "Talvez porque envolvia ambulâncias, mexeu mais com a população."
Fonte: Tribuna da Imprensa
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