
Deputado solicitou medidas cautelares para preservar provas
Bela Megale
O Globo
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as aeronaves vinculadas a Daniel Vorcaro e ao advogado e empresário Willer Tomaz sejam alvos de uma operação de busca e apreensão. Na peça, o parlamentar argumenta que é preciso preservar provas para esclarecer o uso desses jatos por Flávio Bolsonaro, que é amigo de Willer Tomaz.
O requerimento cita o Legacy 650, aeronave usada pelo senador para voltar de uma viagem aos Estados Unidos com sua família em 2025. O mesmo jatinho foi usado meses depois pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa.
MEDIDAS CAUTELARES – Lindbergh pediu a apreensão de diários de bordo, listas de passageiros, registros de voos e dados dos sistemas embarcados recentes da aeronave. Além disso, solicitou medidas cautelares para preservar provas, incluindo apreensão e indisponibilidade das aeronaves e consultas à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Polícia Federal e órgãos aeroportuários.
A petição diz que a estrutura logística e patrimonial ligada a Willer Tomaz atua como um “hub financeiro” que serviu, de forma reiterada, a parlamentares investigados, com registros de voos, uso de imóveis e movimentações financeiras suspeitas.
Como informaram O Globo e a revista “piauí”, Flávio, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas do casal voaram em janeiro de 2025 da Flórida, nos Estados Unidos, a Brasília no jato pertencente a Daniel Vorcaro que meses depois, em agosto, foi usado pelo ministro Moraes e sua esposa.
DONOS COTISTAS – A aeronave tinha entre os donos cotistas a Prime You, empresa operadora do jato e da qual Vorcaro era um dos sócios, e o advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio que aparece como investigado no escândalo do INSS e também estava no voo.
Willer Tomaz reconheceu que o voo foi integralmente custeado por ele e que Flávio e sua família viajaram gratuitamente como seus convidados. A investigação também encontrou uma reserva anterior na mesma aeronave envolvendo o senador e sua família. Flávio disse afirmou que a informação que ele tinha era que o avião pertencia a Willer.