A MEMÓRIA COMO RESISTÊNCIA: Por Que o Bairro Romão Não Pode Esquecer o Passado para Valorizar o Presente
Por José Montalvão
Um povo que não conhece ou que esquece a sua própria história corre o sério risco de repetir os erros do passado. No Bairro Romão (Senhor do Bonfim), em Jeremoabo, os moradores possuem um dever moral e cidadão: transmitir para as futuras gerações a memória do sofrimento, do abandono e do profundo desrespeito a que foram submetidos durante a gestão municipal anterior.
Por anos, as famílias do Romão foram condenadas a conviver com a poeira sufocante no verão, a lama intransitável no inverno e buracos que destruíam veículos e impediam o ir e vir dos moradores. Para piorar o cenário de descaso, a saúde do bairro era negligenciada: faltavam medicamentos básicos nas prateleiras e o atendimento médico era escasso. O Bairro Romão foi isolado e punido pelo simples e nefasto motivo da politicagem — uma prática arcaica em que a gestão pública perseguia bairros inteiros em razão de disputas partidárias.
A Transformação em Fatos: O Reencontro com a Dignidade
A história começou a mudar quando o compromisso administrativo substituiu o abandono. Em recente reunião com amigos e vizinhos do Senhor do Bonfim, o prefeito Tista de Deda e a ex-prefeita Anabel sintetizaram com precisão a importância do resgate histórico:
"A gente sabe o quanto avançou quando lembra de onde partiu. (...) Aqui, onde antes convivíamos com lama e poeira, hoje temos acesso pavimentado até o centro. E Jeremoabo vive essa transformação em muitos lugares, com obras e ações que chegam através do trabalho e de parcerias com os governos estadual e federal."
A pavimentação que hoje conecta o Bairro Romão diretamente ao centro da cidade vai muito além do asfalto ou do paralelepípedo: representa a integração social e a valorização imobiliária de cada residência do bairro. Trata-se da chegada do direito de ir e vir com dignidade, sem sujar os pés de lama para ir ao trabalho ou à escola.
A Diferença Entre Perseguição e Gestão Republicana
O contraste entre o passado e o presente escancara duas formas opostas de encarar a administração pública:
A Gestão da Perseguição (Passado): Trata o orçamento público como propriedade privada, punindo comunidades e bairros inteiros que não rezam pela sua cartilha política;
A Gestão Republicana (Presente): Entende que o imposto pago pelo cidadão deve retornar em obras e serviços para toda a cidade, independentemente de preferências partidárias, unindo forças com o Governo do Estado e o Governo Federal para atrair investimentos.
Conclusão: Lembrar para Proteger o Futuro de Jeremoabo
Relembrar as péssimas condições em que o Bairro Romão se encontrava não é cultivar ressentimentos, mas sim exercer a cidadania consciente. Os jovens do Romão precisam saber que o acesso pavimentado, o posto de saúde abastecido e o respeito à comunidade não caíram do céu, mas foram frutos de trabalho, cobrança e escolha política correta.
Jeremoabo não pode andar para trás. O progresso do Bairro Romão é a prova viva de que, quando o poder público trabalha com seriedade, a transformação chega na porta de quem mais precisa!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Registrando a memória das nossas comunidades, fiscalizando as ações do poder público e celebrando as conquistas de Jeremoabo!