sábado, maio 31, 2025

Prefeito ou Fiscal de Trânsito? A Inversão de Papéis que Prejudica Jeremoabo

 



A Lamentável Rotina do Prefeito: Entre a Gestão e a Fiscalização de Bairros e Ruas.

É realmente lamentável e preocupante quando um prefeito, eleito para planejar e executar políticas públicas estratégicas, precisa desviar sua atenção de assuntos cruciais e vitais para o município, apenas para assumir funções que deveriam ser responsabilidade direta de secretarias municipais e da Guarda Civil Municipal. O recente episódio em que o prefeito Tista de Deda teve que ir pessoalmente à Rua Duque de Caxias fiscalizar o desrespeito às rampas de acesso para cadeirantes é um retrato claro de uma engrenagem administrativa que está fora de sintonia.

Não é aceitável que o chefe do Executivo tenha que abandonar compromissos prioritários – como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico – para resolver problemas que deveriam ser prontamente solucionados por servidores e secretários responsáveis. A atuação ineficaz de certos setores da administração pública empurra para o prefeito a responsabilidade de apagar incêndios, enquanto as estruturas que deveriam agir permanecem inertes.

A população, frustrada com a omissão de quem deveria agir, termina por culpar quem está mais visível: o prefeito. Mas é preciso fazer uma análise mais justa. A responsabilidade de colocar Jeremoabo no caminho certo não pode – e não deve – recair apenas sobre os ombros do gestor municipal. Ela deve ser compartilhada com todos aqueles que compõem a administração e com a própria sociedade civil.

Vivemos um momento em que muitos preferem os holofotes das redes sociais à verdadeira labuta diária que é administrar uma cidade. Tem gente que se dedica mais a fazer vídeos, se autopromover, aparecer com frases de efeito e críticas vazias, do que a colaborar, com lealdade e competência, para o bom funcionamento da máquina pública. Essa politicagem feita à sombra do prefeito não constrói, apenas atrasa e desmotiva.

É fácil apontar erros. Difícil é agir com responsabilidade, comprometimento e ética. O que Jeremoabo precisa não é de bajuladores nem de influenciadores de ocasião, mas de colaboradores dedicados e técnicos comprometidos com os resultados. O povo merece uma cidade organizada, acessível, inclusiva – e isso só será possível se cada um fizer sua parte.

A Guarda Municipal precisa ser ativa e presente. As secretarias devem fiscalizar, cobrar e garantir o cumprimento das leis. O prefeito deve estar livre para liderar e executar o planejamento de médio e longo prazo. E a sociedade precisa amadurecer sua forma de cobrar, contribuindo mais e criticando com fundamento, sempre que necessário, mas com responsabilidade.

A construção de uma Jeremoabo melhor é um dever coletivo. Não se trata de vaidade ou disputa de ego. Trata-se de respeito, de serviço público, e de compromisso com o povo.

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