sábado, maio 31, 2025

Em livro, ex-interventor do DF relata tensão com militares no dia 8/1

 Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Ricardo Cappelli narra memórias em 'O 8 de Janeiro que o Brasil Não Viu'31 de maio de 2025 | 08:22

Em livro, ex-interventor do DF relata tensão com militares no dia 8/1

brasil

Em livro que está lançando, Ricardo Cappelli, nomeado pelo presidente Lula interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal durante os ataques de 8 de janeiro de 2023, relata tensões com comandantes militares vividas naquele dia.

Na obra “O 8 de Janeiro que o Brasil Não Viu”, que tem cerca de 200 páginas e será lançada pela editora História Real, o político formado em jornalismo narra, por exemplo, o momento em que as tropas da Polícia Militar, então sob seu comando, e a Polícia do Exército ficaram cara a cara.

Ele escreve que sua tarefa era retirar e prender os 1.200 manifestantes que ainda estavam na Esplanada dos Ministérios naquela noite e desmontar o acampamento em frente ao QG do Exército, “em uma tensão sem limites do começo ao fim”, diz.

Durante a ação, Cappelli relata discussões e incômodos, por exemplo, com o general Júlio César de Arruda, ex-comandante do Exército; o general Gustavo Henrique Dutra, então chefe do Comando Militar do Planalto; e o coronel Jorge Eduardo Naime, do Departamento de Operações da PMDF.

“O senhor ia entrar aqui com tropas sem a minha autorização?”, teria dito o general Arruda em um dos momentos mais críticos. Ao longo do livro, ele repete críticas ao que considera uma falta de disposição dos militares e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em acabar com as manifestações golpistas.

Também conta como foi parar fortuitamente na cadeira de interventor. O então recém-empossado ministro da Justiça Flávio Dino, hoje no STF, falava com Lula ao telefone quando olhou da janela e viu Cappelli dar ordens a homens da Força Nacional para evitar uma invasão do prédio. “É ele”, teria dito.

Cappelli acabara de ser empossado secretário-executivo da pasta, como homem de confiança de Dino, de quem também foi secretário no Maranhão.

Desde que deixou o cargo, em janeiro de 2024, ele preside a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e se apresenta como pré-candidato ao governo do DF no ano que vem pelo PSB.

Júlia Barbon, Folhapress

Em destaque

PF indicia suplente de Davi Alcolumbre após investigação sobre fraudes milionárias no Dnit

Publicado em 22 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Breno foi flagrado deixando agência de banco Patrik ...

Mais visitadas