quarta-feira, novembro 05, 2014

Vence a voz dos decentes, e TSE autoriza auditoria, mas há quem prefira chamar o procedimento de “rosa”. Site do tribunal confirma: é “auditoria”. Ou: GOLPISTA UMA OVA!

Milhares pedem nas ruas decência, não golpe (Foto: Gabriela Biló/Etadão)
Milhares pedem nas ruas decência, não golpe (Foto: Gabriela Biló/Estadão)


DILMA SE REÚNE COM LULA PARA LOTEAR MINISTÉRIOS


Via Agência Estado - Dilma faz da Granja do Torto centro para negociação de cargos do governo. A presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta terça-feira com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Granja do Torto, em Brasília, para montar o quebra cabeça de seu novo Ministério. Com dificuldade para definir o sucessor de Guido Mantega na Fazenda, Dilma pode ser obrigada a adiar a escolha para quando voltar da viagem a Brisbane, na Austrália,...




.Lula e Aécio rompem amizade de 29 anos. Conheceram-se na hoje famigerada fazenda em Cláudio (MG) http://bit.ly/1tH8CM6




PT critica pedido de impeachment e convoca militância ‘às armas’

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Almiro Sena é afastado da promotoria por 60 dias pelo conselho do MP-BA

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Conselho de Ética define pré-lista de relatores de processos contra petistas baianos
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Edição Digital


Partido Republicano conquista maioria no Senado dos EUA

Doleiro confirma que deu R$ 1 mi a Gleisi Hoffman

RICARDO BRANDT E FAUSTO MACEDO






TSE rejeita auditoria, mas libera papéis ao PSDB

BEATRIZ BULLA
Por decisão unânime, Corte rejeita pedido do partido por entender que não há indício de fraude na votação


UM ENIGMA PARA DILMA


CARLOS CHAGAS - A presidente Dilma Rousseff defronta-se com um mistério dentro de um enigma, e não se trata de saber como dar início à reforma política, nem como recuperar a economia ou, muito menos, fazer chover nas regiões assoladas pela seca. Sequer onde buscar seu novo ministro da Fazenda. O mais importante para a chefe do governo é encontrar mecanismos para impedir a eleição de Eduardo Cunha presidente da Câmara, no biênio 2015-16....

Governo dá aval para reajuste da gasolina

Arquivo/ Gazeta do Povo / De olho no preço: a blogueira Hami Waltrick já começou a monitorar sites e produtos para a Black Friday

Sites e aplicativos ajudam a achar descontos na Black Friday

-MEGAESCÂNDALO DO ‘PETROLÃO’ COLOCARÁ O PESCOÇO DE MUITAS AUTORIDADES DA REPÚBLICA A PRÊMIO

DANIEL MAZOLA - Primeiro criaram uma bizarra petição no dia 28 de outubro, que conclamou a Casa Branca a se posicionar contra o Foro de São Paulo, e o que chamaram de “expansão do comunismo bolivariano promovido pelo governo Dilma Rousseff”. O pedido de apoio para convencer Barack Obama a tomar uma providência já superou 133 mil assinaturas. Agora surgiu uma nova petição no site da Casa Branca que está cobrando investigação nos...



TRAIÇÃO


Por MIRANDA SÁ - Via Mídia Democrática -  “Os desconfiados desafiam a traição” (Voltaire) Sempre o dicionário! Na minha infância costumava-se chamar o dicionário de “pai dos burros”, uma lição de que me aproveito até hoje: Fui ao Aurelão para ver o vocábulo “Traição”, e lá encontrei – Traição (do latim traditione, entrega): Ato ou efeito de trair; Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa. Psicanalistas...





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Gaspari rebate Gilmar: Brasil não é uma Venezuela

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Aécio mira na economia e no apoio a Cunha contra PT

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Por unanimidade, TSE atende a pedido do PSDB e libera acesso aos arquivos eletrônicos referentes à totalização dos votos da eleição. Mas nega pedido para criar comissão independente de auditoria

O plenário do TSE, com o presidente, ministro Dias Toffoli, no centro: sim ao acesso aos dados, não à comissão de auditoria (Foto: Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE)
O plenário do TSE, com o presidente, ministro Dias Toffoli, no centro: sim ao acesso aos dados, não à comissão de auditoria (Foto: Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE)

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Só na diretoria de Paulo Roberto Costa o PT e o PP embolsaram R$ 1,5 bilhão

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PEDRO COSTA

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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