terça-feira, abril 10, 2012

Faz sucesso na internet a campanha ‘não reeleja ninguém, troque um ladrão por um cidadão’.

Carlos Newton


Lungaretti responde à mulher do Ustra

"...são inuteis seus esforços para tapar o sol com a peneira, dona Joseita. O veredicto da História sobre Ustra já é definitivo e foi sucintamente expresso pelo ex-ministro da Justiça José Carlos Dias numa frase antológica: 'emporcalhou com o sangue de suas vítimas a farda que devera honrar'..."

Leia os Documentos Cachoeira que inundaram GO e DEMostenes.


A imprensa enfim descobre o que todos já sabiam: a corrupção na Saúde do Rio de Janeiro.


Quebra de sigilo no BB pode virar caso de polícia

Quebra de sigilo no BB pode virar caso de polícia

Executivo Allan Toledo (dir.), ex-vice-presidente do BB que teve seus dados bancários violados no auge da guerra interna, entrou com representação criminal no MP; já há até o nome do funcionário que pediu seus dados e o de sua mãe adotiva; Aldemir Bendine (esq.), presidente do BB, ainda não se pronunciou

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Boas de copo

Boas de copo

Soteropolitanas se destacam como as mulheres que mais consomem bebida alcoólica no País; homens de Salvador também ajudam e ocupam segundo lugar no ranking de pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde


Físico norte-americano prevê o fim dos computadores e do câncer

Michio Kaku, em palestra na Campus Party 2012

Michio Kaku, em palestra na Campus Party 2012



Gilson Caroni Filho
Demóstenes e o ”duplipensar” da grande imprensa
As delicadas relações do senador goiano com o bicheiro Carlinhos Cachoeira - e a possibilidade de que o governador tucano Marconi Perillo venha a ser o próximo alvo- pôs em operação o "duplipensar" orwelliano que, desde a posse de Lula, está incorporado aos manuais de redação



Sêneca, Demóstenes e a ética na política
Em "A Origem do Cristianismo", Karl Kautsky se refere ao período de decadência do Império Romando, quando a atividade política teria cessado. Nessa época, segundo ele, era moda pronunciar discursos edificantes e fabricar máximas morais. O fim da política e o privilégio das prédicas morais levavam, inevitavelmente, a uma evidente contradição: muitos dos pregadores eram flagrados em desvios graves, morais, semelhantes àqueles que condenavam. O artigo é de Emiliano José.


Justiça aumenta a pressão sobre o INSS para pagar revisões de auxílios

Juizados garantem reajuste mais rápido para segurado que teve benefício por incapacidade concedido de 1999 a 2009

Ninguém aguenta mais. Não param de surgir denúncias envolvendo Cachoeira.

Carlos Newton


João pai e João filho

João pai e João filho

Senador João Durval (PDT) sai em defesa da administração do filho, o prefeito de Salvador, João Henrique (PP), e põe culpa na ex-nora, a deputada Maria Luiza (PSD). Só faltou chamá-la de megera, em entrevista publicada na edição desta segunda no jornal Tribuna da Bahia

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Poder

Senadores querem CPI para caso Cachoeira

Senadores querem CPI para caso Cachoeira

Comissão de Inquérito, cuja abertura foi pedida na Câmara, pode incluir senadores; líder do PT, Walter Pìnheiro (à esq.) disse que CPI é o único meio de os parlamentares terem acesso a indícios sobre relações entre Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira

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Novo cerco ao Brasil

Mauro Santayana



O capitalismo esclerosado
Durante recente visita ao Brasil, David Harvey afirmou que os fluxos que mantém o capitalismo em funcionamento estão sendo bloqueados e isso pode levar o sistema para uma situação doentia. A questão da esclerose pode ser visualizada em vários aspectos da vida econômica do planeta. E também dos seus habitantes. Começando pela discussão recente de “tsunami de dólares” que os países ricos estão fazendo pelo mundo afora. O artigo é de Najar Tubino.

Dilma reclamou e Obama não gostou

Dilma reclamou e Obama não gostou

Presidente americano não demonstrou muita empolgação com a visita da colega brasileira, que expressou, mais uma vez, preocupações acerca da política monetária expansionista dos países ricos; Merkel também não tinha gostado das cobranças

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Líderes indicam Antônio Carlos Valadares para presidir conselho de ética

O vice-presidente do Conselho de Ética do Senado, o senador Jayme Campos (DEM-MT) anunciou o convite ao também parlamentar Antônio Carlos Valadares (PSB-ES) para presidir o conselho que vai decidir se abre o processo contra Demóstenes Torres. Apesar do cargo pertencer ao PMDB, nenhum peemedebista aceitou a presidência do conselho. Valadares foi escolhido por ser o mais idoso entre os membros do colegiado. "Não se chegou a um nome consensual, então vamos convidar o senador mais velho. O senador Valadares aceitou, não tem dificuldades para presidir o Conselho de Ética", afirmou Campos. De acordo com a Folha, apesar da confirmação, o integrante do PSB disse não estar ciente da decisão. "Acho que isso é provisório. Não era o PMDB que ia indicar? Eu ainda não estou sabendo de nada", afirmou.


Se Demóstenes relatasse Demóstenes

Carlos Chagas


Lídice e Alice, uma dobradinha para a Prefeitura?

por Samuel Celestino

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Veja as fotos do incêndio ao galpão da insinuante


Canudos: Professores cruzam os braços por tempo indeterminado

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Foto: Canudos Net


PSD pode ficar sem horário para propaganda eleitoral

por Samuel Celestino


Decisão do TSE embaralha disputa municipal

Salários no TSE vão variar entre R$ 4 mil, para nível médio, e R$ 6 mil, para nível superior - Carlos Humberto/TSE

Partidos estimam que 28 mil candidatos podem ficar de fora das eleições deste ano como consequência da decisão de tornar inelegíveis candidatos com contas de campanha reprovadas. José Maranhão, ex-governador da Paraíba, é o mais recente atingido pela decisão

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Em carta, presidente da Fifa confirma presença no Senado

Produção brasileira de pneus caiu vertiginosamente

BC silencia sobre denúncia contra o Safra


Jornais: decisão sobre jogos de Cachoeira se arrasta no STF

Caso Banco Safra: processo parado por falta de dinheiro

Nos jornais: um em três ministros recebe auxílio-moradia

Safra diz que ex-funcionária agora é “inimiga”

Finalmente, uma lei para punir os corruptores


Demóstenes aposta no STF para esfriar caso e evitar cassação


Conselho de Ética do Senado abre processo contra Demóstenes

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Decisão foi anunciada por Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)


Demóstenes aposta no STF para esfriar caso e evitar cassação



Gilmar quer prioridade para o mensalão no STF

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Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes diz que seria ruim para a imagem do STF não julgar o caso e sugeriu inclusive a suspensão da pauta para que o processo - que tem 38 réus - seja julgado ainda este semestre, por causa das eleições municipais e devido à saída de dois ministros até o fim do ano

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Caminhos fechados para Demóstenes

Caminhos fechados para Demóstenes

Presidente do Conselho de Ética da Casa, Antonio Carlos Valadares julgou procedente a abertura das investigações sobre o envolvimento do senador Demóstenes Torres com o esquema de jogos comandado por Carlinhos Cachoeira

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Divulgação

antigas e atuais

Veja
foto das
novas panicats reunidas
na Band


Meningite faz mais duas vítimas

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De acordo com a Sesab, já foram registrados 12 óbitos pela doença no estado em 2012

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Mundo

Mitt Romney será o adversário de Obama

Mitt Romney será o adversário de Obama

O ex-senador republicano Rick Santorum (à dir.) acaba de anunciar a suspensão de sua campanha à presidência dos Estados Unidos, deixando o caminho livre para Romney

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E agora, Nilo ? - 1

por Samuel Celestino

Inspirado na “Operação Detalhes”, que surpreendeu os deputados estaduais baianos e, ainda, a própria Assembleia que assistiu a tudo em silêncio, na noite deste domingo o “Fantástico” deu sequência à sua campanha contra a corrupção no País. Exibiu a sem-vergonhice de assembleias que esbanjam o dinheiro público e deputados que chegam a receber 18 salários por ano, como no Maranhão de Sarney, e gratificações generosas. Com os “fantasmas” desprezando os corredores da Assembleia Legislativa da Bahia para melhor vadiarem e com o salário que recebem dividido com parlamentares, conforme denúncia, resta saber o que o deputado Marcelo Nilo, presidente do Poder, vai propor aos seus pares para estancar a desmoralização do poder que comanda.

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Terça, 10 de Abril de 2012 - 09:05

E agora, Nilo? - 2

por Samuel Celestino

Com a “Operação Detalhes” da Polícia Federal na semana passada, ficou-se sabendo por que razão a AL-Ba passou maus momentos no final do ano passado correndo a cuia junto ao governador Jaques Wagner para conseguir reforço orçamentário e não fechar no vermelho, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou a Assembleia acaba com a prática de os deputados (o que não é coisa nova) nomearem “fantasmas” e ainda deles cobrarem a partilha do salário, ou a imagem do poder vai para o brejo. O deputado Roberto Carlos, alvo da “Operação”, deu a conhecer que divide, sim, o dinheiro dos nomeados e que todos, ou quase todos os parlamentares procedem de igual maneira. Depois, revelou que seu gabinete é pequeno para abrigar os seus 22 assessores. Justificou porque os funcionários “trabalharem” fora: nas suas bases eleitorais. Assim, o que ele contrata são cabos eleitorais. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, explicou o número de salários pagos por ano a cada deputado. Recebem 15 salários. Justificou com um estranho “a Assembleia segue o modelo de Brasília”. De resto, a Câmara dos Deputados publica a relação (com nomes) de todos os assessores dos parlamentares em seu site. Por que aqui a AL não segue também o parâmetro?

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Terça, 10 de Abril de 2012 - 09:00

Nova diplomacia? - 1

por Samuel Celestino

A presidente Dilma Rousseff está em Washington para a sua primeira visita oficial, retribuindo a que o presidente Barack Obama fez ao Brasil em março do ano passado. Há expectativa em torno dos protocolos a serem firmados. Sem o carisma de Lula em política exterior, Dilma deve revelar uma nova forma de relacionamento entre os dois países, provavelmente mais prática e direta do que a lengalenga (que normalmente não leva a nada) que, até aqui, marcou as viagens de mandatários brasileiros aos Estados Unidos. A América Latina para eles está e sempre esteve em segundo plano. Talvez o Brasil possa estrear uma nova forma de diplomacia.

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Terça, 10 de Abril de 2012 - 08:55

Nova diplomacia? - 2

por Samuel Celestino

A importância da viagem está ancorada nesta expectativa. A pergunta que paira no ar é se a diplomacia brasileira apresentará, ou não, uma nova faceta, mais pragmática, para fechar contratos bilaterais. É necessário que assim seja para dar continuidade ao processo de crescimento brasileiro. Os resultados do ano passado não foram bons. Os deste ano estão indo no mesmo caminho: com o setor industrial agonizando e as exportações apoiadas basicamente nos negócios de commodities com países que pagam com moeda fraca. Enfim, como já estão a dizer, perder no setor industrial e ficar no comércio das commodities é quase um retorno aos anos 50 do século passado. De novo, só o mercado interno brasileiro em expansão. Mas isso é uma extravagância que não se deve levar em conta.





Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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