sexta-feira, abril 27, 2012

Espero que o prefeito Pedrinho conserte esta aberração!!!





Espero que o prefeito Pedrinho de João Ferreira e seus auxiliares tomem conhecimento que o controle do solo da cidade é dever da prefeitura, e consequentemente corrijam a aberração praticada em frete a uma residência particular localizada em plena Praça da Matriz. Procedendo assim ,fica a demonstração de incompetência e falta de preparo para gerir a coisa pública. permitir a implantação de ponto de moto taxi, tomando parcialmente a visão de um bem particular e prejudicando a privacidade e uma completa falta falta de etica e grande prova de incompetencia.

Não é de hoje que denunciamos a total falta de responsabilidade dos órgãos municipais que deveriam fiscalizar e pôr ordem no trânsito da cidade. O fato ocorrido é apenas uma “gota de água” no mundo de irregularidades que acontece nas ruas de Jeremoabo.

A Prefeitura que tem por obrigação organizar e fiscalizar essa atividade na cidade, nunca tratou o assunto com a devida seriedade.

Reiteramos informando que a organização e prestação de serviços públicos de interesse local, diretamente ou sob regime de concessão, permissão ou autorização, incluído o transporte coletivo de passageiros, que tem caráter essencial é de responsabilidade da Prefeitura.

Portanto prefeito Pedrinho, não estou te pedindo nada, porem, apenas como cidadão-eleitor-contribuinte, exigindo que você cumpra sua obrigacão como gestor municipal .

Já que por ironia do destino você assumiu o comando do (des)governo municipal, cumpra o que determina a Lei Órgânica dos Municípios e demais lesgislações pertinentes ao caso, pois a única autoridade que poderá determinar onde deve ser implantado qualquer ponto de moto taxi, é o chefe do Munícipio, e nenhum outro particular, pois caso contrário acanalha.

Diz um ditado popular que: "malandro demais se atrapalha", você conseguiu morder o "tista de deda"e assoprar, e como dizem: "matou e foi chorar na sentinela, só que um dia a sorte falha.

Aliás até hoje não consegui decifrar quem mudou, se você ou ele.



Jeremoabo das contradições...

Enquanto o gestor municipal de Jeremoabo decreta estado de emergência ou mesmo calamidade pública devido a seca, ao mesmo tempo contrata conjuntos para festas juninas no valor de R$ 682.000,00, que coerência é esta?



CT N. 501/12. INEXIGIBILIDADE N. 005/12. Objeto: Prestação de serviços artísticos para realização de show´s musicais, no período de 17 a 24 de junho de 2012, das bandas: FORRÓ DOS PLAYS, ZEZINHO DA EMA (duas apresentações), AVIÕES DO FORRÓ, AMOR A 2 (duas apresentações), NINO COUTINHO, BANDA VÍRUS DO AMOR, MANO VALTER, BABY SOM, TAIRONE CIGANO, MARCELO SILVA E FORRÓ BEIJO COLADO, CARLINHOS DO FORRÓ (duas apresentações), FERREIRINHA & ROSANA, FORRÓ BAGAÇO, FORRÓ PÉ DE SERRA (duas apresentações), BANDA 10 ADONES e BANDA ASA BRANCA DO FORRO. Empresa Contratada: TEMPO PRODUÇÕES E PROMOÇÕES ARTÍSTICAS E PUBLICIDADE LTDA. Valor Global: R$ 682.000,00 (seiscentos e oitenta e dois mil reais). Vigência: 19/03/12 a 31/12/12. Jamison Abel Lima Chaves, Pregoeiro Oficial. DOM de Jeremoabo, dia 18 de abril 2012. (Diário Oficial do Município)


TCM pede cautela em gastos com festejos nas cidades afetadas pela seca

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Festas como São João e micaretas estão na mira do órgão 

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RELATÓRIO DE UMA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DOS GESTORES DO MUNICÍPIO DE JEREMOABO. (QUEM VIVER VERÁ A CONCRETIZAÇÃO FINAL DA PRAGA OU MALDIÇÃO DOS CAPUCHINHOS).
Leia abaixo:

Regional

Paulo Afonso (BA) - 27/04/2012

Descaso de ex-prefeitos abriu espaço para forasteiro em Santa Brígida

Luiz Brito DRT/BA 3913
Foto Divulgação
Breno Málta e Célio Vilar
Breno Málta e Célio Vilar

Distante 46 quilômetros de Paulo Afonso a população de Santa Brígida estimada em pouco mais de 16 mil habitantes, vive uma espécie de realidade folclórica. Enquanto Paulo Afonso evolui em termo de desenvolvimento social e econômico, o vizinho município cresce pra baixo como rabo de cavalo.

Brincadeira ou folclore, o fato é que a aquela cidade ungida pela fé dos fiéis em Madrinha Dodô e Pedro Batista, a cada dia esta mais parecida com a maioria das cidadezinhas nordestinas, comumente envolvidas em denúncias de corrupção, escândalos políticos e, claro, incompetência administrativa dos respectivos prefeitos.

O resultado não poderia ser outro: a cidade parece parada no tempo. Atualmente é administrada pelo setentrião Eugênio Souza que herdou o cargo, na condição de vice-prefeito, após a renuncia do prefeito Francisco Teles, alegando descontentamento com a vida publica.

A população não poupa críticas aos ex-gestores que se revelaram incompetentes. "Eles destruíram nossa cidade", acusam.

Foi a partir daí que o alagoano Breno Malta, respaldado pelo prestigio político da família, todos detentores de cargos públicos na terra dos marechais, descobriu via terrestre o caminho mais fácil para se auto denominar o salvador da pátria do povo santabrigidense se lançando candidato a prefeito. Com prestigio, dinheiro e jovialidade, o "menino das Alagoas" Breno Malta por enquanto dispara com vários corpos de frente na corrida sucessória em Santa Brígida em relação aos seus dois oponentes Gordo de Raimundo e Antonio França. Um terceiro nome vindo das bases do atual em prefeito Eugênio Souza, deve ser anunciado na próxima semana, apoiado pelo deputado federal Mário Negromonte (PP). Por enquanto a pergunta que não quer calar é: Quanta custa Santa Brigida?


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Ex-diretor da Delta e outros três lobistas foram transferidos para a penitenciária de Brasília nesta sexta-feira; todos foram presos essa semana durante a Operação Saint-Michel; denúncia acusa a quadrilha de tentar fraudar licitação para bilhetagem de ônibus na capital federal

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O esquema montado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para tentar controlar o sistema de bilhetagem eletrônica do Departamento de Transportes Urbanos do Distrito Federal (DFTrans) envolveu negociações de propinas no valor de R$ 300 mil a servidores e reuniões com o secretário de Estado de Transportes. Charge por Sponholz exclusivo para o Humor Político

por Lane para o Humor Político



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MPF e CGU na Bahia reforçam parceria no combate à corrupção

Procuradores da República e auditores da CGU-R/BA reuniram-se para traçar estratégias de atuação conjunta, visando agilizar a troca de informações e acelerar investigações no combate à improbidade e ao desvio de verbas públicas.

MPF e CGU na Bahia reforçam parceria no combate à corrupção

Procurador-chefe do MPF/BA busca estreitar relação com a CGU

Definir estratégias para agilizar o intercâmbio de informações e aprimorar as investigações de combate à corrupção em âmbito federal. Este foi o foco da reunião realizada na tarde da última sexta-feira, 19 de abril, na sede da CGU em Salvador, entre procuradores da República que atuam nas áreas de patrimônio público e criminal do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) e o chefe e coordenadores da Controladoria Regional da União no Estado da Bahia (CGU-R/BA).

A reunião foi aberta pelo chefe da CGU na Bahia, Antônio Veiga Argollo Neto, que apresentou algumas sugestões para aprimorar o atendimento às demandas oriundas do MPF e tratou da criação do Núcleo de Ações Especiais – NAE, formado por servidores exclusivamente voltados para viabilizar atuações conjuntas com órgãos e instituições parceiras. Atualmente, a CGU-R/BA é responsável por fiscalizar o repasse de recursos federais para os 417 municípios baianos e para o governo estadual, além de auditar cerca de 40 órgãos federais com sede no estado.

Em seguida, o procurador-chefe do MPF/BA, Wilson Rocha de Almeida Neto, após breve exposição sobre o panorama estadual, manifestou-se pela necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de investigação e de estreitar as relações interinstitucionais, de modo, inclusive, a viabilizar um intercâmbio de informações mais célere e menos burocratizado para o combate à corrupção. Falou, ainda, sobre a importância do atual processo de modernização tecnológica das atividades da CGU e do MPF e da promoção de cursos de orientação mútua para os servidores de ambas as instituições. Por fim, reportou-se aos resultados positivos que a atuação interinstitucional tem proporcionado no estado.

Márcio Sampaio, coordenador do Núcleo de Ações Especiais da CGU-R/BA, realizou apresentação sobre as principais atividades do órgão, com destaque para o controle interno, que compreende a auditoria e a fiscalização. As atribuições do Núcleo guardam estreita relação com as investigações conduzidas pelo MPF, que analisa os relatórios emitidos durante as fiscalizações dos gestores públicos na apuração de casos de improbidade administrativa, desvio e mau uso de verbas federais e corrupção em geral.


Finalizando a reunião, a procuradora Melina Flores enalteceu a parceria existente entre a CGU e o MPF, marcada pela confiança, que possibilita a obtenção de elementos de responsabilização de agentes públicos que desrespeitam as regras inerentes à Administração Pública para fins de subsidiar ações de improbidade e ações penais que buscam a aplicação de sanções pertinentes como forma de combater a corrupção.
Ao longo da reunião, os participantes discutiram a melhor forma de encaminhar e responder demandas, visando a economia de recursos materiais e de pessoal e a agilidade no andamento das investigações. Ao fim da atividade, as estratégias definidas para aprimorar a interação entre o MPF e a CGU foram consolidadas em ata.


Ata reúne estratégias discutidas

Integrantes do MPF e CGU reunidos para
aprimorar o combate à corrupção

Além dos chefes de cada órgão, participaram do encontro, pelo MPF/BA os procuradores da República Melina Flores – representante da área de patrimônio público do MPF/BA -, Danilo Pinheiro Dias, Gabriela Barbosa Peixoto, Fernando Túlio da Silva, Fernando Zelada, Flávia Galvão Arruti, Mário Alves Medeiros, Ovídio Augusto Amoedo e Samir Cabus Nachef Júnior. Pela CGU-R/BA participaram o chefe substituto Antônio Ed Souza Santana, Alício Cardoso Reis, Antônio Lázaro Soares Amparo, Fernando Jorge Scavuzzi de Souza, Márcio Augusto Andrade Sampaio, Rafael Cabral Figueiredo, Ronaldo Machado de Oliveira e Romualdo Anselmo Dos Santos.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal na Bahia
Tel.: (71) 3617-2474/ 2295/2299/ 2200
E-mail: ascom@prba.mpf.gov.br
www.twitter.com/mpf_ba






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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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