Com sua postura republicana, marca que implantou desde que assumiu o governo da Bahia, Jaques Wagner vem tocando o processo sucessório. Ele procurou exorcizar pesadelos do passado, abriu espaço para dialogar com as mais diversas correntes políticas e pretendia formar uma chapa que contemplasse esse leque, símbolo dos novos tempos na política baiana. Mas sua visão mais arejada da cena política não conseguiu contagiar a todos no seu partido e algumas resistências enfrentadas o levaram a postergar a decisão sobre a formação da chapa ou chapão como chegou a ser denominada. O tempo acabou empurrando o senador César Borges em direção à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, sacramentando a aliança PR-PMDB, mas quem esteve ontem com o governador Jaques Wagner e esperava vê-lo abatido ou preocupado com os novos rumos da sucessão estadual acabou se surpreendendo. Um interlocutor privilegiado foi quem deu a melhor definição para o estado de ânimo do governador: ele se sentiu aliviado e mais disposto para ir à luta. Fiel a seus princípios, Wagner sonhava realmente com um grande guarda-chuva onde pudesse ter representantes de várias tendências e segmentos, e lutou até o fim por isso. Mas ao mesmo tempo não queria contrariar antigos e leais companheiros, que se sentiam pouco à vontade com os rumos que o governador dava à sua reeleição. Unanimemente, todos aceitaram o ex-governador Otto Alencar, até pela postura de independência que sempre teve em relação ao carlismo e por não ter seu nome maculado com perseguição a estudantes ou invasão do Campus da Ufba, como foi com o também ex-governador César Borges. Assim, a decisão de César de se bandear para a coligação peemedebista acabou deixando Wagner mais aliviado para tocar a composição de sua chapa, unindo ideologia, compromisso histórico e político entre seus aliados. Os nomes deverão ser anunciados em breve, mas ontem ele já esboçava indicadores de que caminhava para uma composição harmoniosa e forte em termos eleitorais. A militância sempre foi uma arma determinante nas grandes conquistas do PT e das forças de esquerda no país. Mas para esse pleito ela parecia adormecida, por conta de um quadro que soava como meio confuso para muitos. Mas a saída de Cesar Borges da chapa abriu espaço para que um grito de guerra ecoasse nos vários segmentos do partido e seus aliados para conduzir a dupla Wagner- Dilma a uma grande vitória ainda no primeiro turno Ontem, em várias rodas onde a política era o tema, a saída de Cesar foi até comemorada, dando lugar a uma determinação grande de o PT e seus verdadeiros aliados botarem o bloco nas ruas nessas eleições. Reuniões devem começar a acontecer a partir de agora para definir as estratégias a serem seguidas, mas o foco é um só: liquidar esse jogo logo no primeiro turno. Aqui e em Brasília. Fonte: Tribuna da BahiaMilitância do PT ganha motivação
terça-feira, abril 13, 2010
Decisão do PR foi alívio para Wagner
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