quarta-feira, julho 27, 2022

Candidato a deputado estadual pelo PTB, Queiroz faltou à convenção de Bolsonaro

Publicado em 26 de julho de 2022 por Tribuna da Internet

Ministério Público 'tem um cometa para enfiar na gente', afirma Queiroz em  novo áudio - Congresso em Foco

Queiroz esperou um telefonema, mas não foi convidado

Bruna Lima
Metrópoles

Ex-assessor e faz-tudo de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz não foi à convenção do PL, neste domingo (24/7), para evitar comentários na imprensa que desviassem a atenção do evento que confirmou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição.

Candidato a deputado estadual pelo PTB, Queiroz convocou apoiadores para se reunirem em frente ao Maracanãzinho, local onde ocorreu a convenção. Mas, enquanto isso, o ex-assessor estava em uma agenda na Zona Oeste do Rio de Janeiro, não compareceu ao evento festivo.

UM FAZ-TUDO – Fabrício José Carlos de Queiroz, é ex-policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, o filho 01 do presidente da República. Amigo do clã Bolsonaro desde 1980, o ex-policial também foi motorista e segurança da família. Além dele, sua mulher Márcia Oliveira de Aguiar e as duas filhas de Fabrício já trabalharam para Flávio Bolsonaro;

Após ser acusado de suposto envolvimento em esquema de rachadinha quando ainda assessorava o filho mais velho de Bolsonaro, Queiroz foi afastado do convívio da família do presidente

A investigação realizada dentro do gabinete de Flávio Bolsonaro teve início no fim de 2018, quando a Polícia Federal apurava casos de corrupção dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Relatórios apontaram movimentações suspeitas de parlamentares e servidores da Casa legislativa. Um deles era Queiroz.

MUITOS DEPÓSITOS – O Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu, por meio de quebra de sigilo, que Fabrício movimentou milhões em depósitos feitos por assessores empregados no gabinete do filho mais velho do presidente. Com isso, Queiroz e Flávio passaram a ser suspeitos de organizar um esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual.

As investigações apontaram ainda repasse no valor de R$ 88 mil do ex-policial em cheques para a primeira-dama Michele Bolsonaro. À época o presidente afirmou que foi pagamento de um empréstimo.

Fabrício e a esposa chegaram a ser presos preventivamente após mandado de prisão e de busca e apreensão, mas tiveram a prisão revogada pelo STJ em 2021.

É CANDIDATÍSSIMO – Recentemente, surgiram informações de que Queiroz estaria interessado em se candidatar para as eleições de 2022. Ele, inclusive, afirmou ter recebido convites de filiação de quatro partidos Reprodução/ Redes sociais

A pessoas próximas a ele, Queiroz se queixou de que não poderia subir no palco com o presidente na convenção, mas reconheceu que sua presença poderia causar certo mal-estar. Segundo ele, a família Bolsonaro não fez nenhum movimento contra ou a favor de sua participação.

Nem seria necessário, aliás. Os Bolsonaro já deixaram claro que não concordam com sua candidatura, embora não planejem fazer nada para impedi-la.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma maldade o tratamento que hoje dão ao Queiroz, que tanto fez pela família, inclusive enturmando-a com os milicianos, além de operar o esquema das rachadinhas, que alavancou com dinheiro vivo os negócios imobiliários que levam a marca Bolsonaro. (C.N.)


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