sexta-feira, junho 30, 2017

São João em Jeremoabo, a última coisa que restava de boa este ano tentaram acabar...




Comentário deste Blog - Abaixo estou transcrevendo o disse o povo nas redes sociais:
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Não nos foi possível fazer a costumeira e agradável saudação de UM BOM DIA para as minhas amigas e meu amigos, pela manhã, é que, tivemos que viajar para Jeremoabo para os festejos de São João, que, coincidentemente, corresponde também, à data natalícia da querida Regina. A viagem enfrentou contratempos com um engarrafamento daqueles e enervante, fazendo com que, um percurso até Simões Filho que costuma ser de 25 minutos fosse realizado em quase duas horas. O resto da viagem via a estrada que passa por Dias D'Avila / Mata de SãoJoão / Pojuca / Catu/ Alagoinhas / Inhambupe / Olindina / Nova Soure / Cipó / Ribeira do Pombal / Cícero Dantas / Antas e por fim Jeremoabo estava, numa movimentação deveras grande e perigosa, exigindo a quem está no volante, como foi o nosso caso, uma atenção desdobrada, daí nos exigir paradas estratégicas para poder descontrair e também experimentar algumas iguarias imperdíveis próprias da ocasião. A nossa viagem que normalmente fazemos em 5 a 6 horas, no dia de hoje, prudentemente, foi realizada com cuidado desdobrado em 9 horas. Em vez do BOM DIA, queremos desejar uma BOA NOITE para todos vocês amigas e amigos que tanto consideramos e respeitamos, com um apelo, para que todos aqueles que irão se deslocar para o interior e que necessitem viajar por via terrestre no comando dos seus carros ou mesmo com motoristas, que adotem uma atenção bem maior, que tenham paciência e que pisem devagar no acelerador. Lembrem que: "Seguro morreu de velho e desconfiado tá vivo"! UM FELIZ E GOSTOSO SÃO JOÃO PARA TODOS VOCÊS!

Que o Sao Joao nao deve ser desfigurado. É uma festividade patrimonio do nordeste brasileiro. BOA TARDE PREZADOS AMIGOS E AMIGAS ! "Quando um nao quer, dois nao brigam"!

Ando preocupado com o processo em andamento que desfigura completamente a beleza e o sentido da festa do verdadeiro São João. Em Jeremoabo por exemplo, o casamento matuto era uma atração das melbores com as carroças enfeitadas, os forrozeiros tocando e alegrando com as músicas tradicionais eo povo todo acompanhando no ritmo frnético dos verdeiros xotes e baiáo. Era tudo bonito de se ver. Esse ano foi uma grande decepção. No lugar das carrocas enfeitadas um grande trio eletrico paredoes e nada de trios do nordeste, nada de baião nem se lembrava de Luiz Gonzaga nem do que era forró. O tempo todo um som estridente e alucinado e tome-lhe pancadao. O que seria o festejado e animado casamento matuto virou na verdade, um casamento fajuto. Nada contra esses movimentos tão ao gosto dos novos tempos, mas, por favor, não deixemos matar o nosso tradicional São João

Iniciei transcrevendo as palavras de quem entende de festejos juninos, meu amigo TON(
Ewerton Almeida), que se descolocou de Salvador juntamente com seus familiares para participarem do fiasco que foi a desfiguração do São João de Jeremoabo.

Dando continuidade transcrevemos a opinião dos moradores de Jeremoabo.


Comentários
Marta Varjão calma queridinho hahahhhaahah iruuuuuuuuul
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17 h
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Guilherme Silveira Nem posso pedir calma pra você que ainda por cima foi excluída do quadro.... Mais um compromisso rompido pelo gestor INTERINO...


ELEIÇÕES COMPLEMENTARES... Que venha logo pois o povo não aguenta mais tantas mentiras!

Estamos aqui de braços abertos minha amiga... Chega pra cá que o coração é grande e GUILHERME É 2020!
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16 h
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16 h
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Gildalmo Ribeiro Jeremoabo está igual a cantiga da pirua: é de pior a pior!!
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17 h
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Ricardo Barbarisi meu a anos que o S. joão não é o mesmo que já foi... a tradição acabou faz tempo!
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17 h
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Guilherme Silveira Uma pena meu amigo... A culpa é dos gestores que gastam os recursos públicos como se estivessem organizando uma FESTA PESSOAL E PRIVADA.......Ver mais
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16 h
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Ricardo Barbarisi é uma pena, apesar de eu não curtir, é bom para cidade, para o comercio, hotéis os próprios barraqueiros, restaurantes que lucravam com o aumento do turismo, hoje acho que nem vale mais a pena ser barraqueiro ou investir em algo!
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12 hEditado
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Josy Souza Vdd a tradição acabou faz tempo...
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17 h
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Josy Souza E a belíssima entrada dos festejos juninas que não teve ...
Nem parecia que estavam os indo a festa tradicional de São João, parecia mais um estacionamento😂
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17 hEditado
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Ana Queliane Falou tudo Josy Souza 👏👏👏👏
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16 h
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Guilherme Silveira Mulher... Pensei que somente eu tinha observado isso... Registrei inclusive o fluxo de veículos e paredões em plena atividade no ÚNICO PALCO da festa...
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16 h
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Lucimario Carvalho Não existiu São João! A nossa tradição morreu .... Aliás já vinha morto e esse ano faleceu fatalmente.
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17 hEditado
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Joao Carlos Santiago E a noite todo mundo lá, pensa que eu não vi.kkkkk
👏👏👏
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16 h
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Gomes Barros Kkkkk
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16 h
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Joao Carlos Santiago To mentindo?
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Dynho Silva Muito interessante! Só agora que vinheram se dar conta que o nossa querida tradição junina se foi, desde uma gestão anterior quando destruíram uma praça inteira para comportar um público para banda Calypso!
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16 hEditado
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Joao Carlos Santiago Muito bem meu amigo.
Isso quase ninguém lembra.
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Joao Carlos Santiago 👏👏👏👏👏
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Dynho Silva Concordo parcialmente com vc Guilherme, algumas coisas precisam ser revista.
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16 h
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Guilherme Silveira E muito... Não tens ideia de como o país está carente de uma maioria de homens e mulheres honestos e de honra!
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16 h
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Gilmar Nolasco Quem entrara no poder e sera honesto que a tire a primeira pedra kkkkkk
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15 h
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Fernanda Hungria Concordo 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽
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16 h
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Zuleide Barbosa Concordo
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16 h
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Dynho Silva Precisamos do Forró autêntico sim, precisamos valorizar nossa cultura sim, mas vamos parar de discussão sensacionalista ou tendenciosa!
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2
16 h
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Guilherme Silveira Acho que o sensacionalismo está na defesa e não na nossa verdade.... Ou vc discorda do meu texto?
Responder16 h
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Dynho Silva Não discordo!
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Dynho Silva Se for pra sepultar o nosso São João, vamos iniciar o velório desde a Gestão de 2005!
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16 hEditado
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Guilherme Silveira Concordo... Vamos da um adeus a este grupo que ai está a 20 anos, COMANDANDO o maior CURRAL ELEITORAL do SÉCULO XXI......Ver mais
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16 h
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Israel Hungria Começou desta data
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8 h
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Lucimario Carvalho A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas.
Padre Antônio Vieira.
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16 h
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Dynho Silva Com certeza!
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Alcione Alves O são João de jere acabou 😢😢😢
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16 h
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Guilherme Silveira Merece até registro para caso você apague
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16 h
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Guilherme Silveira Oxe... Quer dizer que o seu sogro está INTERINO na prefeitura e as coisas agora é tudo culpa de governos que por consciência é do mesmo grupo politico e do mesmo partido?...Ver mais
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16 h
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Dynho Silva Eu? Kkkkkkk
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16 h
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Kelly Silva Eu mencionei em um post aqui no grupo sobre a tradicional queima de fogos as 6, 12 e 18 horas tudo muito diferente este ano um dó porque é assim que as coisas marcantes vão se acabando.
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16 h
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Guilherme Silveira Amiga Kelly Silva... Anotei essa sua sugestão......Ver mais
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16 h
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Kelly Silva Estamos juntos no que precisar para que as coisas funcionem outra vez
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15 h
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Luciléia Santos Vdd acabou mesmo,quem lembra os 10 dias de festas ?era muito bom 😥😥
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16 h
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Guilherme Silveira Estamos em rumo a coisa muito maior! Ficarás feliz.... É só uma questão de ELEIÇÃO SUPLEMENTAR......Ver mais
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3
15 h
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Alexandre Oliveira a ex e o ex prefeito ter os bens bloqueados, é uma vergonha.
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1
15 hEditado
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Lisandro Passos Eu Adorei o são joão bem organizados !
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15 h
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Marta Varjão Iruuuul !!
Responder15 h
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Guilherme Silveira Por isso recebeu 10.900 curtidas em sua opinião!...Ver mais
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1
15 h
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Aline Francisco Dos Santos Com certeza Zezinho da ema se superou demorou hrs pra tocar passou mas tempo armando os estrumentos o pessoal da banda. e o casamento nem noiva tinha e se tinha não havi. 😂😂😂😂 e o noivo parece que desistiu do casamento.
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15 h
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Luciléia Santos Kkkkkkkkkkkk eita Jere já era
Responder14 h
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Alexandre Oliveira muita desorganização
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3
15 h
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Eros Tavares O São João de Jerê estava em coma, respirando com ajuda de aparelhos faz é tempo(mais de 10 anos), agora desligaram os aparelhos(morte cerebral).
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9
15 h
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Luyza Leontina Nascimento 👏👏👏👏👏
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15 h
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Vânia Carvalho Carvalho Jeremoabo virou uma cidade de LATINHA; lá tinha segurança, lá tinha saúde, lá tinha São João... Kkkk, agora só Jesus.
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13 h
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Luciléia Santos Vdd gostei dessa kkkk
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2
13 h
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Meire Ribeiro Cidades sem prefeito, cidades sem sao joao, acabor chamar esto de perdeu, quem perdeu foi a tradicao de jere kkkkkkkkk
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12 h
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Israel Hungria Tradição acabou
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10 h
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Juliana Fatima Prefiro não comentar kkkkkkkkkkk, cada povo tem o governo que merece! Isso é BRASIL
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35 min
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Antonio Jose da Silva se um prefeito não apoia a quadrilha da própria filha o que esperar dele no comando de uma cidade? naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada, não voto em políticos que não observa a familia pois é um aviso de que jamais observara um povo.
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14 min
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Ana Dantas Montalvão Pior São joão que já teve misericórdia povo indo pra Euclides da cunha foi show de bola
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13 min
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Ana Dantas Montalvão Paulo Afonso e outras cidades
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11 min
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Ana Dantas Montalvão Humilhou o povo de Jeremoabo e os de fora
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10 min
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João Da Silva Oliveira Antonio Jose da Silva ele não é prefeito e sim INTERINO. A "quadrilha da própria filha"? srsrsrsrsrsrsrs cuidado como coloca as coisas para não pegar mau. rsrsrsrsrsrsrsrs mais sobre a familia em primeiro lugar, não tenho duvida. não se pode esperar muito de quem como INTERINO só esta fazendo besteiras e seguindo os mesmos passos e erros das gestões anteriores. ele vai ficar inelegível igual ao patrão.
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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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