quinta-feira, julho 23, 2015

Coluna A Tarde: O triângulo brasileiro
Foto: Divulgação

E-mails de Odebrecht indicam 'majoração' de preços e citam 'reforço' de Gabrielli

por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso | Estadão Conteúdo
E-mails de Odebrecht indicam 'majoração' de preços e citam 'reforço' de Gabrielli
Foto: Divulgação/Idea


Governo faz novo corte de R$ 8,6 bi no orçamento e revisa meta fiscal
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Ex-presidente da Câmara dos Deputados diz que Casa 'piorou muito' com Cunha
Foto: Reprodução/ Blog do Jamildo


AGU protocola defesa de Dilma sobre 'pedaladas fiscais' no TCU

por João Villaverde | Estadão Conteúdo
AGU protocola defesa de Dilma sobre 'pedaladas fiscais' no TCU
Foto: José Cruz/ Agência Brasil


Justiça nega retirada de vídeos do YouTube com críticas a deputado
Deputado estadual Abelardo Camarinha | Foto: Reprodução/Facebook
A 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou, em decisão unânime, que o Google Brasil não retire do YouTube vídeos que contenham críticas ao deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB). Na decisão, o desembargador Neves Amorim, relator do processo, utilizou o princípio da liberdade de expressão para negar o direito ao parlamentarLeia mais na coluna Justiça


Prefeito de Camaçari é denunciado ao MP por gastos excessivos com eventos
Foto: Reprodução

Servidores do Judiciário Federal decidem manter greve
Foto: Leitor BN / Bahia Notícias/ Whatsapp

Investigado na Lava Jato, Tiago Cedraz é responsável por criar Solidariedade
Foto: Reprodução/ Calila Notícias

PF terá que explicar tarjas pretas em nomes de políticos
Foto: Bahia Notícias


Mulher de Marcelo Odebrecht desdenha de sindicalista: ‘Não mereço’
Foto: Inês Carvalho
Uma troca de e-mails entre o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e sua mulher, Isabela, mostra que a presença de pessoas de classes diferentes não era bem-vinda na residência da família. Em 2012, Marcelo confirmou à mulher que uma sindicalista iria jantar em sua casa. “Se sujar minha toalha de linho ou pedir Marmitex… vou pirar. Saudações Sindicais? Não mereço”, respondeu Isabela, em conversa divulgada pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Outro diálogo de Marcelo Odebrecht mostra sua relutância em convidar a presidente Dilma Rousseff (PT) para visitar um projeto da Braskem no México. “Até por educação temos que oferecer/tentar. Ainda que ache bem improvável. Primeiro, porque ela já chega nos lugares querendo sair e não gosta de fazer nada que já não seja obrigada”, escreveu o empreiteiro, em abril de 2015.


Irmãos Vieira Lima adotam ‘luta aberta’ e tentam forçar rompimento do PMDB com PT
Foto: Divulgação


Governo vai pagarR$ 1,4 bilhão em correção extra a 356 mil segurados

Aposentado que ficou sem a correção
pela inflação pode ter grana extra;
governo reservou R$ 1,4 bilhão



Governo admite ‘pedaladas fiscais’ ao TCU

Adams (à direita) entrega defesa da Dilma ao presidente do TCU
O relator do processo, Augusto Nardes, anunciou que encaminhará a defesa da Dilma para a análise técnica do TCU e que pedirá avaliação do tema com ‘urgência’
CONTINUE LENDO...















Investigação sobre Lula será alvo de análise de Conselho do MP

MPF investiga procurador de inquérito contra Lula

Conselho Nacional do Ministério Público abriu reclamação disciplinar contra o procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, responsável pela abertura de investigação contra o ex-presidente por tráfico de influência

Relatório da PF sobre mensagens de Marcelo Odebrecht cita Serra e Adams

Além do senador José Serra e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, PF suspeita que o presidente da Odebrecht também teria encaminhado mensagens para o senador Blairo Maggi e o deputado Carlos Zarattini



..

Confira a íntegra do veto de Dilma ao reajuste do Judiciário

Ao vetar integralmente o projeto de lei que reajusta os salários dos servidores do Poder Judiciário em até 78,56%, a presidente Dilma Rousseff alegou que a proposta é inconstitucional e contraria o ‘interesse público’









.........       

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas