sexta-feira, maio 29, 2015

A celeuma dos festejos juninos em Jeremoabo

Arquiva Banda Marcelo Silva

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Praticamente a prefeita de Jeremoabo está no final do seu governo, ainda não captei Como qual o seu esquema para não Bancar o Tradicional São João a altura de Jeremoabo!!!

A gritaria nas redes sociais é grande, principalmente pela  juventude  Jeremoabense concernente aos festejos juninos do corrente ano, aliás, já se tornou praxe essa gritaria.
Se partimos pela lógica e pelo bom senso acredito que a gestora tenha razão em não contratar Bandas além das possibilidades do município, pois reduzir dias de festas ou mesmo não patrocinar, não  será privilégio de Jeremoabo, como a seguir demonstraremos
Recentemente, as tradicionais festas Alafolia (Micareta da cidade de Alagoinhas – BA) e Pré – Caju (Micareta da cidade de Aracaju – SE) foram canceladas, pois ambos os Municípios enfrentam dificuldades financeiras para realizá-las.

O São João de Uauá, norte do estado, foi suspenso em 2013 após liminar expedida pelo juiz da comarca local, Dário Gurgel, na quinta-feira (6).

A Prefeitura Municipal de São José do Egito informa que, considerando os efeitos desta seca prolongada e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios, resolve não promover as festas juninas em 2015.

Agora para se ter a certeza de que a prefeita está com a razão, teremos que saber quanto o município dispõe em caixa, quanto recebeu durante o corrente exercício e em que foi e como está sendo gasto o dinheiro público.

Como a gestora é adepta do “estado de emergência”, talvez tenha receio de bancar um bom São João e depois ter que mendigar do governo estadual e federal esmolas para o município.

Outro fator que deveria constranger a prefeita são os constantes passeios a Brasília sob a alegação que o município está quebrado, e na contramão da história bancar festas.

São João com muitos dias de festas e boas bandas só no próximo ano, isso é, se houver eleições e a prefeita se interessar em eleger seu sucessor.
Quem deveria bancar o São João são os comerciantes que “mamam nas tetas da viúva”.


MP-BA recomenda que Bahiatursa suspenda seleção para artistas para festas juninas



O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou ao presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, nesta sexta-feira (29), a suspensão imediata da seleção para artistas como parte da programação “São João da Bahia 2015”. O edital, lançado no último dia 22, previa a seleção de 170 projetos para receber entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, totalizando R$ 17 milhões. A justificativa da recomendação, assinada pelas promotoras Rita Tourinho e Patrícia Medrado, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam), sugere que a seleção passe a utilizar critérios objetivos para a avaliação técnica dos artistas, bem como a delimitação, no edital, dos valores mínimo (R$ 20 mil) e máximo (R$ 100 mil). A avaliação dos projetos inscritos estaria programada para a próxima terça (2), às 09h. Entre os argumentos do MP-BA está a recomendação do procurador-geral do MP-BA, Márcio Fahel, para que todos os promotores verifiquem o controle de gastos com as festas juninas.




Caravana da Ouvidoria convida cidadãos a exercer Controle Social

Ouvidoria Caravana_DestaquePortalO Tribunal de Contas do Estado da Bahia dá início, neste mês de maio, ao projeto Caravana da Ouvidoria, que tem como objetivo divulgar as ações e competências do TCE, e convidar os cidadãos a exercer o controle social. Para tanto, representantes da Ouvidoria e da Assessoria de Comunicação do Tribunal vão percorrer todas as regiões do Estado, visitando os principais municípios e, por meio de entrevistas em rádios comerciais e comunitárias, explicar para a população qual é o trabalho desenvolvido pelo TCE e como os cidadãos podem ajudar a fiscalizar as contas dos gestores municipais e estaduais.
Com esta iniciativa, o TCE ampliará o número de ouvintes informados sobre o papel fiscalizador e pedagógico da Corte de Contas, que em 2014 chegou a 1,3 milhão, e também cumpre um dos objetivos do Plano Estratégico 2014-2017 – promover o envolvimento do cidadão com o Tribunal, além de fornecer insumos para as auditorias. Nas visitas, os representantes do TCE falarão também sobre as ações e competências do Ministério Público de Contas para o fortalecimento da gestão pública.
Foram traçados nove roteiros de viagens ao interior da Bahia, incluindo 73 municípios de todas as regiões. Na avaliação do ouvidor do Tribunal de Contas, Paulo Figueiredo, o projeto itinerante reflete o novo momento vivido pelo TCE, marcado pela transparência e pelo diálogo mais próximo com os cidadãos. E ele detalha assim os objetivos da Caravana: "Este projeto tem como objetivo o fomento ao controle social, além do incentivo à participação democrática na fiscalização dos destinos que a administração pública dá aos recursos públicos. Orientamos os ouvintes no tocante à maneira correta de encaminhar a sua manifestação quando dá evidência e/ou conhecimento de desvios de recursos públicos estaduais. Neste sentido, apresentamos o passo a passo para que a informação possa chegar à Ouvidoria, e o seu encaminhamento às unidades responsáveis para a adoção das providências cabíveis visando ao atendimento ao cidadão, conforme determina a Resolução 66/2008".
Confira os roteiros da Caravana da Ouvidoria:
Roteiro 1: Dias D'Ávila, Mata de São João, Catu, Alagoinhas, Rio Real, Ribeira do Pombal, Cícero Dantas, Paripiranga, Jeremoabo e Paulo Afonso.
Roteiro 2: Candeias, Santo Amaro, Cachoeira, Muritiba, São Gonçalo dos Campos, Feira de Santana, Serrinha, Conceição do Coité, Tucano, Euclides da Cunha e Monte Santo.
Roteiro 3: Riachão do Jacuípe, Jacobina, Campo Formoso, Senhor do Bonfim, Juazeiro, Casa Nova, Remanso.
Roteiro 4: Ipirá, Morro do Chapéu, Irecê e Xique-Xique.
Roteiro 5: Itaberaba, Ruy Barbosa, Palmeiras, Ibotirama, Barreiras, Macaúbas, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto.
Roteiro 6: Amargosa, Jaguaquara, Jequié, Brumado, Caculé, Caetité, Guanambi, Carinhanha e Livramento de Nossa Senhora.
Roteiro 7: Ipiaú, Poções, Vitória da Conquista, Itapetinga e Cândido Sales.
Roteiro 8: Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Gandu, Itabuna, Camaçari, Eunápolis, Itabela, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Medeiros Neto, Itanhém, Mucuri e Porto Seguro.
Roteiro 9: Valença, Ituberá, Ilhéus e Canavieiras.







Diferença de atuar e modo de agir


Política

Pedido de recuperação do calçamento da Rua Veneza atendido






Enquanto em Paulo Afonso um vereador no mês de março fez requerimento pedindo recuperação de calçamento e foi atendido, em Jeremoabo se os vereadores  pediram, ninguém sabe , ninguém viu, as ruas viraram crateras.

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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