segunda-feira, abril 28, 2025

A agonia eleitoral edvaldiana, ou “está colhendo o que plantou”

  em 28 abr, 2025 3:00

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 


“A gratidão é a mais agradável das virtudes; não é, no entanto, a mais fácil.” A frase do filósofo francês, André Comte-Sponville, cabe bem ao “inferno pré-eleitoral” que está vivendo o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira.

Sem mandato, Edvaldo parece que está acordando do grande período de hibernação – os últimos 8 anos no poder – onde achava que era uma liderança política. Poderia ter acordando da hibernação em 2022, quando viu que nenhuma liderança do grupo que ele faz parte o desejou candidato ao governo, mesmo estando melhor nas pesquisas naquele momento se comparado com Fábio Mitidieri, o escolhido pela maioria e eleito governador.

Agora, na semana passada, a assessoria dele comemorou um grande feito: o apoio do senador Laércio Oliveira a pré-candidatura de Edvaldo ao Senado. Poderia ser normal, mas tem um detalhe importante: Laércio foi notícia nacional ao subir numa caminhonete em Aracaju não só para receber o golpista Bolsonaro, mas para segurá-lo pela cintura em todo trajeto numa cena dantesca, cômica e de uma subserviência que constrangeu até mesmo as lideranças que apoiam o senador que desnudou o desejo dele pela extrema-direita golpista representada pelo negacionista ex-presidente.

Depois de no ano passado, aceitar Laércio indicar o vice de Luiz Roberto na disputa para prefeitura, o empresário/político Fabiano Oliveira (em Sergipe se confunde o público com o privado, que diga o governador que colocou Fabiano para cuidar da Emsetur) Edvaldo mostrou naquele momento uma guinada para a direita que, pelo jeito, está se consolidando agora com o apoio de Laércio Oliveira. Ninguém duvide que na próxima visita de Bolsonaro, Edvaldo chame o ex-presidente de “meu líder”.

O blog iniciou este texto com a frase de Sponville porque era um dos filósofos preferidos do professor Marcelo Déda. Ainda bem que Déda não está aqui para testemunhar a guinada do ex-esquerdista comunista para a extrema-direita.  E acaba também com outra frase que caí bem neste momento de agonia pré-eleitoral: “A moral é um verbo que se conjuga na primeira pessoa”.

Edvaldo, quando prefeito, deixou de lado a prudência e a cautela, achando que o mandato seria eterno com a eleição do seu sucessor. Perdeu feio, deixou de lado a coerência ideológica, vestiu a camisa da arrogância e hoje vive a agonia pré-eleitoral de quem não terá respaldo dos aliados para ser candidato ao Senado. O castigo chegou…

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/a-agonia-eleitoral-edvaldiana-ou-esta-colhendo-o-que-plantou/

Em destaque

PF indicia suplente de Davi Alcolumbre após investigação sobre fraudes milionárias no Dnit

Publicado em 22 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Breno foi flagrado deixando agência de banco Patrik ...

Mais visitadas