quarta-feira, agosto 31, 2016

Para quem recebe 287 milhões, duas ou três mini praças é insignificante, é muito pouco






Observando os posters da propagando acima, procurei fazer uma análise da realidade e da razão de ser.
Início dizendo que para o montante de milhões que a prefeita Anabel recebeu durante o seu mandato, construir ou remodelar três praças já existentes, é muito´pouco, é uma gota d'água no oceano.
Quanto ao asfaltamento da rua principal de Jeremoabo, foi recursos arranjados pelo deputado Mario Negromonte, no período em que Spencer foi prefeito, que ficou como herança para a prefeita Anabel executar o serviço, não só o asfalto, mas PSF's  também.
Diante dessas circunstância só havia duas saídas, ou faria as obras ou devolveria o dinheiro.
Vamos analisar item por item:
Emprego e Renda - Não fosse o Bolsa Família, Jeremoabo estaria repleto de mendigos, porque os empregos da prefeitura, além da falta de concurso público, a prefeita usa aquele órgão para beneficiar, parentes, amigos e os súditos do rei . 
Saúde - para esse item eu tiro o chapéu para a prefeita Anabel foi a primeira prefeita da região, a implantar o nepotismo no Hospital, implantar acumulação de empregos ilícitos, pagar diárias e horas extras a que não trabalhava nem viajava, pagar salários de Marajás a uma minoria privilegiada, tirou  o direito das mulheres parirem em Jeremoabo, e para completar deram um rombo de milhões, deixando o povo sem saúde e sem atendimento.

Educação - não irei nem falar na qualidade do ensino, mais os sanitários sem tampas e sem pias, para após as suas  necessidades fisiológicas, os alunos e professores lavarem pelo menos as mãos.
Poderia falar muita coisa da Educação, como o abandono dos alunos de estudarem no curso noturno por falta de iluminação, todavia, para fechar a parte educação com chave de ouro, tivemos merenda escolar de péssima qualidade nutritiva, além das bananas podres.
Observação: O Colégio não funcionar à noite, foi mais pelo fato da ex-diretora na época não ter disponibilidade para ir no noturno, porque ela trabalha em outro Colégio
Segurança - Jeremoabo que era uma cidade tão tranquila e pacata, atualmente encontra-se submissa a marginalidade e ao medo, os assassinatos são constantes e os assaltos em pleno centro da cidade são praticados " ao vivo e a cores" durante o dia.
Habitação - até algumas Casas  doadas pelo Governo Federal para a pobreza, usam da politicagem, distribuindo apenas para alguns protegidos da prefeita.
Agricultura e Meio Ambiente - Quem prestigiou a extração do mel em Jeremoabo foi o prefeito Spencer com a implantação e construção  da Casa do mel, a prefeita Anabel deu apenas continuidade.
Já a Pecuária e Agricultura, quem procurar sair do engatinhar para andar, foi o Secretário de Agricultura do seu Governo Lula de Dalvinho, que talvez por incompetência ou inveja da sua capacidade de ADMINISTRAR  não o prestigiaram, obrigando de forma indireta ao mesmo  pedir demissão.
Esporte e Lazer - O mínimo que posso dizer é que deram fim aos refletor do ESTÁDIO e estão deixando GRAMADO acabar, incentivo  que é bom nenhum, a não ser servir de meio de vida para "outréns" .
Turismo - O melhor turismo que estamos encontrando no atual governo é o asfalto para o hospital, o calçamento da Avenida Contorno ou então as estradas vicinais para a Zona Rural, ou então tirarem fotos das crianças e idosas carregando " lata d'água na cabeça", quando aparece carro pipa na zona rural.


Amanhã falarei sobre o ABRIGO PARA TAXISTAS.


Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas