sexta-feira, janeiro 31, 2020

Descoberta preparação de Moro para disputar Presidência Sergio Moro recebe há seis meses pesquisas eleitorais feitas por um instituto e não divulgadas publicamente, em que seu nome é colocado como uma opção para concorrer à Presidência da República em 2022

Maia diz que Weintraub na Educação passa a imagem de um país sem futuro | Revista Fórum “Como é que o investidor olha para o Brasil, que tem um ministro da Educação desse?", questionou o presidente da Câmara


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“Como é que o investidor olha para o Brasil, que tem um ministro da Educação desse?", questionou o presidente da Câmara

Delegada entrega cargo após operação contra milicianos no Rio Depois da operação que prendeu 33 pessoas, a delegada Adriana Belém entregou o cargo de titular da Delegacia da Barra da Tijuca. A Polícia Civil disse que a saída ocorreu para garantir a transparência das investigações, já que entre os detidos de ontem está o chefe de investigação da del...


9 min
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Depois da operação que prendeu 33 pessoas, a delegada Adriana Belém entregou o cargo de titular da Delegacia da Barra da Tijuca. A Polícia Civil disse que a saída ocorreu para garantir a transparência das investigações, já que entre os detidos de ontem está o chefe de investigação da del...

Traição de Bolsonaro surpreendeu Onyx


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Onyx Lorenzoni (Casa Civil) disse a aliados nesta quinta (30) ter ficado surpreso com a decisão de Jair Bolsonaro de retirar a gestão do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) da alçada de sua pasta.

Cidadão contesta atos dos vereadores



Mesmo não concordando com muitos atos do governo Deri do Paloma, tenho bom relacionamento com as cidadãos de bem que os acompanha, principalmente da cúpula que tem autoridade para falar em nome do governo municipal.
DE acordo com a legislação sempre mantenho o anonimato de ambos os lados, basta que a parte solicite.
Publico matéria com responsabilidade, com independência, imparcialidade e sem medo.
Ontem elaborei uma matéria parabenizando os vereadores da oposição cujo título da matéria foi:" Os vereadores da oposição  resolveram fazer valer sua autoridade".
Agora pela manhã quando abro minha caixa de mensagem, encontro indagações e contestações contra o modo de agir dos vereadores da oposição, cujo teor encontra-se no áudio em nosso arquivo..

Nota da redação deste Blog - Enquanto eu tiver fôlego para manter esse Blog, a verdade será informada sem rodeios, doa em quem doer, quem achar que estou errado, procure seus direitos, para isso é que existe a justiça.
Logo no início do áudio o cidadão contesta a ida dos vereadores da oposição até o Ministério Público em Salvador, pois segundo ele, o Ministério Público de Jeremoabo poderá se melindrar.
No meu entender os vereadores da oposição seguiram os trâmites legais e digo porque; de acordo com a Constituição o vereador é uma autoridade, uma das suas atribuições é trabalhar em benefício do Município, consequentemente do cidadão.
O caos econômico supostamente está implantado em Jeremoabo, e antes que aconteça o pior, esses edis cobram medidas urgentes.
Nada impede que os cidadãos ou mesmo os vereadores procurem socorro junto ao Corregedor do Ministério Público ou mesmo ao Conselho Nacional do Ministério Público, ou ainad ao Conselho Nacional de Justiça.
Quanto ao dinheiro que mensalmente sobra,  da Câmara, quem deverá informar são os vereadores, principalmente os da situação, já que é obrigação do vereador FISCALIZAR A PRÓPRIA CÂMARA.

Demissão reiterada de Santini indica que Bolsonaro realmente se livrou dos filhos?


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Charge do Aroeira (Charge Online)
Carlos Newton
O anúncio da reprise da demissão de Vicente Santini, que o próprio presidente Jair Bolsonaro fez questão de concretizar através de sua conta no Twitter, foi a melhor notícia relativa ao atual governo desde a posse, no dia 1º de janeiro de 2019. O significado maior, em tradução simultânea, é o esvaziamento da influência que os três filhos tinham sobre a administração pública, pois vinham se comportando como se fossem príncipes regentes.
Ressalte-se que o presidente da República não tinha opção. Os três filhos simplesmente não aceitaram a demissão do amigo comum Vicente Santini, que eles tinham conseguido emplacar na secretária-executiva da Casa Civil. Nesta quinta-feira, sem autorização do pai, espantosamente mandaram a Casa Civil renomear Santini para outro cargo de salário equivalente.
AUDÁCIA INSENSATA – Não satisfeitos com o ato e demonstrando surpreendente ousadia, Flávio (Zero Um), Carlos (Zero Dois) e Eduardo (Zero Três) providenciaram também um nota informativa da Casa Civil, para inventar que Bolsonaro havia se reunido com o ex-secretário e “o presidente entendeu que o Santini deve seguir colaborando com o governo”.
Os três filhos pensaram (?) que o pai respeitaria a decisão deles, porque a Casa Civil anunciou à imprensa como um fato consumado. Mas foi um erro tremendo, porque o presidente da República se sentiu traído, usado e manipulado pelos filhos, reagindo com presteza e rigor, ao divulgar uma mensagem seca no Twitter: “Informo que em Diário Oficial será publicado: Tornar sem efeito a admissão do servidor Santini; Exonerar o interino da Casa Civil; e Passar a PPI da Casa Civil para o Ministério da Economia”.
SEM EXPERIÊNCIA – Filho de um general amigo de Bolsonaro, Vicente Santini é formado em advocacia e sua experiência administrativa se limitou ao fato de ter trabalhado na modesta função de assistente no Ministério da Defesa, durante o segundo governo Lula da Silva, de 2007 a 2010. Depois, seu currículo se resume à condição de advogado, que estaria fazendo doutorado.
Ora, sem experiência específica, Santini jamais poderia ser nomeado para um cargo importantíssimo como a Secretaria-Executiva da Casa Civil, qu deve funcionar como locomotiva do governo.
Este fato comprova que Onyx Lorenzoni jamais foi verdadeiramente prestigiado por Bolsonaro, pois não conseguiu nomear os dois cargos mais importantes da pasta – Secretaria-Executiva e Subchefia de Assuntos Jurídicos, que foi e continua sendo ocupada por Julio de Oliveira, também advogado inexperiente e amigo dos filhos de Bolsonaro, que atualmente acumula a Subchefia de Assuntos Jurídicos com a Secretaria-Geral da Presidência da República, cargo com status de ministro.
OUTROS PROTEGIDOS – Além de Vicente Santini e Julio de Olveira, no Planalto há muitos outros protegidos pelos filhos de Bolsonaro, como Fernando Moura, secretário-executivo adjunto da Casa Civil, que assinou a nova nomeação de Santini e também foi demitido por Bolsonaro. O mais destacado deles, que ainda permanece no cargo, é Felipe Martins, assessor especial para assuntos internacionais de Bolsonaro.
Agora, todos os amigos dos filhos de Bolsonaro devem estar na expectativa, porque desta vez o presidente da República realmente se aborreceu.
Quanto a Onyx Lorenzoni, jamais teve grande importância no governo, a partir do momento em que demonstrou inabilidade à frente da articulação política do Planalto. Se for demitido (ou se demitir), será igual à maioria dos ministros – não fará a menor falta. Além dos militares, liderados pelo ministro-general Augusto Heleno, os únicos ministros com peso real no governo são Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança),  Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Tereza Cristina (Agricultura). O resto são ausências que preenchem lacunas, como se dizia antigamente.
P.S. 1 – Se realmente tiver se livrado dos filhos Zero Um, Zero Dois e Zero Três, o presidente Bolsonaro enfim terá condições de fazer um governo menos tumultuado. Dizem que o Zero Dois (Carluxo) está brigado com o pai há dois meses e parece difícil reatar as relações. De qualquer forma, se Bolsonaro permitir novas travessuras dos filhos, é melhor ele pedir as contas, ir cuidar da vida e deixar o general Mourão tomando conta do negócio.
P.S. 2 – Devido a essas novas trapalhadas dos Três Patéticos, ficará para amanhã a matéria sobre as estranhíssimas composições de preços da Petrobras.  (C.N.).

População cresceu muito, porém as redes pluviais e os esgotos não foram expandidos


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A situação calamitosa em Belo Horizonte agrava-se a cada temporal
Pedro do Coutto
Ultimamente tem se repetido país afora uma onda de enchentes que leva ao desespero os habitantes das várias cidades onde acontecem alagamentos, com perda de vidas e também a destruição de casas que desabam, ruas e estradas que afundam, prejudicando milhares de pessoas com a lama que se alastra como uma verdadeira maldição.
A questão é bastante complexa, porém sabe-se que o problema não é causado apenas pelo acúmulo de lixo e de objetos jogados nos rios e lagoas. Há muitos outros aspectos a influenciar as enchentes.
CRESCIMENTO POPULACIONAL – Um ponto merece destaque. O fato é que, ao passar do tempo, a população tem crescido muito mais do que a modernização das galerias pluviais e dos sistemas de esgoto. Aliás, constata-se mais uma vez que metade das cidades brasileiras ainda não conta com rede de tratamento de esgoto. Em muitos casos, os dejetos inclusive são lançados diretamente em rios e lagoas.
Na cidade do Rio de Janeiro, há o exemplo emblemático da praia de Botafogo, praia que não pode ser usada por banhistas, devido à poluição dos esgotos sem tratamento, lançados diretamente na antiga enseada de Botafogo, cujas águas recebem também a descarga de óleo proveniente de barcos e iates que ficam ancorados no Iate Clube ou em suas imediações.
O EXEMPLO DO RIO – Uma cidade como o Rio de janeiro serve de exemplo para a comparação que se encontra no título deste artigo. A fonte é o IBGE. O Rio, em 1950, possuía apenas 2 milhões e 300 mil habitantes. Hoje a capital está com uma população calculada em 6 milhões e 900 mil pessoas. Como se vê, o número de habitantes multiplicou-se por 3 num espaço de 70 anos.
Agravando a situação nas grandes cidades, verifica-se um crescimento desordenado de unidades residenciais construídas de qualquer maneira. Hoje, as favelas cariocas reúnem hoje mais de 2 milhões de pessoas, 1/3 da população total.
Evidentemente um sistema de escoamento pluvial – nem cito o de esgoto – dificilmente pode suportar uma contribuição de um universo populacional que triplicou. No Brasil inteiro o fenômeno negativo está presente. O que foi feito pelos governos, ao longo do tempo, para enfrentar essa corrida que separa o crescimento do número de habitantes e as galerias pluviais. Estas não se expandiram, pelo contrário.
SEM ESCOAMENTO – Com a acumulação de dejetos e até objetos reduz-se sua capacidade de canalizar as águas de chuva forte para seu lançamento no mar. Isso na cidade do Rio de janeiro. Na capital paulista o destino final são os rios que permeiam a cidade.
Diante de todo este quadro, a realidade de hoje parece que não poderá melhorar amanhã. Em matéria de meio ambiente, os investimentos são muito pequenos para a enorme dimensão do problema.
Nas enchentes que sempre sucedem aos temporais, afundam-se as esperanças de que os governos façam alguma coisa.
OUTRO ASSUNTO – Esta semana, o governo Bolsonaro demitiu o presidente do INSS, que já foi substituído. O novo dirigente do Instituto diz que não será necessário contratar mais funcionários, mas não revelou quais as providências que deverão ser tomadas para reduzir as filas que envergonham o próprio país.
O fato concreto é que o serviço está parado. E não existe nenhuma justificativa para que isso tenha ocorrido, porque já houve tempo suficiente para os servidores se adaptarem às novas regras da Previdência.

Vergonha nacional! Corregedor tenta fazer os juízes trabalharem das 13 às 18 horas


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Charge do Mariano (Charge Online)
Frederico VasconcelosBlog Interesse Público
O desembargador Ricardo Mair Anafe, novo corregedor-geral do Tribunal de Justiça de São Paulo, publicou comunicado no Diário Oficial alertando os juízes estaduais sobre a exigência de cumprirem os deveres de assiduidade e pontualidade. Com base em decisão proferida em 2006 pelo Conselho Superior da Magistratura, Anafe lembra que esses deveres impõem –“sob pena de responsabilidade funcional”– o comparecimento diário e a permanência nas dependências do fórum no período mínimo das 13 às 18 horas.
Mesmo sendo uma medida antiga, alguns juízes viram a publicação no Diário Oficial como um recado forte para o juiz “bater ponto”.
SEM COMENTÁRIOS – O corregedor Anafe não comentou a decisão. A Assessoria de Imprensa informa que “a referida publicação reitera as normas vigentes, procedimento da Corregedoria Geral da Justiça recorrente em sua área de atuação/atribuições”.
Uma consulta informal a juízes de primeira instância, realizada em novembro – às vésperas da eleição que levou à presidência da corte o ex-corregedor-geral Geraldo Francisco Pinheiro Franco –,  sugeriu que a nova gestão poderá adotar um perfil “linha dura” em relação a questões disciplinares.
DIZ O COMUNICADO –  Eis a íntegra do comunicado publicado nesta quarta-feira (29):
A Corregedoria Geral da Justiça COMUNICA aos Juízes do Estado que, em conformidade com a r. decisão do Conselho Superior da Magistratura proferida em 09 de março de 2006, e considerando o disposto no artigo 35, incisos IV e VI, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e artigo 190, inciso II, do Código Judiciário do Estado de São Paulo (Decreto-lei Complementar nº 03, de 27 de agosto de 1969), os deveres de assiduidade e pontualidade dos Magistrados impõem, sob pena de responsabilidade funcional, o comparecimento diário e a permanência nas dependências do fórum no período mínimo das 13 às 18 horas;
COMUNICA, ainda, que os Magistrados autorizados a residir fora da Comarca deverão permanecer nas dependências do fórum no  período mínimo das 13 às 19 horas, em conformidade com o disposto no artigo 5º da Resolução/2014 deste Tribunal de Justiça.
DIZEM OS JUÍZES – Eis alguns comentários colhidos, sob a garantia de preservação das fontes:
– [Para o cargo de corregedor-geral] votar em Ricardo Mair Anafe é quase uma declaração de guerra ao primeiro grau, por seu histórico de votos e frases no Órgão Especial. Ele sempre consegue pinçar algo para prejudicar o sindicado, presumindo o erro intencional do juiz.
– Os excessos de punições e pedidos de afastamentos liminares que vimos nesse biênio assustam. E assustam porque dão a impressão que os erros concentram-se em primeiro grau. Não houve o mesmo rigor correicional, nem de longe, com o segundo grau, que continua um poder irresponsável dentro do Tribunal de Justiça.
– Nenhum juiz quer impunidade. Acredite: não mesmo. Mas tratamento justo, ser orientado antes de ser punido.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O corregedor Anafe está certíssimo. Em todos os tribunais do país, reina a vagabundagem. A coisa mais difícil é encontrar um juiz que trabalhe às sextas-feiras. Em dias enforcados por feriados, nem pensar. Semana Santa e Carnaval, idem, idem. E eles ficam ofendidos quando aparece alguém que lhes aponte a obrigação de trabalhar, pelo rico salário que lhes é pago pelo povo pobre desta nação(C.N.)

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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