Lula reforça comando da campanha e amplia articulação no Nordeste
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Depois dos resultados do 1º turno, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reforçar o comando de sua campanha para a disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O Senador Camilo Santana (PT-CE) passou a dividir a coordenação-geral com o Presidente Nacional do PT, Edinho Silva.
Camilo já integrava a campanha petista, mas concentrou sua atuação no primeiro turno na reeleição do Governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Agora, Lula quer o senador dedicado à campanha presidencial. Na última terça-feira, 6, Santana passou boa parte do dia reunido com o presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A mudança faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização da campanha, com foco principalmente no Nordeste, região onde Lula manteve vantagem no primeiro turno. O presidente também pretende ampliar a participação de lideranças políticas que tiveram bom desempenho eleitoral e reforçar a articulação com governadores, prefeitos e aliados nos estados.
- Entre os nomes que devem ganhar espaço estão os governadores reeleitos da Bahia e do Piauí, Jerônimo Rodrigues e Rafael Fonteles, respectivamente. Lula também deve incorporar à campanha os senadores eleitos na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner. A estratégia busca ampliar a vantagem do petista nos maiores colégios eleitorais nordestinos. Já Flávio Bolsonaro deve seguir articulando alianças com lideranças de direita para reduzir a vantagem petista na região.
Fim da escala 6x1
Senadores da oposição evitaram participar do primeiro dia de discussão da PEC que prevê o fim da escala 6x1 no plenário do Senado, ocorrido na última terça-feira, 6, em uma estratégia de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para impedir que a proposta avance antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. O Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessões de discussão para esta semana e para a próxima, mas a data da votação ainda não foi definida.
Flávio Bolsonaro
A campanha de Flávio Bolsonaro prepara, para um eventual governo, um pacote de revogações de cerca de 1 mil atos nos primeiros 90 dias de gestão. A medida inclui decretos, portarias, resoluções e instruções normativas. O objetivo é anular parte das normas já no primeiro dia e concluir uma segunda etapa até o fim do período, com foco em medidas consideradas excessivas ou que geram sobreposição de estruturas no governo.