BRASÍLIA - Azedaram de vez as relações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A gota d'água foi a difícil negociação das medidas para compensar o rombo de R$ 40 bilhões que ocorrerá nas contas públicas com o fim da CPMF, a partir do ano que vem.
Na avaliação da equipe de Mantega, Bernardo teria contribuído para piorar as relações com os parlamentares - sobretudo os da oposição. A equipe reclama principalmente de suas seguidas declarações públicas sobre a necessidade de cortes nas emendas parlamentares e de aumento de tributos.
A notícia dada pelo ministro do Planejamento de que o governo precisaria cortar recursos de emendas parlamentares para cobrir o rombo teria sido, segundo o grupo de Mantega, o estopim da rebelião entre parlamentares que poderia pôr em risco a votação em segundo turno da DRU no Senado.
Bernardo defendeu a eliminação das emendas coletivas e os senadores do DEM e do PSDB reagiram classificando suas declarações como uma chantagem. O governo depende dos votos dos dois partidos de oposição para aprovar a DRU em segundo turno. Uma eventual rejeição da desvinculação de receitas traria prejuízos ainda maiores para a equipe econômica.
Na avaliação de um integrante da Fazenda envolvido nas negociações, Bernardo ajudou a piorar, e muito, a situação. Depois da polêmica em torno da recriação da CPMF, Mantega passou a evitar antecipar informações sobre medidas que poderiam ser adotadas no pacote para compensar a perda de receita com o fim da contribuição.
O objetivo é não prejudicar as negociações com a oposição. O governo vai precisar dela não só para aprovar a DRU, mas para criar um tributo com recursos vinculados à saúde. Uma eventual rejeição da DRU também traria enormes dificuldade para a administração do Orçamento do ano que vem.
De seu lado, a equipe do ministro do Planejamento também teria atribuído parte do desgaste político da perda da CPMF à forma "atrapalhada" como Mantega conduziu as negociações. Segundo um assessor de Mantega, o desencontro entre os dois ministros é nítido.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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