A Operação Toca, da Polícia Federal, que durou 70 dias, prendeu ontem seis pessoas acusadas de tráfico de armas e munições no Rio de Janeiro, entre elas um escrivão aposentado da própria PF, Cláudio de Souza Coelho, apontado como líder da quadrilha. Coelho e Marcelo Vicente dos Santos são acusados de fabricar munições para a quadrilha. Como atiradores profissionais, eles têm autorização do Exército para compra de insumos para fabricação de munições de uso pessoal, mas, segundo a Polícia, produziam os materiais para revendê-los a pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
Dois suspeitos de vender armas para mais de dez favelas do Rio já estavam presas. No total, foram oito os presos na operação. Eliezer Miranda Joaquim, suspeito do mesmo crime, está foragido. Na operação, foram apreendidos 1,7 mil cartuchos de munição, 41 armas de diversos calibres e outros tipos de material para fabricação de munições. Os policiais também recolheram notas de reais e dólares, além de 2,5 quilos de cocaína.
A quadrilha agia em favelas das zonas Sul, Norte e Oeste da capital e em Duque de Caxias, no interior do Estado. Segundo o superintendente da Polícia Federal no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, entre os principais compradores de armas e munições da quadrilha, estavam traficantes do morro do Pavão-Pavãozinho e do Complexo do Alemão. "Temos certeza de que era uma quadrilha importante nessa atividade ilícita.
Nós acompanhamos um pedido de venda e entrega de 50 caixas, contendo, cada uma, 50 munições de calibres diversos, o que mostra a importância da quadrilha", disse Caetano. Segundo ele, os mandados de prisão, busca e apreensão foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Itaguaí, Município da Baixada Fluminense.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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