A queda da taxa Selic, nos últimos anos, impulsionou bastante o financiamento de carros, imóveis, eletrodomésticos, e outros setores. E mais: ela possibilitou o acesso da classe baixa a esses produtos. Segundo o vice-presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), José Arthur Assunção, isso é muito favorável para o consumidor, a indústria e o país.
- Hoje, as pessoas têm facilidade para financiar a compra de um automóvel zero quilômetro, o que há alguns anos era algo impensável. E mais ainda, em prazos bastante extensos - analisou.
Uma característica dos financiamentos longos é o valor das taxas de juros praticadas. Em geral, elas são menores do que os contratos de 12 ou 24 meses. De acordo com José Arthur, isto é uma avaliação de cada financeira, em relação à redução da Selic no período. Num prazo de um ano ou dois, a financeira pode estimar uma redução menor do que em um contrato de cinco anos, quando pratica uma taxa mais atraente.
Prestação que cabe no bolso
Embora a carga tributária ainda seja um impeditivo para a compra de carros novos - quando deixam as concessionárias já perdem entre 15% e 20% do valor de mercado - ainda assim comprar um zero quilômetro pode ser uma dor de cabeça a menos.
Para o gerente de vendas da Ambiance, Julio Cesar Santos, o brasileiro hoje não está preocupado com o financiamento longo, o que interessa saber é se a prestação vai caber no bolso ou não. Para se ter idéia do volume de vendas das concessionárias, metade do faturamento é venda financiada.
Ele ressalta que o mercado é tão competitivo que até os bancos descobriram o segmento, e oferecem crédito direto aos clientes.
- Isso incomoda um pouco as concessionárias, afinal todas criaram bancos especialmente para financiar a venda de seus veículos. Mas estas são as regras do mercado - ponderou Julio Cesar.
Fonte: JB Online
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